<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710</id><updated>2009-10-17T05:00:20.304-04:00</updated><title type='text'>VERBALIZAÇÕES</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-288071131360761458</id><published>2008-06-15T23:43:00.003-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:25.760-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Manipulação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s1600-h/e.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s200/e.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212321024147267858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Começou quando a esposa insistiu na contratação daquela jovem. Acaso têm os jovens efeitos inebriantes? Era de se esperar o resultado. Ele, 45 anos, corpo de 43 com malhação, rico e bonito. Ela, 17 anos, corpo de 17 com malhação, pobre e desinibida. Os primeiros passos foram sorrateiros, como convém quando se quer testar o terreno. Ela passava fingindo desatenção, deixando cair o espanador bem próximo dele, abaixava-se para pegar tomando o cuidado de esbarrar seu quadril no dele, que fingia examinar discos antigos na sala de estar. Depois, vieram os comentários, “nossa, o senhor deve se exercitar bastante, né seu João?”, “gostei do novo corte de cabelo, seu João”. Daí ao flerte despudorado, foram dois ou três olhares desejosos, “duvido o senhor me dá um beijo aqui e agora, o senhor não tem coragem”. Ante a negativa (ele queria, mas não devia), ela apelou “se o senhor não me dá um beijo eu digo pra sua mulher que o senhor anda se esbarrando em mim de um jeito estranho, ela vai ficar uma fera”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O casamento que fosse para os diabos, agora era com ele, “menina nova não brinca assim comigo”. Homem não tem jeito, aperta que espana. Mas, e isso ele lembrou logo, o sexo tinha se tornado algo casual, praticado religiosamente às sextas-feiras depois da novela. Fazia-se de qualquer jeito e dormia-se muito. “Será que eu dou conta de uma moça assim? Será que eu ainda levo uma garota à loucura? Será?”. Só pagando para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda se programou de telefonemas e bilhetes escondidos. Quinta. Ele sairia mais cedo. Ela não iria trabalhar, combinaram um bar afastado, que se freqüentava de gente pouco observadora. E então o motel mais afastado. E assim foi. Aqui entrariam algumas linhas a respeito do resultado entre quatro paredes, mas não faria qualquer diferença para a história. Na saída, o problema: a irmã de sua mulher resolvera levar o novo namorado ao mesmo motel, no mesmo dia, apenas 23 minutos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está o final dessa história. A moça perdeu o emprego, a que ela jamais deu o devido valor, suas intenções eram outras. Resta-nos o senhor João. Diante desse absurdo, a coisa toda nunca fica impune. Advogado famoso na cidade, o caso correu de ouvido em ouvido todo o pequeno município. Os clientes começaram a rarear. Mas esse era problema menor. Com o tempo a fofoca desaquece. O problema foi em casa mesmo. Terminou quando a esposa insistiu na assinatura do divórcio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-288071131360761458?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/288071131360761458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=288071131360761458&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/288071131360761458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/288071131360761458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/06/manipulao.html' title='Manipulação'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s72-c/e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4758236671767553283</id><published>2008-05-20T19:06:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.067-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Zílio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s1600-h/aaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s200/aaaaa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202600610946866354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando em meio a papéis sem assinatura e borderôs sem carimbo, uma moça se aproximava visivelmente mais preocupada em discutir os valores de sua apólice de seguros, Zílio suava a fronte branca de homem de escritório. Odiava sem saber o porquê. Tinha um ódio enorme de se saber tímido o suficiente para um primeiro contato com qualquer pessoa do sexo oposto, burro o suficiente para um galantear qualquer, feio o suficiente. Zílio é como eu e você. Só um pouco mais humano, mais honesto, mais tímido, mais burro e mais feio. Se ele soubesse que assim são muitos corações que se disfarçam em rapinante. Creia Zílio, a vida não é realmente algo que compensa a paga de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas Zílio por nome. Jamais se dera ao duelo de morte que o levaria ao fim certo. Aquele ser ignoto das gentes vivera recôndito dentro do mundo. Uns, de pronto, chamariam mentira; outros, melindrados, não acreditariam que pudesse brotar entre as gentes tão honesta figura. Um homem simples que nunca quis ser além de um passageiro de vida, medíocre. Vez ou outra sonhara um sonho amalucado de ser feliz. Mas não é dado ao humano ser feliz. Isso ele aprendera fácil. Aprendera quando descobriu que seria sozinho no mundo. Para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única palavra que lhe valera algo em vida foi essa: honestidade. E a ignorância alheia insistiu em nomear estupidez. Zílio não dá passo em falso, não quer o do outro. Sequer imaginava ser de direito o que era seu, por direito: a própria vida. Colocou sempre em mãos diversas o destino que só a ele pertencera. Pobre homem que não falha, o que já é falha grave. Tomou mais um gole antes de pagar mais do que deveria de conta e gorjeta. Percebeu que chovia ainda, adiantou-se até a beira da rua e deu sinal ao táxi. Hora de voltar, obviamente sozinho, ao lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zílio era bom para a família, por isso ninguém lhe dava o devido respeito. Então ser bom é errado nesse mundo? É isso que se recebe por não querer além do próximo metro? Olhavam-no com o devido cuidado, um estranho ser de carne e osso que o mais disparatado espectro ultrapassaria em credibilidade. Não. Não é possível que exista coisa assim num mundo como o nosso. Um homem que trabalhe honestamente, e viva honestamente, insira-se no mercado consumidor honestamente, que honestamente chore em comédias românticas no cinema vazio. Se Zílio entendesse de artes-plásticas, música ou futebol, talvez tivesse consolo. Mas ele é outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4758236671767553283?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4758236671767553283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4758236671767553283&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4758236671767553283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4758236671767553283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/05/zlio.html' title='Zílio'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s72-c/aaaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8624550733878628271</id><published>2008-05-04T19:17:00.006-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.300-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Juno e a necessidade do simples</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crescente e ininterrupto progresso tecnológico reinante na sociedade contemporânea reverberou há muito nas artes em geral.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andy Warhol&lt;/span&gt; pintou latas de sopa em conserva, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;George Orwell&lt;/span&gt; projetou um 1984 alucinado, e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kraftwerk&lt;/span&gt; sintetizou eletronicamente todo o som. O cinema assistiu maravilhado a consolidação da ficção científica, através de filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2001&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;. A capacidade de se renovar tornou-se infinita. Tudo pode e, as aparências assim o dizem, foi tentado.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Speilberg&lt;/span&gt; confessou o deslumbramento diante das monumentais cenas criadas nos épicos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;David Lean&lt;/span&gt;; em contrapartida, abusou dos efeitos especiais, destronando o romantismo de outrora. Hoje em dia, tendo em vista a sede mercadológica, tudo deve ser grandioso, megalônamo. Mesmo os melhores filmes centrados na crise individual, tais como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sangue negro&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os sonhadores&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde os fracos não têm vez&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crash&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amelie Poulin&lt;/span&gt;, etc., revestem-se de uma atmosfera grandíloqua. São produzidos de modo a, na maioria das vezes, arrebatar corações e mentes da platéia com explosões, contrastes cromáticos exacerbados, efeitos sonoros e especiais, gritos, tiros, roteiros não-lineares e músicas  impactantes. Não é possível apostar que presenciemos o ocaso do cinema centrado no cotidiano tragicômico, que retira do simples o que comove, mas é cada vez mais raro encontrarmos um bom filme que não aposte no cataclismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez em reação a isso, vez ou outra, somos brindados com verdadeiras obras-de-arte da simplicidade. Foi assim no ano passado, com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequena miss sunshine&lt;/span&gt;, e agora com o maravilhoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt;. Este, como aquele, é capaz de despertar em nós o desejo do ombro. A necessidade do outro. Não quero reputar ao filme um caráter evangelizador, que não tem. Sinto apenas que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s1600-h/juno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 166px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s320/juno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196711760641463218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, tendo em si vida, o espectador é incapaz de deixar a sala de projeção sem ser tocado. Apostando em uma linguagem que jamais exagera, o filme despretensiosamente vai derrubando clichês de filmes família. A madrasta (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Allison Janney&lt;/span&gt;) é uma mulher incrivelmente compreensiva. A gostosa da faculdade não é uma vadia (apesar de ter uma queda pelos professores), a menina grávida não precisa ser a coitadinha da escola. Parece uma preocupação clara da roteirista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diablo Cody&lt;/span&gt;: demonstrar que a vida não tem fórmulas prontas, e que é possível fazer rir e chorar sem apelar aos estereótipos sociais costumeiros. Prova disso está no resultado da relação entre a jovem Juno (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ellen Page&lt;/span&gt;) e o candidato a pai adotivo Mark (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jason Bateman&lt;/span&gt;). Sentimos a cada encontro entre eles que o beijo roubado é questão de tempo, e que os núcleos ruirão diante deste amor proibido. Mas o que seria uma solução padronizada, quando se olha para o cotidiano, torna-se algo dispensável e esse romance de ocasião dá lugar a um terceiro ato singelo e comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta com uma segura direção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jason Reitman&lt;/span&gt;, que aposta no olhar prudente e confia na força do roteiro. Traz uma trilha sonora maravilhosa e coerente com o fluxo narrativo, em que se destacam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cat Power&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Velvet Underground&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kinks&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonic Youth&lt;/span&gt;, entre outros. Mas esse belíssimo roteiro, a direção justa, e as belas canções, nada disso sustentaria a história sem um elenco que fosse - como já acontecera com Pequena Miss Sunshine - capaz de representar os tipos humanos mais reais e, por isso mesmo, comoventes e fortes. Destacam-se, além é claro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ellen Page&lt;/span&gt; (impecável no papel central de uma dolescente grávida que não aceita a comiseração alheia), Michael Cera (o relutante e tímido adolescente que engravida a namorada sem querer); o sempre competente J. K. Simons (o pai da jovem, alternando momentos de austeridade e bondade na medida do real); o já citado Bateman (formando ao lado de Jannifer Garner um jovem casal muito verossímil em suas inseguranças, diferenças e na vontade de ter um filho). Só mesmo um grupo de atores tão coeso seria capaz de entoar frases banais de modo tão comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acho que é assim que se resumiria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt;: um filme capaz de entoar frases banais de modo comovente. Em determinado momento temos o diálogo: "seus pais devem estar se perguntando onde você está uma hora dessas", e a resposta "acho que não. eu já estou grávida. o que de pior poderia acontecer?". É esse o tom da obra, o deboche, o amor, o medo, a amizade, a compreensão, a afinidade e a dor podem ter a dimensão de um ombro, de uma lágrima. O amor pode ser bobo, sendo lindo. Só mesmo um filme assim, tornaria uma frase como "eu ainda guardo a sua calcinha" a mais singela declaração de amor. