<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710</id><updated>2012-02-16T13:16:57.627-04:00</updated><category term='conto'/><category term='lista'/><category term='crônica'/><category term='artigo'/><category term='peça: ilusão'/><category term='cinema'/><title type='text'>VERBALIZAÇÕES</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-288071131360761458</id><published>2008-06-15T23:43:00.003-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:25.760-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Manipulação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s1600-h/e.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s200/e.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212321024147267858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Começou quando a esposa insistiu na contratação daquela jovem. Acaso têm os jovens efeitos inebriantes? Era de se esperar o resultado. Ele, 45 anos, corpo de 43 com malhação, rico e bonito. Ela, 17 anos, corpo de 17 com malhação, pobre e desinibida. Os primeiros passos foram sorrateiros, como convém quando se quer testar o terreno. Ela passava fingindo desatenção, deixando cair o espanador bem próximo dele, abaixava-se para pegar tomando o cuidado de esbarrar seu quadril no dele, que fingia examinar discos antigos na sala de estar. Depois, vieram os comentários, “nossa, o senhor deve se exercitar bastante, né seu João?”, “gostei do novo corte de cabelo, seu João”. Daí ao flerte despudorado, foram dois ou três olhares desejosos, “duvido o senhor me dá um beijo aqui e agora, o senhor não tem coragem”. Ante a negativa (ele queria, mas não devia), ela apelou “se o senhor não me dá um beijo eu digo pra sua mulher que o senhor anda se esbarrando em mim de um jeito estranho, ela vai ficar uma fera”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O casamento que fosse para os diabos, agora era com ele, “menina nova não brinca assim comigo”. Homem não tem jeito, aperta que espana. Mas, e isso ele lembrou logo, o sexo tinha se tornado algo casual, praticado religiosamente às sextas-feiras depois da novela. Fazia-se de qualquer jeito e dormia-se muito. “Será que eu dou conta de uma moça assim? Será que eu ainda levo uma garota à loucura? Será?”. Só pagando para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda se programou de telefonemas e bilhetes escondidos. Quinta. Ele sairia mais cedo. Ela não iria trabalhar, combinaram um bar afastado, que se freqüentava de gente pouco observadora. E então o motel mais afastado. E assim foi. Aqui entrariam algumas linhas a respeito do resultado entre quatro paredes, mas não faria qualquer diferença para a história. Na saída, o problema: a irmã de sua mulher resolvera levar o novo namorado ao mesmo motel, no mesmo dia, apenas 23 minutos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está o final dessa história. A moça perdeu o emprego, a que ela jamais deu o devido valor, suas intenções eram outras. Resta-nos o senhor João. Diante desse absurdo, a coisa toda nunca fica impune. Advogado famoso na cidade, o caso correu de ouvido em ouvido todo o pequeno município. Os clientes começaram a rarear. Mas esse era problema menor. Com o tempo a fofoca desaquece. O problema foi em casa mesmo. Terminou quando a esposa insistiu na assinatura do divórcio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-288071131360761458?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/288071131360761458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=288071131360761458&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/288071131360761458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/288071131360761458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/06/manipulao.html' title='Manipulação'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SFXiWvuZIRI/AAAAAAAAAYE/ypdryhZjFVs/s72-c/e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4758236671767553283</id><published>2008-05-20T19:06:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.067-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Zílio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s1600-h/aaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s200/aaaaa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202600610946866354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando em meio a papéis sem assinatura e borderôs sem carimbo, uma moça se aproximava visivelmente mais preocupada em discutir os valores de sua apólice de seguros, Zílio suava a fronte branca de homem de escritório. Odiava sem saber o porquê. Tinha um ódio enorme de se saber tímido o suficiente para um primeiro contato com qualquer pessoa do sexo oposto, burro o suficiente para um galantear qualquer, feio o suficiente. Zílio é como eu e você. Só um pouco mais humano, mais honesto, mais tímido, mais burro e mais feio. Se ele soubesse que assim são muitos corações que se disfarçam em rapinante. Creia Zílio, a vida não é realmente algo que compensa a paga de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas Zílio por nome. Jamais se dera ao duelo de morte que o levaria ao fim certo. Aquele ser ignoto das gentes vivera recôndito dentro do mundo. Uns, de pronto, chamariam mentira; outros, melindrados, não acreditariam que pudesse brotar entre as gentes tão honesta figura. Um homem simples que nunca quis ser além de um passageiro de vida, medíocre. Vez ou outra sonhara um sonho amalucado de ser feliz. Mas não é dado ao humano ser feliz. Isso ele aprendera fácil. Aprendera quando descobriu que seria sozinho no mundo. Para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única palavra que lhe valera algo em vida foi essa: honestidade. E a ignorância alheia insistiu em nomear estupidez. Zílio não dá passo em falso, não quer o do outro. Sequer imaginava ser de direito o que era seu, por direito: a própria vida. Colocou sempre em mãos diversas o destino que só a ele pertencera. Pobre homem que não falha, o que já é falha grave. Tomou mais um gole antes de pagar mais do que deveria de conta e gorjeta. Percebeu que chovia ainda, adiantou-se até a beira da rua e deu sinal ao táxi. Hora de voltar, obviamente sozinho, ao lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zílio era bom para a família, por isso ninguém lhe dava o devido respeito. Então ser bom é errado nesse mundo? É isso que se recebe por não querer além do próximo metro? Olhavam-no com o devido cuidado, um estranho ser de carne e osso que o mais disparatado espectro ultrapassaria em credibilidade. Não. Não é possível que exista coisa assim num mundo como o nosso. Um homem que trabalhe honestamente, e viva honestamente, insira-se no mercado consumidor honestamente, que honestamente chore em comédias românticas no cinema vazio. Se Zílio entendesse de artes-plásticas, música ou futebol, talvez tivesse consolo. Mas ele é outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4758236671767553283?