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8624550733878628271?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8624550733878628271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8624550733878628271&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8624550733878628271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8624550733878628271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/05/juno-e-necessidade-do-simples.html' title='Juno e a necessidade do simples'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s72-c/juno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2027046102194588776</id><published>2008-04-26T19:36:00.004-04:00</published><updated>2008-04-28T18:33:44.484-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato II, Cena I)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html" target="new"&gt;Ato I, Cena IV.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrem-se as cortinas. Sérgio e Ana estão na frente do palco à direita, com as poltronas lado a lado, como em um cinema, a única luz vai em direção  ao rosto dos dois, como um projetor. Julio está no fundo à esquerda, com a poltrona de lado, ele parece conversar com alguém que está fora da cena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (pegando uma pipoca imaginária&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gosto de comédias-românticas, não sei por quê. Mas é uma merda. Não que eu esteja reclamando do filme que você escolheu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (enquanto Sérgio responde ao comentários de Ana com um aceno de cabeça aflito, mastigando pipoca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! Mãe, sabe como é. Esse negócio de cinema é enrolado mesmo. Tem que começar de baixo. Mas fica tranqüila. O quê? Sim. Sim. Ele é meu amigo, né.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sérgio (Entre gargalhadas. Júlio finge falar com a mãe e gesticula)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse ator é demais, não é? (Ana se assusta). Eu gosto dele desde aquele filme que ele fez sobre os alunos CDFs na faculdade. Como é o nome?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(incrédula)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu a louca nos Nerds...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse mesmo. Hahaha... Muito bom. Aquela cena do rapaz se masturbando depois de mexer com cola. Hahaha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calma Sérgio! Senão vão expulsar a gente daqui. (Sérgio calando-se assustado)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem mãe. Assim que eu tiver uma novidade eu te aviso... (olhando o relógio) O pai tá demorando. Ele não continua freqüentando aqueles pulgueiros depois do trabalho, né? (pausa). Igreja? Sei. Deixa de inocência, mãe!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(levantando-se, seguida de Sérgio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bem que acabou. Minha bunda já estava doendo. E aí? Gostou?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (sem jeito)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah... achei legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde vamos comer? Tô com fome. Vamos numa lanchonete aqui do Shopping mesmo... pode ser?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá bom. Só quero comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (com ar impaciente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho melhor a gente ir jantando. Aquele velho vai demorar. (sai pela esquerda empurrando a poltrona)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (puxando Sérgio pelo braço)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem, logo então, gato. Preciso de perguntar uma coisa. (Sérgio parece se espantar)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todos deixam o palco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2027046102194588776?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2027046102194588776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2027046102194588776&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2027046102194588776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2027046102194588776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/04/iluso-ato-ii-cena-i.html' title='Ilusão (Ato II, Cena I)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8683739910000001452</id><published>2008-04-06T11:17:00.007-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.538-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Financiomas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s1600-h/DSCN1257.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 176px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s320/DSCN1257.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186314105791037490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este é um conto de amor novo-burguês, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;le nouveau riche des histoires romatiques&lt;/span&gt;. Caminhavam de mãos dadas. Dispa-se a noção gloriosa dos que caminham por prazer e romantismo. Feito a falta de recursos, o namorico ia a pé, por não poder ir melhor, fizesse chuva, fizesse sol. E eles gostavam de ir a pé, como gostavam de não poder ir ao cinema porque a câmara-de-ar da bicicleta dele rasgou e, "agora o dinheiro era pra consertar, senão, não dá pra trabalhar amanhã cedo". Tinha que regular e controlar. Como não dava para se fazer muita coisa, sobrava tempo para os carinhos, só para os carinhos, "porque em casa não dá, minha vó tá lá e não tem dinheiro pro motel". E eles vão ficar no carinho, ou vão caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele encasquetou que ia pôr garupa na bicicleta, agora com o pneu ajeitado. Mas a moça não era o que se pode chamar de um símbolo de beleza, e apesar da humildade, notava-se que comia bem, demais. E ela começou a reclamar que "estava doendo a bunda", e chegava aos destinos andando torto. Natural, três quartos dela ficavam para fora da bicicleta, esperando a gravidade fazer marcas vermelhas profundas. Ficava ridícula, digamos assim. O outro problema, é que se ela chegava vermelha e dolorida, ele também. O peso da bicicleta aumentou muito depois que ele instalou a garupa, que vazia era "até levinha". Uma gemendo de dor, o outro gemendo de cansaço, eram uma sensação onde quer que estivessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou entre trocar o quilo de acém por patinho "só dessa vezinha", ou comprar um bilhete da federal. Como a carne "a gente amacia na pressão", vai de sorte mesmo. Escolheu a sua data de aniversário. E, romântico, a dela. 02-10-25-07. Faltam duas dezenas. 36-45. "O número de casa". E, como se o destino realmente existisse, ele ganhou. Sozinho. Descontou a parcela de impostos e o restante aplicou em fundos de renda fixa. Na verdade, quem fez isso foi o advogado que ele contratou assim que soube o resultado. Cortou cabelo, escolheu roupa e foi pedir a moça em casamento. "Dava pra viver de renda". Só com aluguel de casa. "Daí dá tempo pra estudar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez o que ele falou. Matriculou-se em uma faculdade particular. Foi fazer administração "porque alguém ia precisar cuidar desse dinheiro todo". Ele não. Ele foi comprar presente "pros parente de fora". Foi comprar o carro que sempre sonhou. E, no fim da tarde, foi atrás da cortina que ela pediu "pra combinar com o sofá marrom". O resultado é previsível. Ao fim de um ano, ele estava completamente desregrado, bebendo e  gastando mais do que devia, mesmo para os que tem fortuna na casa dos milhões. Porque agora tinha carros potentes, porque agora era motel quase todo dia. E não era com ela. Porque agora a humildade era intelectual, muito mais feia que a mais feia humildade financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divórcio saiu rapidamente. A metade dela cresceu. O moral dela cresceu. A parte dele não resistiu à primeira enxurrada de lamentações pós-casamento. Deu-se à festa como quem se entrega ao suicídio. Seu moral diminuía à exata proporção de seus recursos. Pouco a pouco ela se restabeleceu. Conseguiu abrir uma firma que prestava consultoria empresarial. Casou-se novamente. Com o advogado que a ajudava a administrar o dinheiro que o primeiro marido insistia em queimar. Teve filhos, andava em um bom carro familiar, espaçoso, e ia vez ou outra ao motel para relaxar junto a seu amável esposo novo, pois "era só chamar a babá". Ele foi aos poucos deteriorando sua fortuna. passo a passo voltando ao estado de semi-miséria inicial. Nessa época, numa casa de penhores, conheceu uma moça humilde, mas feliz e bem feita de corpo. Passou a sair com ela. Eles iam caminhar na praça, ou de bicicleta, que era o único bem que lhe restou. Essa moça cabia bem na garupa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8683739910000001452?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8683739910000001452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8683739910000001452&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8683739910000001452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8683739910000001452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/04/financiomas.html' title='Financiomas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s72-c/DSCN1257.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1302282646773544213</id><published>2008-03-29T18:00:00.003-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.739-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Qual é seu Hobby preferido?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando aquilo que deveria ser o nosso descanso vira mote para auto-cobranças insuportáveis, é sinal de que perdemos a noção fundamental de "diversão". O homem que gosta de futebol, mas chuta mal, gosta de ler mas não escreve bem, gosta de música e não sabe o que é sustenido, pode, apesar de tudo, se divertir jogando, escrevendo, tocando. Se, em revide, nos entristecemos por encontrar um resultado aquém  da genialidade, é porque não entendemos que nossa função social é outra, ou porque sonhamos em ser alguém que não somos. Ou seja, um excelente médico não deve querer que seu passe de canhota esteja à altura de sua precisão clínica. Caso contrário, seu lazer e sua chance de extravasar minimamente uma rotina estressante perdem-se em meio a encanações que sequer deveriam ter existido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se damos vazão a cobranças indevidas, em lugar de nos alegrarmos com o bom cumprimento de nosso papel,  perdemos de vista as nossas inúmeras qualidades, em detrimento de possíveis defeitos provocados (entre outras coisas) por uma falta de determinada aptidão. Nada mais natural. Ninguém é bom em tudo, e saber escolher o caminho certo é a primeira das virtudes necessárias para a felicidade. Muitas pessoas são obrigadas a desistir muito tarde de um sonho quando, se orientadas a tempo, poderiam estar colhendo já os frutos da correta opção. Jogadores, muitas vezes, passam por vários clubes antes de descobrirem que os milhões da profissão estão muito mal distribuídos. Felizmente para os escritores de boteco e músicos de garagem o desgaste é menor. O que os permite levar uma vida dupla, a dos sonhos (ainda que sem o glamour desejado) e a real (que dá dinheiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podendo ganhar dinheiro e sobreviver de outra forma (às vezes até com luxos), os músicos de&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s1600-h/413098809_d89c699585.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s200/413098809_d89c699585.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183285217544486898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; garagem podem aproveitar para se divertir. Tendo como viver por outros meios, o escritor de boteco se diverte criando e mantendo blogs. E é nesse clima de completa displicência que, muitas vezes, os blogs e bandinhas "sem-fins-lucrativos" acabam ironicamente lucrando. Foi por serem felizes clinicando, administrando, ensinando, servindo, limpando e arquivando, que muitos puderam ser felizes tocando e escrevendo. Além é claro dos falsos jogadores que peladeam aos fins de tarde sem pretensão de encantar. Ainda assim, vale lembrar que  muitos gênios musicais de hoje tiveram, um dia, alguém que os ensinou matemática, que os serviu um bom jantar, ou que os vacinou. Grandes futebolístas têm toda a carreira na mão de empresários, fisiologistas, fisioterapeutas, ortopedistas, motoristas, seguranças. Escritores, se assim o são, é porque alguém um dia os ensinou o "ABC", ensinou-os a colocar palavra ante palavra, a dizer e não dizer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1302282646773544213?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1302282646773544213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1302282646773544213&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1302282646773544213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1302282646773544213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/qual-seu-hobby-preferido.html' title='Qual é seu Hobby preferido?'