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4758236671767553283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4758236671767553283&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4758236671767553283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4758236671767553283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/05/zlio.html' title='Zílio'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SDNZsOu33LI/AAAAAAAAAX0/qx0nKWWhWFU/s72-c/aaaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8624550733878628271</id><published>2008-05-04T19:17:00.006-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.300-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Juno e a necessidade do simples</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crescente e ininterrupto progresso tecnológico reinante na sociedade contemporânea reverberou há muito nas artes em geral.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andy Warhol&lt;/span&gt; pintou latas de sopa em conserva, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;George Orwell&lt;/span&gt; projetou um 1984 alucinado, e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kraftwerk&lt;/span&gt; sintetizou eletronicamente todo o som. O cinema assistiu maravilhado a consolidação da ficção científica, através de filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2001&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;. A capacidade de se renovar tornou-se infinita. Tudo pode e, as aparências assim o dizem, foi tentado.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Speilberg&lt;/span&gt; confessou o deslumbramento diante das monumentais cenas criadas nos épicos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;David Lean&lt;/span&gt;; em contrapartida, abusou dos efeitos especiais, destronando o romantismo de outrora. Hoje em dia, tendo em vista a sede mercadológica, tudo deve ser grandioso, megalônamo. Mesmo os melhores filmes centrados na crise individual, tais como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sangue negro&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os sonhadores&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde os fracos não têm vez&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crash&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amelie Poulin&lt;/span&gt;, etc., revestem-se de uma atmosfera grandíloqua. São produzidos de modo a, na maioria das vezes, arrebatar corações e mentes da platéia com explosões, contrastes cromáticos exacerbados, efeitos sonoros e especiais, gritos, tiros, roteiros não-lineares e músicas  impactantes. Não é possível apostar que presenciemos o ocaso do cinema centrado no cotidiano tragicômico, que retira do simples o que comove, mas é cada vez mais raro encontrarmos um bom filme que não aposte no cataclismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez em reação a isso, vez ou outra, somos brindados com verdadeiras obras-de-arte da simplicidade. Foi assim no ano passado, com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequena miss sunshine&lt;/span&gt;, e agora com o maravilhoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt;. Este, como aquele, é capaz de despertar em nós o desejo do ombro. A necessidade do outro. Não quero reputar ao filme um caráter evangelizador, que não tem. Sinto apenas que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s1600-h/juno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 166px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s320/juno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196711760641463218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, tendo em si vida, o espectador é incapaz de deixar a sala de projeção sem ser tocado. Apostando em uma linguagem que jamais exagera, o filme despretensiosamente vai derrubando clichês de filmes família. A madrasta (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Allison Janney&lt;/span&gt;) é uma mulher incrivelmente compreensiva. A gostosa da faculdade não é uma vadia (apesar de ter uma queda pelos professores), a menina grávida não precisa ser a coitadinha da escola. Parece uma preocupação clara da roteirista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diablo Cody&lt;/span&gt;: demonstrar que a vida não tem fórmulas prontas, e que é possível fazer rir e chorar sem apelar aos estereótipos sociais costumeiros. Prova disso está no resultado da relação entre a jovem Juno (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ellen Page&lt;/span&gt;) e o candidato a pai adotivo Mark (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jason Bateman&lt;/span&gt;). Sentimos a cada encontro entre eles que o beijo roubado é questão de tempo, e que os núcleos ruirão diante deste amor proibido. Mas o que seria uma solução padronizada, quando se olha para o cotidiano, torna-se algo dispensável e esse romance de ocasião dá lugar a um terceiro ato singelo e comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta com uma segura direção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jason Reitman&lt;/span&gt;, que aposta no olhar prudente e confia na força do roteiro. Traz uma trilha sonora maravilhosa e coerente com o fluxo narrativo, em que se destacam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cat Power&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Velvet Underground&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kinks&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonic Youth&lt;/span&gt;, entre outros. Mas esse belíssimo roteiro, a direção justa, e as belas canções, nada disso sustentaria a história sem um elenco que fosse - como já acontecera com Pequena Miss Sunshine - capaz de representar os tipos humanos mais reais e, por isso mesmo, comoventes e fortes. Destacam-se, além é claro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ellen Page&lt;/span&gt; (impecável no papel central de uma dolescente grávida que não aceita a comiseração alheia), Michael Cera (o relutante e tímido adolescente que engravida a namorada sem querer); o sempre competente J. K. Simons (o pai da jovem, alternando momentos de austeridade e bondade na medida do real); o já citado Bateman (formando ao lado de Jannifer Garner um jovem casal muito verossímil em suas inseguranças, diferenças e na vontade de ter um filho). Só mesmo um grupo de atores tão coeso seria capaz de entoar frases banais de modo tão comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acho que é assim que se resumiria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt;: um filme capaz de entoar frases banais de modo comovente. Em determinado momento temos o diálogo: "seus pais devem estar se perguntando onde você está uma hora dessas", e a resposta "acho que não. eu já estou grávida. o que de pior poderia acontecer?". É esse o tom da obra, o deboche, o amor, o medo, a amizade, a compreensão, a afinidade e a dor podem ter a dimensão de um ombro, de uma lágrima. O amor pode ser bobo, sendo lindo. Só mesmo um filme assim, tornaria uma frase como "eu ainda guardo a sua calcinha" a mais singela declaração de amor. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8624550733878628271?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8624550733878628271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8624550733878628271&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8624550733878628271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8624550733878628271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/05/juno-e-necessidade-do-simples.html' title='Juno e a necessidade do simples'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/SB5t0B0hE7I/AAAAAAAAAWs/khkoPcetEAI/s72-c/juno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2027046102194588776</id><published>2008-04-26T19:36:00.004-04:00</published><updated>2008-04-28T18:33:44.484-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato II, Cena I)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html" target="new"&gt;Ato I, Cena IV.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrem-se as cortinas. Sérgio e Ana estão na frente do palco à direita, com as poltronas lado a lado, como em um cinema, a única luz vai em direção  ao rosto dos dois, como um projetor. Julio está no fundo à esquerda, com a poltrona de lado, ele parece conversar com alguém que está fora da cena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (pegando uma pipoca imaginária&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gosto de comédias-românticas, não sei por quê. Mas é uma merda. Não que eu esteja reclamando do filme que você escolheu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (enquanto Sérgio responde ao comentários de Ana com um aceno de cabeça aflito, mastigando pipoca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! Mãe, sabe como é. Esse negócio de cinema é enrolado mesmo. Tem que começar de baixo. Mas fica tranqüila. O quê? Sim. Sim. Ele é meu amigo, né.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sérgio (Entre gargalhadas. Júlio finge falar com a mãe e gesticula)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse ator é demais, não é? (Ana se assusta). Eu gosto dele desde aquele filme que ele fez sobre os alunos CDFs na faculdade. Como é o nome?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(incrédula)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu a louca nos Nerds...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse mesmo. Hahaha... Muito bom. Aquela cena do rapaz se masturbando depois de mexer com cola. Hahaha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calma Sérgio! Senão vão expulsar a gente daqui. (Sérgio calando-se assustado)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem mãe. Assim que eu tiver uma novidade eu te aviso... (olhando o relógio) O pai tá demorando. Ele não continua freqüentando aqueles pulgueiros depois do trabalho, né? (pausa). Igreja? Sei. Deixa de inocência, mãe!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(levantando-se, seguida de Sérgio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bem que acabou. Minha bunda já estava doendo. E aí? Gostou?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (sem jeito)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah... achei legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde vamos comer? Tô com fome. Vamos numa lanchonete aqui do Shopping mesmo... pode ser?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá bom. Só quero comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (com ar impaciente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho melhor a gente ir jantando. Aquele velho vai demorar. (sai pela esquerda empurrando a poltrona)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (puxando Sérgio pelo braço)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem, logo então, gato. Preciso de perguntar uma coisa. (Sérgio parece se espantar)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todos deixam o palco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2027046102194588776?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2027046102194588776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2027046102194588776&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2027046102194588776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2027046102194588776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/04/iluso-ato-ii-cena-i.html' title='Ilusão (Ato II, Cena I)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8683739910000001452</id><published>2008-04-06T11:17:00.007-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.538-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Financiomas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s1600-h/DSCN1257.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 176px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s320/DSCN1257.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186314105791037490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este é um conto de amor novo-burguês, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;le nouveau riche des histoires romatiques&lt;/span&gt;. Caminhavam de mãos dadas. Dispa-se a noção gloriosa dos que caminham por prazer e romantismo. Feito a falta de recursos, o namorico ia a pé, por não poder ir melhor, fizesse chuva, fizesse sol. E eles gostavam de ir a pé, como gostavam de não poder ir ao cinema porque a câmara-de-ar da bicicleta dele rasgou e, "agora o dinheiro era pra consertar, senão, não dá pra trabalhar amanhã cedo". Tinha que regular e controlar. Como não dava para se fazer muita coisa, sobrava tempo para os carinhos, só para os carinhos, "porque em casa não dá, minha vó tá lá e não tem dinheiro pro motel". E eles vão ficar no carinho, ou vão caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele encasquetou que ia pôr garupa na bicicleta, agora com o pneu ajeitado. Mas a moça não era o que se pode chamar de um símbolo de beleza, e apesar da humildade, notava-se que comia bem, demais. E ela começou a reclamar que "estava doendo a bunda", e chegava aos destinos andando torto. Natural, três quartos dela ficavam para fora da bicicleta, esperando a gravidade fazer marcas vermelhas profundas. Ficava ridícula, digamos assim. O outro problema, é que se ela chegava vermelha e dolorida, ele também. O peso da bicicleta aumentou muito depois que ele instalou a garupa, que vazia era "até levinha". Uma gemendo de dor, o outro gemendo de cansaço, eram uma sensação onde quer que estivessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou entre trocar o quilo de acém por patinho "só dessa vezinha", ou comprar um bilhete da federal. Como a carne "a gente amacia na pressão", vai de sorte mesmo. Escolheu a sua data de aniversário. E, romântico, a dela. 02-10-25-07. Faltam duas dezenas. 