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s72-c/413098809_d89c699585.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-5868539344683183457</id><published>2008-03-18T15:17:00.007-04:00</published><updated>2008-04-26T19:36:35.263-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena IV)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena III.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Toca o Telefone de Sérgio, sua poltrona agora foi deslocada para a frente do palco no centro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (entrando, no fundo, à direita do palco&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na poltrona)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sérgio? É a Ana. Liguei só pra saber como você estava. Nem deu tempo de conversar direito lá no restaurante. (Júlio vai entrando e se sentando na poltrona ao fundo do palco, à esquerda)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (sentado de costas - Sérgio vai se recompondo, assustado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um conhaque, por favor. (Retira papéis do bolso e começa a fazer anotações, sempre dando goles num copo imaginário)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sérgio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então. Tô bem... mas sabe como é. Difícil conversar em paz com o Júlio por perto. Ele quer resolver tudo de uma hora pra outra. (Ana assente com a cabeça, rindo) A gente podia conversar a qualquer hora, só nós dois, sei lá... Falar sobre a vida. Que você acha?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim... claro. Amanhã o Júlio vai para o Rio ver a mãe. A gente podia aproveitar par tomar um chopp, ir ao cinema...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Legal! Por mim, ótimo. Assim a gente não precisa falar desse filme... Eu tô empolgado, sabe? Mas preciso dar um tempo. Me concentrar em outras coisas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Enquanto Júlio faz gestos de quem pede a conta e paga)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo. Concordo com você... Até pras idéias fluírem, não é? (Júlio empurra a poltrona para longe do palco e finge chamar um taxi... Sai pela esquerda)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Por aí... Seguinte: que tal amanhã no mesmo lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro algo informal. Vamos comer numa lanchonete, depois a gente pega um cinema. Pode ser?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Com Júlio voltando e cueca, carregando a poltrona)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mim tudo bem. (Júlio se deita)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só uma coisa, Sérgio: Não diz nada pro Júlio... Acho que ele está meio afim de mim... Andou dizendo umas coisas. Ele pode achar que não respeito o que ele diz. Ah! Você sabe... ele é meio estourado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem. Pode deixar... Mas não tem nada de mais. Vamos só sair pra conversar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É Sérgio. É... então até amanhã. Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Sem entender a risada)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;Beijo pra você. Até amanhã&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois desligam o telefone e se deitam.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Agora, os três dormem. Sobe uma música lenta, embalando o sono. e aos poucos vai aumentando. Fecham-se as cortinas. Fim do Ato I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-5868539344683183457?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/5868539344683183457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=5868539344683183457&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5868539344683183457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5868539344683183457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html' title='Ilusão (Ato I, Cena IV)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-488260653690322130</id><published>2008-03-04T16:51:00.011-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.930-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Subjetivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo nos textos em que a primeira pessoa mais aparece, o artista procurou sempre o impessoal. Sua vida era boa, portanto isenta de literariedade. Boa vida em literatura é dor e mágoa, sentimentos dos quais o artista há muito não se queixava. Eis por que esse texto pouco diz. Porque a arte é paradoxo. É impossível pôr-se a escrever sobre si mesmo quando se está em um estado eufórico de vida, nesse caso vive-se, e isso basta. No entanto, ante a tristeza o artista se vê nu e inconseqüente e, se escreve, não vai além das alegrias falsas que os outros não querem ouvir. Ou seja, é preciso estar são para dizer tristezas, enquanto se vive a alegria. E estando triste, a tristeza salta das páginas contadas para fazer parte da vida, e nesse caso, nem se vive, nem se escreve: sofre-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é confuso, paradoxal, contraditório, assim é por ser vida pulsante. O artista, instância desnatural, é no fundo homem como nós, sente como nós. Tendo diante de si uma pedra no meio do caminho, o artista procura superá-la. Se o caminho é sem percalços, não há mal em criar, em poema, uma pedra que desgaste a retina, visto que a vida vai tranquila e não exige esforços. Assim, na dupla missão de viver e escrever, o artista sempre põe a tristeza para fora, seja sofrendo, seja verbalizando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Posto isso, é natural que o texto pouco diga, pois esse Zé(ds), narrador e eu-lírico de um certo José, não pode externar tristeza fingida enquando a mão que escreve, a do poeta e autor, está mais preocupada em externar a verdadeira. Sendo assim, Zé(d's) vai deixar por esses dias a literatura de lado, vai tentar deixar o mundo cósmico dos elementos literários para salvar seu patrão. O patrão é o José, que no exato momento em que realiza as mais promissoras vitórias profissionais, tem por dentro um coração de pedra, no caminho, estilhaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(atualização em 09/03/08)&lt;br /&gt;Já passou, já passou&lt;br /&gt;Se você quer saber&lt;br /&gt;Eu já sarei, já curou&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s1600-h/pedra+gerard+c+l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173996774300299362" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; width: 261px; cursor: pointer; height: 212px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s400/pedra+gerard+c+l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Me pegou de mal jeito&lt;br /&gt;Mas não foi nada, estancou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passou, já passou&lt;br /&gt;Se isso lhe dá prazer&lt;br /&gt;Me machuquei, sim, supurou&lt;br /&gt;Mas afaguei meu peito&lt;br /&gt;E aliviou&lt;br /&gt;Já falei, já passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já passou, já passou&lt;br /&gt;Recolha o seu sorriso&lt;br /&gt;Meu amor, sua flor&lt;br /&gt;Nem gaste o seu perfume&lt;br /&gt;Por favor&lt;br /&gt;Que esse filme&lt;br /&gt;Já passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-488260653690322130?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/488260653690322130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=488260653690322130&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/488260653690322130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/488260653690322130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/subjetivo.html' title='Subjetivo'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s72-c/pedra+gerard+c+l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-9155538002013803764</id><published>2008-02-17T10:16:00.008-04:00</published><updated>2008-03-18T15:42:34.291-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena III)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena II.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enquanto Ana e Júlio fingem conversar, Sérgio volta de pijama, carregando a poltrona e se senta no fundo, de costas para os outros dois, retira um telefone do bolso e começa a falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não Mãe, eu não entrei porque estava cansado, falei pro pai... Precisava vir pra casa, tomar banho. No Domingo eu faço uma visita...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (enquanto Sérgio ouve o que sua mãe diz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não aguento mais o Sérgio, Ana. Ele não fala coisa com coisa, vive às custas do pais... Parece que tem quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto da inocência dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Babaquice é o nome disso... No começo eu dava risada, mas tem hora que estressa! Tô pronto pra (soltando o volante e fazendo o gesto com os dedos, de aspas) "demitir" ele, se dá pra falar isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enquanto se vê Ana com cara de desaprovação e argumentando em voz baixa, Sérgio continua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica tranqüila, mãe. Eu e o Júlio estamos vendo uma coisa bem legal, dessa vez vai... O quê?... Claro que eu confio nele, mãe. Tá doida? O cara é meu amigo faz o quê? Dez anos? Então... A gente tá junto nessa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo e repito! Não é certo isso. O Sérgio é um cara legal (enquanto no fundo Sérgio gargalha).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Falando e rindo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá me chamando de veado? Que isso, mãe? Eu gosto é de mulher... Aliás, conheci uma garota incrível.  Educada, bonita,. acho que vou convidá-la pra sair... Quê?... Ah! Chama Ana...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (estacionando o "carro")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso subir um pouco? Estou sem sono e...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo e saindo do "carro")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o que você quer... Entra! Tem camisinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (saindo também)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho (abrindo a carteira)... Só uma coisa, não fala nada pro Sérgio desse nosso "esqueminha", hein. Acho que ele gosta de você... sei lá. O jeito que ele te olha...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Enternecida)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A que bonitinho, o Sérgio?! Sabe que eu nem reparei?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois retiram-se pela esquerda carregado as poltronas. Sérgio desliga o telefone, empurra sua poltrona para o lado direito do fundo do palco e se deita sobre ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html" target="new"&gt;Ato I, Cena IV.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-9155538002013803764?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/9155538002013803764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=9155538002013803764&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/9155538002013803764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/9155538002013803764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html' title='Ilusão (Ato I, Cena III)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8456272735359394805</id><published>2008-02-04T11:36:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.157-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Das raízes sólidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s1600-h/yun_1622.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s200/yun_1622.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163157524014831666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Seu namorado é um bunda mole!&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Onde já se viu? Deixar a mina sair sozinha?&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- É sério! Se fosse eu, não tinha disso não. Tá cheio de cara por aí que não agüenta ver uma mina sozinha e já pula em cima.&lt;br /&gt;- Por isso que você não arruma ninguém. Seu ogro!&lt;br /&gt;- Fala a verdade...&lt;br /&gt;- Quê que tem? Pra dar certo tem que confiar, né?&lt;br /&gt;- Besteira. E tem mais... O problema não o que a mina faz... é o que os caras fazem... ficam cercando. Chega a dar raiva, porra! Eu sinto raiva por você... por você e pelo banana do Cláudio.&lt;br /&gt;- Ele não pediu pra você me vigiar. E nem eu pedi. Então pára com esse negócio que já tá ficando chato! Cadê aquele garçom?&lt;br /&gt;- O que eu tô querendo dizer é que, se gosta mesmo, tem que cuidar, caralho!&lt;br /&gt;- Pára, Ivan!&lt;br /&gt;- Mas Juliana...&lt;br /&gt;- Garçom! Me traz uma tequila, por favor...&lt;br /&gt;- Sim. Já trago.&lt;br /&gt;- Mas... Você ficaria tranqüila se o Cláudio saísse sozinho?&lt;br /&gt;- Claro! Se eu não acreditasse nele, não teria porque ficar. Ou teria?&lt;br /&gt;- Sei lá. Tem gente que namora só pra não ficar sozinho.&lt;br /&gt;- Com a gente não é assim. Tô com ele porque gosto. E ele também...&lt;br /&gt;- Traz uma Skol pra mim, moço...&lt;br /&gt;- A gente não trabalha com Skol. Serve Antártica...&lt;br /&gt;- Tá gelada?&lt;br /&gt;- Muito...&lt;br /&gt;- Pode ser então.&lt;br /&gt;- Já venho.&lt;br /&gt;- Mas então, Ju... Eu sei o que você tá dizendo... Só que eu não acredito nessas coisas de confiança... Nada a ver, meu!&lt;br /&gt;- Você vai morrer solteiro.&lt;br /&gt;- Haha!&lt;br /&gt;- Fica rindo, fica... Moço, já pode trazer a conta...&lt;br /&gt;- Sim, senhora.&lt;br /&gt;- Vamos embora?&lt;br /&gt;- Vamos... Não agüento mais discutir com você...&lt;br /&gt;- Porque você sabe que eu estou certo.&lt;br /&gt;- Cada um pensa o que quer. Eu e o Cláudio... A gente não liga pro que os outros dizem. Por isso que dá certo.&lt;br /&gt;- Faça o quiser...&lt;br /&gt;- Exato.&lt;br /&gt;- Vamos pra minha casa?&lt;br /&gt;- Pode ser. Mas vamos pegar cigarro antes... Vai ter alguém lá?&lt;br /&gt;- Não... Ninguém... O Alex foi pra Guarulhos, e o Marcelo está trabalhando essa noite.&lt;br /&gt;- Ótimo. Eu morro de vergonha dos seus amigos...&lt;br /&gt;- É porque você não consegue fazer nada em silêncio...&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- Hahaha! Tá aqui, moço... Fica com o troco.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;/div&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  tem uma enorme dificuldade para entender os humanos. Mas não adianta dizer-lhe que isso é natural. "Nem nós humanos nos entendemos", eu expliquei certa vez, mas não adiantou. E ele insiste que esses diálogos tão corriqueiros merecem alguma notoriedade. Diz que é história das boas. Pobre furgão. Ele não sabe que há certas coisas que todo mundo já conhece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8456272735359394805?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8456272735359394805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8456272735359394805&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8456272735359394805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8456272735359394805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/das-razes-slidas.html' title='Das raízes sólidas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s72-c/yun_1622.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-626372796974440253</id><published>2008-01-25T14:51:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.171-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Desvios sanados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s1600-h/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s200/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159498787404257234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Criacionistas diriam que o que nos diferencia dos outros animais são a semelhança e a imagem de Deus impregnadas em nós. Evolucionistas rebateriam atestando que a oposição está ligada à evolução do cérebro humano para o estado de consciência e saber, que suplanta a mera reação instintiva. E estando certos ou errados, há algo mais importante a se discutir. Independendo da teoria adotada, é preciso que se estabeleça as reais medidas dessas diferenças entre humanos e irracionais. Sendo, nós, seres de uma natureza outra (divina ou biológica), seria de se supor que responderíamos de maneiras diversas às constantes exigências mundanas. Se a explicação vale em determinados casos, há outros em que as semelhanças são tantas que é de se duvidar realmente do abismo entre razão e instinto tão costumeiramente considerado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O psicólogo americano Skinner, embasado em teorias comportamentalistas clássicas, desenvolveu uma frutífera psicologia behaviorista, segundo a qual os humanos, como demais seres vivos, agem a partir de impulsos externos, produzindo uma resposta específica a cada exigência do meio. Disso para as notórias conclusões acerca da psicologia "prêmio &amp;amp; punição" é um passo. Em outras palavras, é natural que os homens ajam de acordo com as necessidades impostas (incluindo-se aqui as vontades do patrão, do professor, dos pais, etc.), sempre que forem presenteados com benefícios específicos nas atitude correta e castigados com a severidade conveniente quando agirem em desacordo com que foi proposto pelos dominantes. Nada muito diferente dos ratos laboratoriais que aprendem a não se coçar após alguns choques e a rebolar em rodinhas para consegui alimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedagogos, humanistas e psicanalistas consideram um disparate que essa teoria seja ainda aceita na sociedade pós-moderna em que vivemos. Julgam haver um enorme vão entre as atitudes do rato e a do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homo-sapiens&lt;/span&gt;. Afirmam que é impossível descaracterizar o poder da mente (ou espírito) nas resoluções tomadas pelos indivíduos, e que, aceitando o behaviorismo, estaríamos retrocedendo e desconsiderando a evolução psicológico-social apresentada pela humanidade. No entanto, nem eu, nem qualquer outro freudiano é capaz de ver a mente, fotografar o inconsciente, dialogar com o Ego. Já as ações, essas saltam aos olhos. As contradições teóricas são aceitáveis. Mas "contra fatos, não há argumentos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer cidadão que passou por um banco de escola no Brasil, já se deparou com os inúmeros recursos empregados pelos professores para conseguir controlar uma sala de aula. Não há melhor metáfora para o par "prêmio x punição" que os inúmeros "positivos" e "negativos" que preenchem os diários de classe dos mestres. Aliemos a isso outras experiências em sala de aula, como a ameça de ter sua nota diminuída em se persistindo o barulho. É o comportamento, e apenas ele. E as ameaças. Um prisioneiro que não se cala ante os destratos em uma penitenciária é advertido com uma semana em uma cela solitária "para ter tempo de pensar e repensar suas atitudes indevidas". Um operário receia participar de movimentos de greve sobre pena de perder seu cargo para um outro indivíduo mais suscetível aos desmandos do chefe, e aos baixos salários. Etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata aqui de discutir em que medida essas ações bloqueiam apenas as atitudes externas dos indivíduos. Poder-se-ia argumentar que essas ameaças possuem uma carga psicológica muito maior que aquela impressa no organismo. Não duvido. Mas seria, então, o caso de se pensar que os ratos de laboratório possuem também uma enorme carga psicológica para além dos movimentos instintivos! Não se trata disso. Sabe-se, por experiência, que uma vez retirado das gaiolas, e colocados em um ambiente que os prevaleça e em que não haja choques ou rodas, os ratos perdem, num curto espaço de tempo, os condicionamentos a que foram submetidos. Eis a diferença que até aqui não se esclarecia. Nós, os humanos, guardamos na consciência ou na alma (dependendo da filiação teórica) toda e qualquer situação desumana, destituída de moralidade e que, por isso obviamente, nos prejudicou. Uns o fazem para se vingar no momento propício, outros, para que os mesmos "erros" não sejam cometidos, e a dor não retorne. Seja por vingança, seja por medo, nós  tendemos a não aceitar bem qualquer providência exterior que teime em nos tratar apenas como animais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-626372796974440253?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/626372796974440253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=626372796974440253&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/626372796974440253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/626372796974440253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/desvios-sanados.html' title='Desvios sanados'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s72-c/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4792493847816784581</id><published>2008-01-17T00:27:00.002-04:00</published><updated>2008-02-17T10:42:36.665-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena II)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/iluso-ato-i-cena-i.html" target="new"&gt;Ato I, Cena I.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entra Ana pela esquerda carregando uma mesa. Coloca-a entre as poltronas e senta-se à direita. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Retira da bolsa  um pequeno castiçal e o deposita sobre a mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (falando a um garçom imaginário)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Osvaldo, uma cerveja por favor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio e Sérgio entram pela esquerda. Um carrega a cerveja e os copos e o outro empurra mais uma poltrona. Cumprimentam a garota e sentam-se. Sérgio no meio. Todos comerão uma comida fictícia, pratos vazios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês demoraram, eu que é deveria ser a última a chegar. Odeio ficar esperando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deixa de frescura. O que são cinco ou dez minutos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente pensou em mandar o roteiro pro Fernando Meireles. Será que ele dá uma ajuda?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece uma boa idéia. Quer dizer, não sei... Está pronto? Posso dar uma olhada? (E pegando o texto entregue por Júlio) "Braços Atados"? Mas que nome ridículo! Parece aquelas crises do Almodovar. Não era pra ser uma comédia?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Falando como se estivesse com a boca cheia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é... eu também não concordo com esse nome. Preferia algo como "Deu a louca no Professor!" (Limpando a boca). Bom... eu já tô atrasado. Preciso devolver o carro pro meu Pai. (Deixando uma nota sobre a mesa e beijando o rosto de Ana). Tchau, gente. (Para Júlio) Me liga amanhã, cara. Um abraço. (Sai arrastando sua poltrona)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (Falando baixo, como se contasse um segredo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viu aquilo? "Deu a louca no professor"! Você acredita naquele cara? Ele só me dá trabalho. Se eu estivesse sozinho nessa, esse filme já tinha saído?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa isso pra lá. Você me dá uma carona? Não quero voltar de táxi a essas horas. (Júlio acena com a cabeça enquanto termina de mastigar).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois levantam-se, retiram a mesa do palco com todos os objetos. Viram as poltronas para frente e sentam-se. Júlio à direita, finge  dirigir um carro. Volta a música - eles aparentam conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html"&gt;&lt;span&gt;Ato I, Cena III.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4792493847816784581?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4792493847816784581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4792493847816784581&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4792493847816784581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4792493847816784581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html' title='Ilusão (Ato I, Cena II)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8520095649914833107</id><published>2008-01-13T12:21:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.374-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Desfazer-se</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s200/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155004878138399586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O escritor é um ser carnal. Pode haver, é claro, momentos de incrível inspiração, mas é humano. E sendo assim, hora ou outra volta-lhe a necessidade mais que natural de sentir o normal dos homens, sentir-se apenas. O escritor torna-se incapaz de fugir de si mesmo, de sua literariedade, para voltar a ser aquele indivíduo que aporta o mundo com a obrigação única de deixá-lo. E quando assim ocorre, percebe que sua incapacidade está ligada não ao estilo que adotou, mas ao medo do comum, do simples, do apenas.  Esse medo, é bom que se diga, torna-o superficial nas conclusões, no falar, no agir, pois adota para si uma postura anti-natural. Sentado em um mesa de bar, discutindo futebol, o escritor desenterra arte, pseudo-arte. É incapaz de argumentar ordinariamente. Está contaminado. Triste escritor que está doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, ao ler o que escrevem os seres de carne e osso (melhores portanto, pois têm vida), o escritor se desespera. Serei eu capaz de um pensar fluido assim? É possível escrever ainda como em uma conversa informal de amigos, de familiares, e ainda assim dizer tudo o que deve ser dito? Serei capaz da simplicidade? É provável que não. Pois todas essas minhas indagações, se eu não fosse escritor contaminado, seria resumidas de um modo muito mais belo: "eu queria fazer assim também"! Mas não consigo, ou melhor "a capacidade do singelo me abandonou pelos desvios". Pseudo-literariedade, pseudo-vida. Triste escritor que não vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se claramente que o que se discute é a dicotomia existente  entre "simples" e "literário". O que não parece óbvio  é que os seres amam a maneira de dizer do escritor, mas não sabem que o escritor já se cansou, e prefere o comum, pois o comum é a seu modo a mais literária forma de agir, de pensar, de escrever, enfim. Mas só ele não consegue fazê-lo e vai olhar para aquela simplicidade que desenterra de si e dizer que é falsa, não é a simplicidade natural dos homens, aquela que deixa os corações e mentes sadios e nos brinda com o cotidiano de quem vive, vida de verdade, escrita de verdade. Triste escritor que não escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando não há o que fazer, e o escritor morre por dentro ao ver amigos cada vez mais simples e cada vez melhores, escreve uma crônica que não é simples, pois não sabe ser. Os amigos dirão que ele está louco, que seu estilo é único e libertário. Lúdico! Onírico! Maravilha e arte. E se assim não disserem é porque são simples. Talvez repitam "Muito Bom Escritor" e serão lindos! Só o escritor não é. Porque só consegue ver no que diz as artimanhas que a vida lhe incutiu, os joguetes de beleza falaciosa, de teatro de escrever. O escritor é triste sim. Diz as coisas desdizendo. Triste escritor que não é simples.