36-45. "O número de casa". E, como se o destino realmente existisse, ele ganhou. Sozinho. Descontou a parcela de impostos e o restante aplicou em fundos de renda fixa. Na verdade, quem fez isso foi o advogado que ele contratou assim que soube o resultado. Cortou cabelo, escolheu roupa e foi pedir a moça em casamento. "Dava pra viver de renda". Só com aluguel de casa. "Daí dá tempo pra estudar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez o que ele falou. Matriculou-se em uma faculdade particular. Foi fazer administração "porque alguém ia precisar cuidar desse dinheiro todo". Ele não. Ele foi comprar presente "pros parente de fora". Foi comprar o carro que sempre sonhou. E, no fim da tarde, foi atrás da cortina que ela pediu "pra combinar com o sofá marrom". O resultado é previsível. Ao fim de um ano, ele estava completamente desregrado, bebendo e  gastando mais do que devia, mesmo para os que tem fortuna na casa dos milhões. Porque agora tinha carros potentes, porque agora era motel quase todo dia. E não era com ela. Porque agora a humildade era intelectual, muito mais feia que a mais feia humildade financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divórcio saiu rapidamente. A metade dela cresceu. O moral dela cresceu. A parte dele não resistiu à primeira enxurrada de lamentações pós-casamento. Deu-se à festa como quem se entrega ao suicídio. Seu moral diminuía à exata proporção de seus recursos. Pouco a pouco ela se restabeleceu. Conseguiu abrir uma firma que prestava consultoria empresarial. Casou-se novamente. Com o advogado que a ajudava a administrar o dinheiro que o primeiro marido insistia em queimar. Teve filhos, andava em um bom carro familiar, espaçoso, e ia vez ou outra ao motel para relaxar junto a seu amável esposo novo, pois "era só chamar a babá". Ele foi aos poucos deteriorando sua fortuna. passo a passo voltando ao estado de semi-miséria inicial. Nessa época, numa casa de penhores, conheceu uma moça humilde, mas feliz e bem feita de corpo. Passou a sair com ela. Eles iam caminhar na praça, ou de bicicleta, que era o único bem que lhe restou. Essa moça cabia bem na garupa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8683739910000001452?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8683739910000001452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8683739910000001452&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8683739910000001452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8683739910000001452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/04/financiomas.html' title='Financiomas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R_l9M3FFwDI/AAAAAAAAAV8/vqRvsaoLyM8/s72-c/DSCN1257.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1302282646773544213</id><published>2008-03-29T18:00:00.003-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.739-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Qual é seu Hobby preferido?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando aquilo que deveria ser o nosso descanso vira mote para auto-cobranças insuportáveis, é sinal de que perdemos a noção fundamental de "diversão". O homem que gosta de futebol, mas chuta mal, gosta de ler mas não escreve bem, gosta de música e não sabe o que é sustenido, pode, apesar de tudo, se divertir jogando, escrevendo, tocando. Se, em revide, nos entristecemos por encontrar um resultado aquém  da genialidade, é porque não entendemos que nossa função social é outra, ou porque sonhamos em ser alguém que não somos. Ou seja, um excelente médico não deve querer que seu passe de canhota esteja à altura de sua precisão clínica. Caso contrário, seu lazer e sua chance de extravasar minimamente uma rotina estressante perdem-se em meio a encanações que sequer deveriam ter existido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se damos vazão a cobranças indevidas, em lugar de nos alegrarmos com o bom cumprimento de nosso papel,  perdemos de vista as nossas inúmeras qualidades, em detrimento de possíveis defeitos provocados (entre outras coisas) por uma falta de determinada aptidão. Nada mais natural. Ninguém é bom em tudo, e saber escolher o caminho certo é a primeira das virtudes necessárias para a felicidade. Muitas pessoas são obrigadas a desistir muito tarde de um sonho quando, se orientadas a tempo, poderiam estar colhendo já os frutos da correta opção. Jogadores, muitas vezes, passam por vários clubes antes de descobrirem que os milhões da profissão estão muito mal distribuídos. Felizmente para os escritores de boteco e músicos de garagem o desgaste é menor. O que os permite levar uma vida dupla, a dos sonhos (ainda que sem o glamour desejado) e a real (que dá dinheiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podendo ganhar dinheiro e sobreviver de outra forma (às vezes até com luxos), os músicos de&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s1600-h/413098809_d89c699585.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s200/413098809_d89c699585.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183285217544486898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; garagem podem aproveitar para se divertir. Tendo como viver por outros meios, o escritor de boteco se diverte criando e mantendo blogs. E é nesse clima de completa displicência que, muitas vezes, os blogs e bandinhas "sem-fins-lucrativos" acabam ironicamente lucrando. Foi por serem felizes clinicando, administrando, ensinando, servindo, limpando e arquivando, que muitos puderam ser felizes tocando e escrevendo. Além é claro dos falsos jogadores que peladeam aos fins de tarde sem pretensão de encantar. Ainda assim, vale lembrar que  muitos gênios musicais de hoje tiveram, um dia, alguém que os ensinou matemática, que os serviu um bom jantar, ou que os vacinou. Grandes futebolístas têm toda a carreira na mão de empresários, fisiologistas, fisioterapeutas, ortopedistas, motoristas, seguranças. Escritores, se assim o são, é porque alguém um dia os ensinou o "ABC", ensinou-os a colocar palavra ante palavra, a dizer e não dizer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1302282646773544213?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1302282646773544213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1302282646773544213&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1302282646773544213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1302282646773544213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/qual-seu-hobby-preferido.html' title='Qual é seu Hobby preferido?'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R-66cXFFv_I/AAAAAAAAAVc/0x_fiU_8Nu4/s72-c/413098809_d89c699585.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-5868539344683183457</id><published>2008-03-18T15:17:00.007-04:00</published><updated>2008-04-26T19:36:35.263-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena IV)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena III.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Toca o Telefone de Sérgio, sua poltrona agora foi deslocada para a frente do palco no centro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (entrando, no fundo, à direita do palco&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na poltrona)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sérgio? É a Ana. Liguei só pra saber como você estava. Nem deu tempo de conversar direito lá no restaurante. (Júlio vai entrando e se sentando na poltrona ao fundo do palco, à esquerda)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (sentado de costas - Sérgio vai se recompondo, assustado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um conhaque, por favor. (Retira papéis do bolso e começa a fazer anotações, sempre dando goles num copo imaginário)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sérgio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então. Tô bem... mas sabe como é. Difícil conversar em paz com o Júlio por perto. Ele quer resolver tudo de uma hora pra outra. (Ana assente com a cabeça, rindo) A gente podia conversar a qualquer hora, só nós dois, sei lá... Falar sobre a vida. Que você acha?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim... claro. Amanhã o Júlio vai para o Rio ver a mãe. A gente podia aproveitar par tomar um chopp, ir ao cinema...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Legal! Por mim, ótimo. Assim a gente não precisa falar desse filme... Eu tô empolgado, sabe? Mas preciso dar um tempo. Me concentrar em outras coisas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Enquanto Júlio faz gestos de quem pede a conta e paga)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo. Concordo com você... Até pras idéias fluírem, não é? (Júlio empurra a poltrona para longe do palco e finge chamar um taxi... Sai pela esquerda)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Por aí... Seguinte: que tal amanhã no mesmo lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro algo informal. Vamos comer numa lanchonete, depois a gente pega um cinema. Pode ser?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Com Júlio voltando e cueca, carregando a poltrona)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mim tudo bem. (Júlio se deita)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só uma coisa, Sérgio: Não diz nada pro Júlio... Acho que ele está meio afim de mim... Andou dizendo umas coisas. Ele pode achar que não respeito o que ele diz. Ah! Você sabe... ele é meio estourado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem. Pode deixar... Mas não tem nada de mais. Vamos só sair pra conversar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É Sérgio. É... então até amanhã. Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Sem entender a risada)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;Beijo pra você. Até amanhã&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois desligam o telefone e se deitam.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Agora, os três dormem. Sobe uma música lenta, embalando o sono. e aos poucos vai aumentando. Fecham-se as cortinas. Fim do Ato I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-5868539344683183457?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/5868539344683183457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=5868539344683183457&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5868539344683183457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5868539344683183457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html' title='Ilusão (Ato I, Cena IV)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-488260653690322130</id><published>2008-03-04T16:51:00.011-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:26.930-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Subjetivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo nos textos em que a primeira pessoa mais aparece, o artista procurou sempre o impessoal. Sua vida era boa, portanto isenta de literariedade. Boa vida em literatura é dor e mágoa, sentimentos dos quais o artista há muito não se queixava. Eis por que esse texto pouco diz. Porque a arte é paradoxo. É impossível pôr-se a escrever sobre si mesmo quando se está em um estado eufórico de vida, nesse caso vive-se, e isso basta. No entanto, ante a tristeza o artista se vê nu e inconseqüente e, se escreve, não vai além das alegrias falsas que os outros não querem ouvir. Ou seja, é preciso estar são para dizer tristezas, enquanto se vive a alegria. E estando triste, a tristeza salta das páginas contadas para fazer parte da vida, e nesse caso, nem se vive, nem se escreve: sofre-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é confuso, paradoxal, contraditório, assim é por ser vida pulsante. O artista, instância desnatural, é no fundo homem como nós, sente como nós. Tendo diante de si uma pedra no meio do caminho, o artista procura superá-la. Se o caminho é sem percalços, não há mal em criar, em poema, uma pedra que desgaste a retina, visto que a vida vai tranquila e não exige esforços. Assim, na dupla missão de viver e escrever, o artista sempre põe a tristeza para fora, seja sofrendo, seja verbalizando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Posto isso, é natural que o texto pouco diga, pois esse Zé(ds), narrador e eu-lírico de um certo José, não pode externar tristeza fingida enquando a mão que escreve, a do poeta e autor, está mais preocupada em externar a verdadeira. Sendo assim, Zé(d's) vai deixar por esses dias a literatura de lado, vai tentar deixar o mundo cósmico dos elementos literários para salvar seu patrão. O patrão é o José, que no exato momento em que realiza as mais promissoras vitórias profissionais, tem por dentro um coração de pedra, no caminho, estilhaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(atualização em 09/03/08)&lt;br /&gt;Já passou, já passou&lt;br /&gt;Se você quer saber&lt;br /&gt;Eu já sarei, já curou&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s1600-h/pedra+gerard+c+l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173996774300299362" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; width: 261px; cursor: pointer; height: 212px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s400/pedra+gerard+c+l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Me pegou de mal jeito&lt;br /&gt;Mas não foi nada, estancou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passou, já passou&lt;br /&gt;Se isso lhe dá prazer&lt;br /&gt;Me machuquei, sim, supurou&lt;br /&gt;Mas afaguei meu peito&lt;br /&gt;E aliviou&lt;br /&gt;Já falei, já passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já passou, já passou&lt;br /&gt;Recolha o seu sorriso&lt;br /&gt;Meu amor, sua flor&lt;br /&gt;Nem gaste o seu perfume&lt;br /&gt;Por favor&lt;br /&gt;Que esse filme&lt;br /&gt;Já passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-488260653690322130?