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verboerima.blogspot.com/2008/01/das-inutilidades.html" target="new"&gt;Dito de outra forma.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8520095649914833107?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8520095649914833107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8520095649914833107&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8520095649914833107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8520095649914833107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/desfazer-se.html' title='Desfazer-se'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-3772925537181380067</id><published>2008-01-07T00:08:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.545-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Fausto e seus fantasmas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s1600-h/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s200/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152597016393046850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltar para casa de madrugada por aquela rua era sempre um martírio. Mesmo de carro. Um lugar sombrio, desértico. Sempre pensava no pior, Fausto, natureza pessimista. Pensava que algo sempre daria errado. Medo. Como quando viu de longe uma luz que lembrava a de um farol de uma moto, mas muito próxima ao chão, e estática. Sem meios para dar a volta, resolver acelerar, qual nada. Já na terceira marcha percebeu claramente que não se enganara, era de fato uma moto, caída, e um corpo deitado ao lado, movendo-se com lentidão. Pensou em parar, mas o temor de que se tratasse de uma cilada era enorme. Resolveu passar bem devagar, observando todas as sombras, e já preparado para uma arrancada, se necessário fosse. Ao passar ao lado da cena, pôde perceber uma moça, baixa estatura, pois quase toda encoberta pela moto, uma 100 cilindradas de pequeno porte. Os cabelos parecias sujos, constatação óbvia, pois estavam esparramados pelo chão. Nesse momento percebeu que a moça tentava se levantar, sempre olhando fundo na direção de seus olhos. Ainda com o carro em movimento, e com uma coragem injustificável, resolveu tentar contato:&lt;br /&gt;– Tudo bem aí, moça?&lt;br /&gt;– Bem num tá, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante da voz dolorida, seu medo dissipou-se. Resolveu parar o carro e descer. Não sem antes assegura-se de que havia trancado tudo. Caminhou desconfiado, sem ao menos perceber que vestia apenas um short minúsculo que usava para dormir e uma regata não menos ridícula. Parado a poucos passos da moça, pergunta:&lt;br /&gt;– Consegue dar partida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu tô bêbada, moço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A voz e os olhos não negavam. Mas ele estava mais preocupado era em justificar aparência tão cômica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu fui levar meu irmão à rodoviária. Como você pode ver. Nem trouxe o celular. E...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Celular eu tenho aqui. Problema não. É que eu moro sozinha. E se eu chamar um táxi, onde vou deixar essa moto? A senhor encosta ela pra mim ali?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nessa hora, em que ele estava tentando levantar a moto, sentiu-se novamente desprotegido, e o medo voltou. Mal controlava as própria pernas. Tremia tanto que parecia que o bêbado era ele. Não conseguia sequer ativar o "ponto-morto", para poder manobrar. A garota aparentava, pelo jeito de se vestir, ser muito humilde, daquelas que batalham por salário mínimo e chama as colegas de loja de "amigas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Para onde você estava indo, moça?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Pra zona sul, ué.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A resposta fez a pergunta parecer evidente demais. Ela deve ter imaginado que, ao vê-la de perto, com roupas humildes, maquilagem nenhuma, uma motocicleta já velha, qualquer um pudesse supor que ela morava na zona sul. Onde moram os pobres. Parecia, pelo modo como a resposta chegou a seus ouvidos, que ali o preconceito era dela, como se não suportasse a própria condição. De pobre e de bêbada. Passando vergonha às 2 da manhã. Mas sabia a pobre coitada que o envergonhado ali era ele, pelos trajes e pelo tremor que não mais passava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Aceita um cigarro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Vô aceitá sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– O que você vai fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Vô tentar chegar assim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– A moto continua funcionado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Sabe que eu não sei. Você pode ver pra mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Claro...&lt;br /&gt;Cada resposta soava desafiadora. Era um covarde, assumidamente medroso. Era notório que se alguém fosse tentar alguma coisa contra ele, já o teria feito. Percebeu que o que incomodava não era a possibilidade de ser assaltado. O que parecia machucá-lo de verdade era ter que confrontar novamente aquela miséria da zona sul. Da qual ele já tinha se livrado há alguns anos, quando conseguiu uma promoção e mudou-se daquele fim de mundo. Era dolorido rever os bêbados, os pobres. Doía sentir medo de assalto, como doía ter que ficar ali prestando ajuda. Esse problema não era dele.&lt;br /&gt;– Bom, moça. Já vou indo. Se cuida, hein. E vê se vai com cuidado, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu vou sim. Obrigado, e vá com Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Que ele te guie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Jogou a bituca no chão, entrou correndo no carro e partiu jurando fazer qualquer que fosse o caminho para não ter que voltar àquela rua.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; passava por uma rua estranha, quando chegava de uma viagem. Só queria descansar confortavelmente em sua garagem.   Mas ao ver um rapaz arrastando uma moto com dificuldades e uma moça que parecia sentir bastante dor, parou para oferecer ajuda.Só teve tempo de ouvi-los conversando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-3772925537181380067?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/3772925537181380067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=3772925537181380067&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3772925537181380067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3772925537181380067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/fausto-e-seus-fantasmas.html' title='Fausto e seus fantasmas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s72-c/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7212885959216462021</id><published>2008-01-03T19:11:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.702-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Ensaio sobre a ausência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s1600-h/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 231px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s320/solidao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151505145512090402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No minuto em que Mara prometeu a si própria que jamais deixaria aquele banheiro estava selado o destino de todos os povos. Fosse apenas não deixá-lo, os problemas não atingiram tão desmesurada forma, porque seria uma resolução solitária, sem qualquer chance de afetar o cosmos ou sequer a própria familia já acostumada às insólitas decisões da jovem. O que não sabiam os próximos é que a garota resolveu propagandear malfadada atitude. É natural que tenhamos impulsos os humanos, e aqui a silepse confirma apenas minha posição de contador, minha não vivência carnal, ainda que a atitude afete a mim e a meus pares de modo indireto. Nós narradores dependemos quase inteiramente da boa vontade e da busca incessante pela história perfeita que perpassam as mentes autorais, e sem elas nada somos. Contudo, a história é sobre Mara e apenas ela agirá, como fez ao convidar para testemunho integral os jornalistas ordinários, que se aventurassem pelas improprabilidades cotidianas, e que quisessem, de modo a aumentar audiência por vias escusas, atestar o indizível. Indizível sim, tal foi o gesto da garota. E sua idéia tresloucada era que as demais mulheres em idade fértil sentissem como por magia o mesmo impulso pouco ajuizado de não mais entregar-se ao mundo. E o mistério maior é saber que o projeto alcançou dia após dias mais seguidoras, até que não restasse no mundo que se conhece uma só mulher que voluntariamente se entregasse ao ato sublime da procriação. Porque ficou claro pelas regras estabelecidas por Mara, já quase uma nova messias, que ninguém além da própria mulher poderia entrar no banheiro selecionado para o claustro, o que fez com que grávidas desavisadas fosse obrigadas a esperar o parto terminar antes da viagem à solidão. Algumas mais engenhosas criaram inclusive sistemas de ventilação e passagem de alimentos que vedassem qualquer homem mal intencionado de forçar a entrada no desespero do coito há muito cessado. Pronto e feito o destino, em cerca de 100 anos, que é idade já passada para se morrer, toda a humanidade estaria acabada, salvo um ou outro relutante em vias de deixar a vida resistindo ao fim óbvio, que sejam então 120 anos. Era esse o tempo que o homem ainda teria para terminar uma história que até o desvario mariano parecia eternamente interminável, mas não era. E agora, passados mais de 90 deles, eu, seu narrador, apresso-me a deixar esse relato ao limbo, visto que os leitores são já escassos e enxergam mal. Poucos acreditariam-me não fosse a constatação de andar-se à rua e não encontrar alma viva a perambular, restando poucas senhoras ainda em banheiros, que a uma dieta respeitável passam já a marca centenária e teimam em lá permanecer não fazendo a sua e as próximas vidas. O que ainda é pouco sabido, visto que os poucos sabedores já desabitaram esse lado da fábula sem questão de a história transmitir, é que Mara, dias antes de vir a falecer, deixou seu condenável gesto de lado para passar os últimos dias a caminhar pelos quintais de sua própria casa, talvez na tentativa de revigorar os pulmões após anos e anos a respirar o odor muito desagradável de que tem fama os banheiros. Se nunca sobre isso se falou, foi porque a nossa protagonista pediu às poucas testemunhas oculares que guardasse segredo sobre esse último e já mais compreensível gesto. Não queria passar por covarde, ou pessoa sem palavras. E foi assim...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; esteve recentemente em São Paulo carregando materiais para a filmagem de um certo &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://blogdeblindness.blogspot.com/" target="new"&gt;Blindness&lt;/a&gt;. Lá conheceu um senhor &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago" target="new"&gt;José&lt;/a&gt; que diz ter escrito a história daquele filme. O senhor respirava com dificuldades, mas foi capaz de contar essa história com uma vivacidade incrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7212885959216462021?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7212885959216462021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7212885959216462021&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7212885959216462021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7212885959216462021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/ensaio-sobre-ausncia.html' title='Ensaio sobre a ausência'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4069793718713721249</id><published>2008-01-02T16:27:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.082-04:00</updated><title type='text'>Novos Projetos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 471px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s400/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150988495306119842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É isso aí! Ano novo, blog novo. Já está no ar o projeto coletivo &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://depositeideias.blogspot.com/" target="new"&gt;"Depósito de Idéias"&lt;/a&gt; (do qual faço parte)! Uma reunião de vários blogueiros de regiões diferentes do país, discutindo temas novos a cada dez dias. Para começar, a impressão de cada blogueiro sobre sua própria cidade. Uma maneira de conhecê-los, e começar a se acostumar com suas maneiras de escrever. Não deixe de visitar, clicando &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://depositeideias.blogspot.com/" target="new"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;PS.: Visitem também os blogs pessoais!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3wJ7NDYWtI/AAAAAAAAAPQ/rOPSlK3eaKQ/s1600-h/poeticas.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 477px; height: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3wJ7NDYWtI/AAAAAAAAAPQ/rOPSlK3eaKQ/s400/poeticas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151002986525776594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já está também no ar meu novo blog (de poesias): &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verboerima.blogspot.com/" target="new"&gt;Verbo e Rima&lt;/a&gt;. Não deixem de visitar. Poemas novos e reutilizados a partir da Comunidade "Toalha de Rosto" do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;orkut.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4069793718713721249?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4069793718713721249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4069793718713721249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4069793718713721249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4069793718713721249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/depsito-de-idias.html' title='Novos Projetos!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2323357705011652219</id><published>2007-12-25T21:40:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.296-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Desassossego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s1600-h/cartaz-large.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s200/cartaz-large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148097539934280178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este texto é impublicável, uma ofensa, qualquer coisa, não há flores para homenageá-lo. A sua ausência de nexo explica-se. Mas não é o autor quem fará isso. Seu autor é a tal ponto incoerente que ele (o texto) tende a afastar-se. A  miséria assola o escrito e o escritor. Ambos parecem ter o mesmo destino traçado. Um sofre pela ausência da lógica extra corpórea, pela derrocada de um mundo que nunca teve padrões, mas pareceu confortável por algum tempo. O outro sofre da falência do primeiro, que nasceu falido e descobriu-se assim no meio da vida. O escritor falseia, a mão vacila e nasce uma "história nenhuma". Que é a vida senão uma "história nenhuma"? A superação de um "não ser nada" posto acordado lá pelo meio da própria vivência? Quando se descobre que a vida faz menos sentido do que deveria, resta andar de mãos dadas, com outro sonhador menos  empolgado, mas ainda lúcido. Este texto é imperdoável. Sua paciência esgota-se e ele (o texto) ainda caminha torto. A culpa jamais foi do escritor, ou do escrito. A culpa é querer-se dar coerência à mais absurda criação: a vida. Nessas horas vale algo ser culpado e criminoso, faz da vida uma aventura anti-leis, os "desvarios". Que é a lei senão "desvarios coletivos". E é assim loucos que negamos a loucura alheia.  Perdoem por favor o artista, ele já bebeu a mesma insanidade do mundo. Nesse momento, o autor do texto já não pensa. A mão corre pelas teclas, a cabeça (perdida de há muito) dá os primeiros sinais de não saber exatamente o que fazer com a vida e as leis. Ela é como o texto, incoerente. Mas o que é a incoerência senão "vida" e "leis"? E que lei absurda é essa que nos garante, ao nascer, a certeza de que não poderemos viver para sempre? Esse texto é impugnável. Não deseja nada além da chance de existir. Como uma nova vida, num mundo de não-vidas. Não há o que refutar pois que não há regras. As leis se foram junto ao menor tino. É estranho: são loucas e lúcidas as leis, como é a vida, e a morte. Na verdade, se resta algo a dizer, o autor gostaria de não dizer nada. Não há palavras diante do absurdo. Diante dele abrimos a boca, pasmos, e desejamos não fazer parte da cadeia de incoerências   que se chama "lei", a vida. Mas o texto luta ainda. Mais uma linha, ou duas. Tudo bem, não há regras. E de "não-ditos" já estamos lotados, que são mais alguns? E continuem plantando flores. Elas serão úteis quando menos se quiser esperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2323357705011652219?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2323357705011652219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2323357705011652219&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2323357705011652219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2323357705011652219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/desassossego.html' title='Desassossego'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s72-c/cartaz-large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-3497494602147118272</id><published>2007-12-18T22:29:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.497-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Metade arrancada de mim.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s1600-h/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s200/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145511995391891938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;– Acabou. Eu tinha certeza de que não iria sobrar nada depois do primeiro beijo. Acabou. Só me esforcei para confirmar o que eu já sabia. A verdade é que eu não te amo. Nunca amei, mas isso você sabe... Bem... Eu sempre te disse, não foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Sim. Mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Era só desejo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Desejo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É. Desejo de provar pra mim mesmo que... Você sabe que eu sou egoísta. Queria provar pra mim que ainda não tinha perdido o jeito. Mas não vai além disso. Eu deveria ir mais um pouco. Te levar pra cama. Mas é perda de tempo. Eu já consegui. Não vou precisar chover no molhado. Te levar pra cama ou não, tanto faz. Mas levaria se eu quisesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Mas e se "eu" quisesse?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É claro que você quer. Por isso eu não preciso continuar, já te conquistei. E agora vem aquela coisa de jogar fora. Não é verdade. Não se joga fora o que não se tem. Eu não tenho você. Nem quero. Eu queria que você me desejasse, só pra me sentir bem. Enfim, não vou ficar aqui te magoando. Preciso resolver umas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Mas você não está me magoando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Tá vendo. É por isso que ninguém te valoriza. É por isso que eu não te valorizo. Se eu dissesse que era pra &lt;/span&gt;comer minha bosta você comeria.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É porque eu gosto de você, porra! E...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Eu já sei que você gosta, esse é o motivo de eu não precisar mais de você. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;E não aumente o tom de voz. Eu não suporto histeria.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Já me convenci de que ainda posso, de que ainda faço o que tenho vontade. E ponho quem eu quiser pra comer na minha mão. Todo mundo fala lá no restaurante que você é o prato principal, o melhor, o que todo mundo quer mais ninguém tem. Grande merda. Agora tá aí. Pedindo pra ser embrulhado e levado pra casa. Credo. Não sei o que é pior: a sua cara de cão-sem-dono ou essa metáfora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;–&lt;/span&gt; &lt;span&gt;Eu poderia fazer você sair dessa vida medíocre. Eu poderia te fazer acreditar no amor. No fundo é isso. Eu te amo. Mas você tem medo de...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Você quer mesmo que eu continue conversando? Porque se quer, pára de falar besteira. Quer saber, já enjoei. Vou dar o fora daqui antes que você me peça em casamento e me prometa roupa lavada. Quanta idiotice. E fala pra sua mãe passar lá no restaurante pra pegar suas coisas, porque se eu tiver que olhar pra essa sua cara de novo, é capaz de eu não conseguir trabalhar. Aliás, muda essa sua cara, pelo amor de Deus. Ninguém mais acredita em homem bonzinho. Tchau Pedro, dá um beijo aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Lúcia, você é uma puta completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Benzinho... Pense nessas últimas semanas. Você vai ver que a puta aqui era outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Sua idiota. Você sabe que eu não ligo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Liga sim... Aliás, não me ligue, não. Por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, após várias decepções com uma Vanzinha Paulista, anda meio amargo. É provável que essa história tenha se dado com personagens invertidos. Mas só ele viu. O negócio é acreditar no que o nosso furgãozinho diz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-3497494602147118272?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/3497494602147118272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=3497494602147118272&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3497494602147118272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3497494602147118272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/acabou.html' title='Metade arrancada de mim.'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s72-c/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2772147423560972613</id><published>2007-12-17T07:37:00.000-04:00</published><updated>2008-01-17T01:11:04.062-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena I).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrem-se as cortinas, música alta tocando - sala típica (poltronas e carpete - os personagens andarão ao redor, mas não sentarão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Júlio (entrando pela direita, conversando sem olhar para trás, a música vai baixando, aos poucos, a voz ficando mais perceptível)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Não é tão simples quanto parece. (entra Sérgio pela mesma lateral) Fazer cinema é caro, é preciso captar muito dinheiro, convencer pessoas de que sua idéia é melhor que as duzentas outras idéias que elas recebem todo dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (entrando e colocando-se a dois metros de Júlio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"O Governo costuma ajudar, todo filme tem o patrocínio da Petrobras e da Anvisa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (entre gargalhadas)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"É Ancine seu idiota! Anvisa é de Vigilância Sanitária! Acho que nem se fosse um filme de merda como o nosso, a gente ia ter patrocínio da Anvisa! Hahaha!. (Sérgio começa a rir). Tá vendo Sérgio? Se você não melhorar seu discurso a gente não consegue patrocínio nem com o Zé da desentupidora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Sérgio (esfregando o rosto, como tentando se recompor)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Ai... é tudo a mesma coisa. Ancine, Anvisa, Angina... O que a gente precisa é de indicação. E se a gente escrevesse um email? Sei lá... Pro Fernando Meireles? Aquela produtora dele é cheia de ajudar iniciante. Ele tem um &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://blogdeblindness.blogspot.com/" target="new"&gt;blog&lt;/a&gt;, lá deve ter os meios de contato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (olhando para um ponto futuro, pensativo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"A idéia não é má! Mas será que ele lê tudo que escrevem? Geralmente esses caras têm assessor até pra cagar!". Tudo bem. Vamos ver a Ana antes, ver o que ela acha disso, daí a gente vai jantar e manda esse email amanhã. Na janta, a gente pensa no que vai escrever. Você acha que vale a pena mandar uma cópia do Roteiro? Antes de registrá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Melhor não. Vai que esse email cai em mãos erradas e roubam nosso negócio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (Saindo por onde entrou, Sérgio vai na frente - Volta a música, agora bem alta , mal se ouve o que o Júlio diz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Certo. A gente combina uma reunião, se ele responder, é claro". (Sai)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; esteve um tempo em São Paulo. Lá, conheceu dois rapazes muito estranhos, Sérgio e Júlio. A história deles parece engraçada de se contar. Além disso, pôde voltar a Marília e bater um papo com o Vinicius, um rapaz que só pensa em  &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://larosquinha.blogspot.com/" target="new"&gt;Sexo, Rosquinhas e Rock and Roll.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2772147423560972613?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2772147423560972613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2772147423560972613&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2772147423560972613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2772147423560972613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/iluso-ato-i-cena-i.html' title='Ilusão (Ato I, Cena I).'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-6611308442419135191</id><published>2007-12-09T07:59:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.774-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Déjà vu!