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/488260653690322130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=488260653690322130&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/488260653690322130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/488260653690322130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/subjetivo.html' title='Subjetivo'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R826pzkvsGI/AAAAAAAAATg/xpGgM-u2Y0I/s72-c/pedra+gerard+c+l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-9155538002013803764</id><published>2008-02-17T10:16:00.008-04:00</published><updated>2008-03-18T15:42:34.291-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena III)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena II.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enquanto Ana e Júlio fingem conversar, Sérgio volta de pijama, carregando a poltrona e se senta no fundo, de costas para os outros dois, retira um telefone do bolso e começa a falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não Mãe, eu não entrei porque estava cansado, falei pro pai... Precisava vir pra casa, tomar banho. No Domingo eu faço uma visita...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (enquanto Sérgio ouve o que sua mãe diz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não aguento mais o Sérgio, Ana. Ele não fala coisa com coisa, vive às custas do pais... Parece que tem quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto da inocência dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Babaquice é o nome disso... No começo eu dava risada, mas tem hora que estressa! Tô pronto pra (soltando o volante e fazendo o gesto com os dedos, de aspas) "demitir" ele, se dá pra falar isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enquanto se vê Ana com cara de desaprovação e argumentando em voz baixa, Sérgio continua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica tranqüila, mãe. Eu e o Júlio estamos vendo uma coisa bem legal, dessa vez vai... O quê?... Claro que eu confio nele, mãe. Tá doida? O cara é meu amigo faz o quê? Dez anos? Então... A gente tá junto nessa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo e repito! Não é certo isso. O Sérgio é um cara legal (enquanto no fundo Sérgio gargalha).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Falando e rindo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá me chamando de veado? Que isso, mãe? Eu gosto é de mulher... Aliás, conheci uma garota incrível.  Educada, bonita,. acho que vou convidá-la pra sair... Quê?... Ah! Chama Ana...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (estacionando o "carro")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso subir um pouco? Estou sem sono e...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo e saindo do "carro")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o que você quer... Entra! Tem camisinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (saindo também)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho (abrindo a carteira)... Só uma coisa, não fala nada pro Sérgio desse nosso "esqueminha", hein. Acho que ele gosta de você... sei lá. O jeito que ele te olha...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Enternecida)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A que bonitinho, o Sérgio?! Sabe que eu nem reparei?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois retiram-se pela esquerda carregado as poltronas. Sérgio desliga o telefone, empurra sua poltrona para o lado direito do fundo do palco e se deita sobre ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/03/iluso-ato-i-cena-iv.html" target="new"&gt;Ato I, Cena IV.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-9155538002013803764?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/9155538002013803764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=9155538002013803764&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/9155538002013803764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/9155538002013803764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html' title='Ilusão (Ato I, Cena III)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8456272735359394805</id><published>2008-02-04T11:36:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.157-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Das raízes sólidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s1600-h/yun_1622.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s200/yun_1622.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163157524014831666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Seu namorado é um bunda mole!&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Onde já se viu? Deixar a mina sair sozinha?&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- É sério! Se fosse eu, não tinha disso não. Tá cheio de cara por aí que não agüenta ver uma mina sozinha e já pula em cima.&lt;br /&gt;- Por isso que você não arruma ninguém. Seu ogro!&lt;br /&gt;- Fala a verdade...&lt;br /&gt;- Quê que tem? Pra dar certo tem que confiar, né?&lt;br /&gt;- Besteira. E tem mais... O problema não o que a mina faz... é o que os caras fazem... ficam cercando. Chega a dar raiva, porra! Eu sinto raiva por você... por você e pelo banana do Cláudio.&lt;br /&gt;- Ele não pediu pra você me vigiar. E nem eu pedi. Então pára com esse negócio que já tá ficando chato! Cadê aquele garçom?&lt;br /&gt;- O que eu tô querendo dizer é que, se gosta mesmo, tem que cuidar, caralho!&lt;br /&gt;- Pára, Ivan!&lt;br /&gt;- Mas Juliana...&lt;br /&gt;- Garçom! Me traz uma tequila, por favor...&lt;br /&gt;- Sim. Já trago.&lt;br /&gt;- Mas... Você ficaria tranqüila se o Cláudio saísse sozinho?&lt;br /&gt;- Claro! Se eu não acreditasse nele, não teria porque ficar. Ou teria?&lt;br /&gt;- Sei lá. Tem gente que namora só pra não ficar sozinho.