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s1600-h/elvis_clash.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s200/elvis_clash.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141989943832384914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os movimentos cíclicos da mídia visual ficam mais perceptíveis quando o fim de ano se aproxima. O mesmo raciocínio vale até o carnaval. Não parece haver qualquer relação cósmica com a adoção do horário de verão, mas poderia. No período entre  novembro e março, a televisão assume postura típica à do jovem contemporâneo que ela ajuda a "emburrecer", ou seja, "copiar e colar". Nesse sentido, fica impossível criticar nossos estudantes que "criam(?)" conhecimento a partir de uma séria de reproduções dos discursos alheios - muitas vezes imprecisos, falhos,  incoerentes - encontrados através da internet. Nos produtos televisivos, dá-se algo parecido; os programas de variedades, os esportivos, as telenovelas deflagram um processo de repetição dos mesmo conteúdos, com a diferença de que aqui, cada passo na mimese é pensado nos detalhes, algo que estudantes menos experientes ainda não aprenderam a fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo clássico, cansativo pois infame, são as reportagens relativas ao desespero de jovens próximos ao vestibular. Todos os anos consultam-se psicólogos, professores, nutricionistas, que acabam versando sobre os mesmo assuntos: "não estude na véspera", "beba água e coma coisas leves", "procure pensar em coisas positivas". Vou gravar uma reportagem dessas e passar para os meus alunos. Mas a esperança de que eles aprendam algo vai se diluir quando aparecer o primeiro "ponto material que viaja no vácuo com velocidade uniformemente acelerada"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também são comuns as discussões acerca do trabalho alternativo, dos contratos trimestrais que as empresas assinam para suprir a maior carga demandada no  período de festas. Todo fim de ano descobriremos que o dono da montadora de veículos venderá 30% a mais no natal. Todo ano veremos que ele precisará de 30 novos colaboradores. Todo ano saberemos que o sonho desses colaboradores é ser efetivado no cargo. Todo ano veremos o desemprego subir novamente em janeiro, após uma falso período de economia aquecida - inclusive com ajuda da velhinha que coleciona bonecos de papai noel, ou da costureira que descobriu um jeito bonitinho de fazer árvores de natal com retalhos coloridos, e pode aumentar a renda da família nesse fim de ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que mais me incomoda ainda são as reportagens do Globo Esporte sobre os casos-exemplo de superação que disputarão a Corrida de São Silvestre no último dia do ano. Não há valor didático ou informativo em saber que um senhor tentará completar a prova após ter tido quatro derrames (e os 30 anos bebendo e fumando são agora esquecidos). Não há utilidade em descobrir que um ex-catador de lixo agora tem uma condição minimamente mais justa graças ao esporte - porque as oportunidades não são para todos. Não se deve dar a essas pessoas a responsabilidade de exemplificar o brasileiro médio, batalhador, esperançoso. Esse trabalho deveria justamente partir dos donos do poder, eles sim são responsáveis. São os culpados por organizar um mundo sem valores (em que o álcool vira fuga). Culpados por não dar oportunidades dignas para se praticar esporte a todos os cidadãos. Culpados por construir uma sociedade em que catar lixo é um exemplo decadente da dissolução do gênero humano, quando não é corretamente  informado e construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito assim, seria de se supor que o mais correto é repetir as mesmas reportagens, pois não faria diferença nenhuma. Por que não reprisar as mesmas entrevistas citadas acima todos os anos? Afinal, são todas iguais. De fato seria mais honesto. Porém, numa sociedade de consumo deturpada, em que a "massa" já se contaminou, e da qual é praticamente impossível se libertar, as pessoas não ligam em ser enganadas. Querem apenas um mínimo de sensação de conforto, ainda que forjada pelos dominantes como forma de controle. Não ligam em ser enganados, e, caso fossem obrigados a assistir à mesma cena todo fim de ano, talvez até se revoltariam. "Porque eles podem me enganar, doutor! Desde que eu não perceba".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-6611308442419135191?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/6611308442419135191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=6611308442419135191&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6611308442419135191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6611308442419135191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/dj-vu.html' title='Déjà vu!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s72-c/elvis_clash.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2170484753631626004</id><published>2007-12-03T20:51:00.000-04:00</published><updated>2007-12-04T15:09:07.019-04:00</updated><title type='text'>Celebridades via Web 2,0</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os blogueiros Frederico e Rodrigo do &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://www.jacarebanguela.com.br/" target="new"&gt;Jacaré Banguela&lt;/a&gt; acabam de produzir um excelente documentário sobre a influência da Internet na criação de celebridades instantâneas. Ótimas entrevistas com Sociólogos, Blogueiros e novos famosos ajudam a contar um pouco sobre o sucesso estrondoso e peculiar produzido pela Web 2.0. São ótimos 25 minutos que valem muito a pena serem vistos. Uma chance de conhecer os meandros do meio de comunicação mais "democrático" da história. Para assistir, clique &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://xpock.com.br/?p=1663" target="new"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou na imagem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://xpock.com.br/?p=1663" target="new"&gt;&lt;img src="http://www.jacarebanguela.com.br/arquivos/celebres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2170484753631626004?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2170484753631626004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2170484753631626004&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2170484753631626004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2170484753631626004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/celebridas-via-web-20.html' title='Celebridades via Web 2,0'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1132349359695216341</id><published>2007-11-29T21:57:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.085-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Micro-cosmos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s1600-h/ShortCutsSE.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s200/ShortCutsSE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142652579976746402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lúcia era uma garota &lt;span&gt;bonita&lt;/span&gt;, ainda que não se admirasse. Mas precisava encontrar-se. Sentada na varanda, aos pés do avô, questionava:&lt;br /&gt;– Vô! É verdade que minha mãe morreu sem dizer quem era meu pai?&lt;br /&gt;– Sim, Lúcia. Por mais que eu insistisse, ela sempre dizia que não sabia.&lt;br /&gt;– Ele devia ser bonito, né?&lt;br /&gt;– A julgar pela sua cara e a feiúra da sua mãe, com certeza...&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante a &lt;span&gt;ingenuidade&lt;/span&gt; do Marcelo. Dia desses,  escutando  música na sala, toca o telefone:&lt;br /&gt;– Alô!&lt;br /&gt;– Alô! Maria Amélia é esse telefone mesmo?&lt;br /&gt;– Sim... É minha mãe...&lt;br /&gt;– Ah! Certo... quem está falando?&lt;br /&gt;– É o filho dela, ué!&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não me ama!&lt;br /&gt;– Claro que amo... Pare com isso...&lt;br /&gt;– Mentira. Eu vi o que você fez com a Salete... Pensa que eu sou cega?&lt;br /&gt;– O que eu fiz?&lt;br /&gt;– Acha que eu sou boba?&lt;br /&gt;– Não... Só não sei o que foi que você viu.&lt;br /&gt;– Você ama a Salete... Eu sei! Você só tem olhos para ela!&lt;br /&gt;– Para de se compara com sua irmã! Ela precisava comprar um presente pro namorado. Toma filha! Pega esse maldito cartão e some daqu!&lt;br /&gt;– Brigada Pai, você é demais... Te amo.&lt;br /&gt;– Sei, sei.. Também te amo Giquinha.&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pega coxa e sobre-coxa!&lt;br /&gt;– Claro! Alguma vez você me viu escolher outra coisa?&lt;br /&gt;– Vai que você resolve levar peito dessa vez...&lt;br /&gt;– Eu sei que você não come peito.&lt;br /&gt;– Então compra coxa e sobre-coxa...&lt;br /&gt;– Já peguei! Agora para de falar se não eu vou lá e troco por peito...&lt;br /&gt;– Mas eu não gosto de peito!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1132349359695216341?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1132349359695216341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1132349359695216341&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1132349359695216341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1132349359695216341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/micro-cosmos.html' title='Micro-cosmos'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s72-c/ShortCutsSE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2410785248818892735</id><published>2007-11-23T14:29:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.273-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Das possibilidades...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s1600-h/passaro2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s200/passaro2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136106041722519282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todos estes que aí estão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eles passarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu passarinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Mário Quintana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A –&lt;/span&gt; Começa às cinco e meia. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Não. Já disse que não embarco nessa outra vez.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Reacionário!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Que diferença te faz minha participação? Não seria melhor gastar energia procurando meios de defender seu ponto de vista lá na assembléia? Vá! Deixe-me e gaste seu tempo como quiser. A mim, convém continuar aqui. Tenho a impressão de que meus dilemas hoje se resolvem na voz do Quintana.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Sim? Aí está algo que me agradaria entender...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B –&lt;/span&gt; Não percebeu ainda? Logo você, “entusiasta” do saber crítico. Lembra-se da última assembléia? Não viu o resultado prático? O que aquelas vozes todas em uníssono apregoavam era um “não” único e inquestionável. Houve acaso diálogo sincero? – Olha pra mim! Foi você quem começou! Agora escuta! – Lembra ou não? Uma torrente de revolta canalizada em “braços dados” valha-me Deus! Quase nada de debate, e um exagero de palavras de ordem que minavam qualquer tentativa de posicionamento pessoal. Sob o risco de não comparecer e ser obrigado a ouvir, depois, pessoas como você tachando-me reacionário, como fazem sempre, fui àquela assembléia. Certo é que perdi um tempo precioso na busca de respostas. Mas valeria ter aqui ficado, ouvindo o que a poética tinha a dizer. E tem muito! Por que não experimenta um “Alberto Caeiro” de vez em quando? Ele tem respostas que nem o mais sedento “perguntante” busca. Te ajudaria a entender esse mundo degradado em que a gente vive...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Não te valeu estar a par dos problemas que assolam a Universidade? Não te parece válido que jovens levantem a bunda da cama que a mamãe comprou pra tentar resolver um problema que também é seu, enquanto você fica aí, perdido em “filosofia rimada”? Sou capaz de acreditar que você adora o estabelecido? Burguesinho medíocre. É por filhinhos-de-papai como você que o movimento continua lutando. Você deveria aprender com a gente? Se não fossem as incontáveis porradas na cabeça que estudantes vêm levando desde os anos 60, talvez você nem pudesse estar aqui, dizendo asneiras?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Tolo... Não é a luta que me desagrada. Há muito de verdadeiro e honesto em tudo isso. Mas a verdade e a honestidade são, a todo o momento, bloqueadas pela voz do grupo. Creio na opinião como creio na estética. Mas há de fato opinião? É possível que dizeres particulares encontrem voz no meio do “movimento”? O que me desagrada é saber que estudantes são transformados em massa de manobra para que uma meia dúzia de pretensos revolucionários ascenda ao poder que tanto critica. Não sou eu que vou levantar minha mão em nome de uma escalada que não é a minha.