&lt;br /&gt;- Com a gente não é assim. Tô com ele porque gosto. E ele também...&lt;br /&gt;- Traz uma Skol pra mim, moço...&lt;br /&gt;- A gente não trabalha com Skol. Serve Antártica...&lt;br /&gt;- Tá gelada?&lt;br /&gt;- Muito...&lt;br /&gt;- Pode ser então.&lt;br /&gt;- Já venho.&lt;br /&gt;- Mas então, Ju... Eu sei o que você tá dizendo... Só que eu não acredito nessas coisas de confiança... Nada a ver, meu!&lt;br /&gt;- Você vai morrer solteiro.&lt;br /&gt;- Haha!&lt;br /&gt;- Fica rindo, fica... Moço, já pode trazer a conta...&lt;br /&gt;- Sim, senhora.&lt;br /&gt;- Vamos embora?&lt;br /&gt;- Vamos... Não agüento mais discutir com você...&lt;br /&gt;- Porque você sabe que eu estou certo.&lt;br /&gt;- Cada um pensa o que quer. Eu e o Cláudio... A gente não liga pro que os outros dizem. Por isso que dá certo.&lt;br /&gt;- Faça o quiser...&lt;br /&gt;- Exato.&lt;br /&gt;- Vamos pra minha casa?&lt;br /&gt;- Pode ser. Mas vamos pegar cigarro antes... Vai ter alguém lá?&lt;br /&gt;- Não... Ninguém... O Alex foi pra Guarulhos, e o Marcelo está trabalhando essa noite.&lt;br /&gt;- Ótimo. Eu morro de vergonha dos seus amigos...&lt;br /&gt;- É porque você não consegue fazer nada em silêncio...&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- Hahaha! Tá aqui, moço... Fica com o troco.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;/div&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  tem uma enorme dificuldade para entender os humanos. Mas não adianta dizer-lhe que isso é natural. "Nem nós humanos nos entendemos", eu expliquei certa vez, mas não adiantou. E ele insiste que esses diálogos tão corriqueiros merecem alguma notoriedade. Diz que é história das boas. Pobre furgão. Ele não sabe que há certas coisas que todo mundo já conhece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8456272735359394805?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8456272735359394805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8456272735359394805&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8456272735359394805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8456272735359394805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/das-razes-slidas.html' title='Das raízes sólidas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R6c4aZpKGDI/AAAAAAAAASE/EgAlSVV4uq8/s72-c/yun_1622.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-626372796974440253</id><published>2008-01-25T14:51:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.171-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Desvios sanados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s1600-h/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s200/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159498787404257234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Criacionistas diriam que o que nos diferencia dos outros animais são a semelhança e a imagem de Deus impregnadas em nós. Evolucionistas rebateriam atestando que a oposição está ligada à evolução do cérebro humano para o estado de consciência e saber, que suplanta a mera reação instintiva. E estando certos ou errados, há algo mais importante a se discutir. Independendo da teoria adotada, é preciso que se estabeleça as reais medidas dessas diferenças entre humanos e irracionais. Sendo, nós, seres de uma natureza outra (divina ou biológica), seria de se supor que responderíamos de maneiras diversas às constantes exigências mundanas. Se a explicação vale em determinados casos, há outros em que as semelhanças são tantas que é de se duvidar realmente do abismo entre razão e instinto tão costumeiramente considerado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O psicólogo americano Skinner, embasado em teorias comportamentalistas clássicas, desenvolveu uma frutífera psicologia behaviorista, segundo a qual os humanos, como demais seres vivos, agem a partir de impulsos externos, produzindo uma resposta específica a cada exigência do meio. Disso para as notórias conclusões acerca da psicologia "prêmio &amp;amp; punição" é um passo. Em outras palavras, é natural que os homens ajam de acordo com as necessidades impostas (incluindo-se aqui as vontades do patrão, do professor, dos pais, etc.), sempre que forem presenteados com benefícios específicos nas atitude correta e castigados com a severidade conveniente quando agirem em desacordo com que foi proposto pelos dominantes. Nada muito diferente dos ratos laboratoriais que aprendem a não se coçar após alguns choques e a rebolar em rodinhas para consegui alimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedagogos, humanistas e psicanalistas consideram um disparate que essa teoria seja ainda aceita na sociedade pós-moderna em que vivemos. Julgam haver um enorme vão entre as atitudes do rato e a do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homo-sapiens&lt;/span&gt;. Afirmam que é impossível descaracterizar o poder da mente (ou espírito) nas resoluções tomadas pelos indivíduos, e que, aceitando o behaviorismo, estaríamos retrocedendo e desconsiderando a evolução psicológico-social apresentada pela humanidade. No entanto, nem eu, nem qualquer outro freudiano é capaz de ver a mente, fotografar o inconsciente, dialogar com o Ego. Já as ações, essas saltam aos olhos. As contradições teóricas são aceitáveis. Mas "contra fatos, não há argumentos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer cidadão que passou por um banco de escola no Brasil, já se deparou com os inúmeros recursos empregados pelos professores para conseguir controlar uma sala de aula. Não há melhor metáfora para o par "prêmio x punição" que os inúmeros "positivos" e "negativos" que preenchem os diários de classe dos mestres. Aliemos a isso outras experiências em sala de aula, como a ameça de ter sua nota diminuída em se persistindo o barulho. É o comportamento, e apenas ele. E as ameaças. Um prisioneiro que não se cala ante os destratos em uma penitenciária é advertido com uma semana em uma cela solitária "para ter tempo de pensar e repensar suas atitudes indevidas". Um operário receia participar de movimentos de greve sobre pena de perder seu cargo para um outro indivíduo mais suscetível aos desmandos do chefe, e aos baixos salários. Etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata aqui de discutir em que medida essas ações bloqueiam apenas as atitudes externas dos indivíduos. Poder-se-ia argumentar que essas ameaças possuem uma carga psicológica muito maior que aquela impressa no organismo. Não duvido. Mas seria, então, o caso de se pensar que os ratos de laboratório possuem também uma enorme carga psicológica para além dos movimentos instintivos! Não se trata disso. Sabe-se, por experiência, que uma vez retirado das gaiolas, e colocados em um ambiente que os prevaleça e em que não haja choques ou rodas, os ratos perdem, num curto espaço de tempo, os condicionamentos a que foram submetidos. Eis a diferença que até aqui não se esclarecia. Nós, os humanos, guardamos na consciência ou na alma (dependendo da filiação teórica) toda e qualquer situação desumana, destituída de moralidade e que, por isso obviamente, nos prejudicou. Uns o fazem para se vingar no momento propício, outros, para que os mesmos "erros" não sejam cometidos, e a dor não retorne. Seja por vingança, seja por medo, nós  tendemos a não aceitar bem qualquer providência exterior que teime em nos tratar apenas como animais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-626372796974440253?