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Você poderia deixá-la abaixada! E convencer outros alienados como você a fazer o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B –&lt;/span&gt; Não banque o ignorante, você é melhor que isso. Acaso é alienação toda essa nossa discussão? Não vou, nem faço questão de criar seguidores. Não sou dono da verdade. Mas, a minha me basta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Não vê a contradição em que se coloca? Você questiona e critica o movimento. Mas não opina em contrário. Goza as melhorias que os estudantes conquistaram, enquanto critica o trabalho deles. Se te desagrada o nosso projeto, porque não propõe algo novo? É de vozes “críticas” como a sua que o movimento estudantil precisa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Vou fingir que não percebi a ironia das suas palavras...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Vá! Diga a todos o que tem me repetido aqui – me parece que você nem tem certeza disso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;E quem disse que é de certezas que precisamos? A certeza é o fim do debate! Coisa que não se vê nessas assembléias. Você fala em contradição. É óbvio que é contraditório. Na nossa sociedade, parece que a liberdade só se constrói sendo “reacionário” ou “revolucionário”. Ser “ário” nenhum, ou ser tantos outros, não seria uma liberdade mais real, embora menos palpável? Você fala em defesa da liberdade como “fim” máximo e absoluto da disputa estudantil, e sequer me dá o direito de escolher ficar aqui em casa, libertando-me por vias outras, que não as de sempre. É contraditório porque estamos embebidos na necessidade das respostas prontas. Qual é o problema em não ter respostas prontas? Qual é o problema em libertar-se pelo vôo solo, pela não-resposta? Problema algum, a mim parece... E se há problema, não é menos triste que a eterna obrigação de escolher sempre entre o “sim” e o “não”. Lembra daquela quadrinha do Quintana que eu escrevi lá no muro do quintal? Vai menino, vai “passar” com os outros, eu já “passarinho”, e nem sei se me liberto mais... Bom, talvez...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, em suas viagens, passou por várias cidades universitárias. Em todas elas, deveria ter presenciado diálogos muito parecidos com esse, com variações apenas no sotaque. Mas não presenciou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2410785248818892735?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2410785248818892735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2410785248818892735&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2410785248818892735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2410785248818892735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/das-possibilidades.html' title='Das possibilidades...'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s72-c/passaro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-5514692608892304491</id><published>2007-11-20T21:36:00.004-04:00</published><updated>2008-03-30T22:37:29.818-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Top-Top</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou de reclamar de minhas atribulações. Mas é natural que, dando aula em quatro colégios e fazendo faculdade, tempo não seja artigo abundante. Ocorre que, no fim de Novembro, acumulam-se: reuniões pedagógicas, redações, trabalhos, semanas de provas, aulas de revisão, além de provas, trabalhos e seminários na faculdade. Está difícil parar para pensar no que escrever. Então, como sei que sempre aparece alguém aqui, resolvi postar algo diferente - para mim, não para os blogs em geral. Sempre fui viciado em Listas, mas nunca fiz. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TOP10 - Cenas que não canso de rever:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Magnólia - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wise Up&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Quando todos os personagens interrompem as próprias histórias para um desabafo coletivo que vai além da simples quebra de verossimilhança. Um dos inúmeros motivos que tornam esse o maior filme de minha vida (1999 - Paul T. Anderson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Volta para o Futuro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Johnny B. Good&lt;/span&gt;: Ponto alto do primeiro filme da trilogia mais gostosa e viciante da história do cinema. Marty enfim faz sucesso com uma guitarra na mão. Ou não! Para quem entende inglês, ainda há tiradas ótimas (1985 - Robert Zeminsky).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/01aN4AEB6GE&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/01aN4AEB6GE&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. O Iluminado - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O carrinho pelos corredores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Montagem e direção simplesmente implacáveis, em uma cena macabra com o final avassalador. Ainda hoje sufocante e assustadora (1980 - Stanley Kubrick).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aG5X8xvL2_k&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aG5X8xvL2_k&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Psicose - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cena do Chuveiro&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; A maior aula prática de como se criar uma cena de suspense memorável. Trilha sonora, edição ágil, o assassino sempre nas sombras. Presente de um Deus do cinema (1960 - Alfred &lt;span style=""&gt;Hitchcock&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HAgGotH7R-8&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HAgGotH7R-8&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Scarface - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diga alô pro meu amiguinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Um resumo de tudo o que foi feito - e de tudo o que seria feito - em termos de filmes de Gângster descentes (1983 - Brian de Palma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8Gy-Cq75BWY&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8Gy-Cq75BWY&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Pulp Fiction - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You never can tell&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Um lado humano, mas não menos despudorado, de um gângster. Sacada de gênio, completada pela ótima trilha sonora e a volta triunfal do eterno rei da disco, John Travolta (1993 - Quentin Tarantino). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=OmAWUxw5PQE" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Grande Ditador - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O discurso cômico&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Tão bom quanto o discurso final proferido pelo barbeiro, aqui temos Hynkel falando ao povo da Tomânia. Hilária cena carregada de sagazes críticas aos totalitarismos da primeira metade do século (1941 - Charles Chaplin). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=C4nV7qTJlOI" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Blow UP - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tênis sem bola&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Como rebater toda a melancolia humana, a difícil inclusão no tempo/espaço social e a falta de valores que assola os jovens? Tudo isso sem ser piegas? A resposta pela arte, o jogo de máscaras (1967 - Michelangelo Antonioni). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=PL-TWUaj2Mc" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Exterminador do Futuro - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;T1000 no chão quadriculado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Quem foi jovem no início dos anos 90 com certeza ainda se arrepia com essa cena, entre tantas outras espetaculares. Efeitos especiais incríveis, quebrando paradigmas cinematográficos (1991 - James Cameron). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=Ry2ZvOuRdrE" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Os Saltimbancos Trapalhões - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hollywood:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  Performance hilariante desse grupo de comediantes que marcaram o cinema e a televisão brasileira. Trilha sonora de Chico Buarque e uma Lucinha Lins inspirada (1981 - J. B. Tanko). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=YHJKA8MjK7w" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez eu retorne com outras listas no futuro. Por enquanto é só matador-de-tempo e   atualizador-de-blog. O fato de haver canções do Chuck Berry como fundo de duas das cenas não é mera coincidência.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-5514692608892304491?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/5514692608892304491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=5514692608892304491&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5514692608892304491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5514692608892304491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/top-top.html' title='Top-Top'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7980513814553229387</id><published>2007-11-14T17:45:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.447-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Enlacemos as mãos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s1600-h/foto_pai.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s200/foto_pai.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132825344313298786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lembro de estar sentando na calçada, esperando minha vez e, ao ouvir a moto de meu pai se aproximando, correr para o meio da rua, antes que ele pudesse perceber. Gritava ao garoto com a bola que a me entregasse urgente. Dominava-a desajeitado e corria em direção ao gol. Meus amigos jamais se opuseram a que eu passasse por todos eles sem qualquer resistência. Com meu pai já próximo, eu chutava e o goleiro fingia um movimento espalhafatoso parecendo tentar defender. Gol feito e eu, tomando o cuidado de observar se meu pai via a cena, corria comemorando: "É de Pelé!". E ele respondia antes de desligar a moto que eu continuasse assim, mostrasse a eles, meus cúmplices, veja só! Nenhum deles &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;– nem &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;um de seus pais, sabedores da trama &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;– se atrevia a dizer algo. Carência não se explica, mas dela se sente pena. Meu pai era um homem ocupado, algo que eu me negava a entender. Assim eu dizia aos que questionavam sua eterna ausência. Não aparecia sequer para meu futebol de rua nos domingos de tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Estive a considerar essa história. Risquei-lhe os traços cômicos, amigo. Para a tragédia as pessoas dão o devido valor. Não poderia minha história ser tachada brincadeira. Conto-lhe ainda comovido. Mas não me atrevo a interpretá-la. O que eu queria afinal com aquela encenação? Sabia de antemão o resultado, um grito de longe que já de há muito nem sequer arrepiava meu coraçãozinho. No entanto, eu martelava a mesma farsa dia após dia. Em vão. Tinha cinco, ou seis anos apenas. Incrível como o tempo demora a passar quando ele nos erra! E eu estou aqui: Doutor César Augusto, quem diria? Toda a minha juventude a mesma mentira. Respostas não tenho, não vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Meu pai morreu há dois anos. Teve, ao menos, tempo para conhecer meu filho. Meu filho. Esse não sofrerá como eu. Não é justo. Quando se aprende a levantar, é preciso ajudar outros caídos. Sei que sim. Se eu puder, meu filho jamais cairá, não naquela intriga, naquela falácia, aquela euforia emprestada que eu me esforcei para chamar de infância feliz. Olha, talvez você jamais entenda isso, esse seu coração... O meu carecia de um "bater" que não era dele. Por isso sinto falta daquela rua, lá tive verdadeiros amigos, que, sem saber o porquê, tentavam dar-me vida. Como eu gostaria que esse seu coração   pudesse bater forte como o motor daquela moto que eu esperava aflito, mas está você aí... Se tudo der certo, prometo visitar você, levarei meu filho, jogaremos bola e teremos vida. Mas me dê licença agora, que meu celular está tocando. Veja só, é minha esposa. Ela deve estar preocupada, afinal, estou a mais de trinta horas aqui nesse hospital. Vou chamar a enfermeira para te acompanhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ouviu esse monólogo quando visitava crianças em um hospital de Florianópolis. Soube de um médico que conversava com os pacientes do pós-operatório, quis conhecê-lo. Mas o médico precisou voltar correndo para casa. Seu filho havia sido campeão no futebol e queria comemorar com toda a família. Nosso furgão ficou ainda algum tempo com o rapaz que escutou toda a história. Era filho único. Seu coração reagia bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7980513814553229387?l=verbalizacoes.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7980513814553229387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7980513814553229387&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7980513814553229387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7980513814553229387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/lembro-de-estar-sentando-na-calada.html' title='Enlacemos as mãos'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09928622063051760769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s72-c/foto_pai.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry></feed>