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/626372796974440253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=626372796974440253&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/626372796974440253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/626372796974440253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/desvios-sanados.html' title='Desvios sanados'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R5o4z5pKF9I/AAAAAAAAARU/nRWnUfN2FtY/s72-c/rato-exercicio-roda-%7E-bxp26158.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4792493847816784581</id><published>2008-01-17T00:27:00.002-04:00</published><updated>2008-02-17T10:42:36.665-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena II)</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/iluso-ato-i-cena-i.html" target="new"&gt;Ato I, Cena I.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entra Ana pela esquerda carregando uma mesa. Coloca-a entre as poltronas e senta-se à direita. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Retira da bolsa  um pequeno castiçal e o deposita sobre a mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (falando a um garçom imaginário)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Osvaldo, uma cerveja por favor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio e Sérgio entram pela esquerda. Um carrega a cerveja e os copos e o outro empurra mais uma poltrona. Cumprimentam a garota e sentam-se. Sérgio no meio. Todos comerão uma comida fictícia, pratos vazios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês demoraram, eu que é deveria ser a última a chegar. Odeio ficar esperando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deixa de frescura. O que são cinco ou dez minutos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente pensou em mandar o roteiro pro Fernando Meireles. Será que ele dá uma ajuda?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece uma boa idéia. Quer dizer, não sei... Está pronto? Posso dar uma olhada? (E pegando o texto entregue por Júlio) "Braços Atados"? Mas que nome ridículo! Parece aquelas crises do Almodovar. Não era pra ser uma comédia?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (Falando como se estivesse com a boca cheia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é... eu também não concordo com esse nome. Preferia algo como "Deu a louca no Professor!" (Limpando a boca). Bom... eu já tô atrasado. Preciso devolver o carro pro meu Pai. (Deixando uma nota sobre a mesa e beijando o rosto de Ana). Tchau, gente. (Para Júlio) Me liga amanhã, cara. Um abraço. (Sai arrastando sua poltrona)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (Falando baixo, como se contasse um segredo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viu aquilo? "Deu a louca no professor"! Você acredita naquele cara? Ele só me dá trabalho. Se eu estivesse sozinho nessa, esse filme já tinha saído?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana (Rindo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa isso pra lá. Você me dá uma carona? Não quero voltar de táxi a essas horas. (Júlio acena com a cabeça enquanto termina de mastigar).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois levantam-se, retiram a mesa do palco com todos os objetos. Viram as poltronas para frente e sentam-se. Júlio à direita, finge  dirigir um carro. Volta a música - eles aparentam conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/02/iluso-ato-i-cena-iii.html"&gt;&lt;span&gt;Ato I, Cena III.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4792493847816784581?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4792493847816784581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4792493847816784581&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4792493847816784581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4792493847816784581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html' title='Ilusão (Ato I, Cena II)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8520095649914833107</id><published>2008-01-13T12:21:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.374-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Desfazer-se</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s200/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155004878138399586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O escritor é um ser carnal. Pode haver, é claro, momentos de incrível inspiração, mas é humano. E sendo assim, hora ou outra volta-lhe a necessidade mais que natural de sentir o normal dos homens, sentir-se apenas. O escritor torna-se incapaz de fugir de si mesmo, de sua literariedade, para voltar a ser aquele indivíduo que aporta o mundo com a obrigação única de deixá-lo. E quando assim ocorre, percebe que sua incapacidade está ligada não ao estilo que adotou, mas ao medo do comum, do simples, do apenas.  Esse medo, é bom que se diga, torna-o superficial nas conclusões, no falar, no agir, pois adota para si uma postura anti-natural. Sentado em um mesa de bar, discutindo futebol, o escritor desenterra arte, pseudo-arte. É incapaz de argumentar ordinariamente. Está contaminado. Triste escritor que está doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, ao ler o que escrevem os seres de carne e osso (melhores portanto, pois têm vida), o escritor se desespera. Serei eu capaz de um pensar fluido assim? É possível escrever ainda como em uma conversa informal de amigos, de familiares, e ainda assim dizer tudo o que deve ser dito? Serei capaz da simplicidade? É provável que não. Pois todas essas minhas indagações, se eu não fosse escritor contaminado, seria resumidas de um modo muito mais belo: "eu queria fazer assim também"! Mas não consigo, ou melhor "a capacidade do singelo me abandonou pelos desvios". Pseudo-literariedade, pseudo-vida. Triste escritor que não vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se claramente que o que se discute é a dicotomia existente  entre "simples" e "literário". O que não parece óbvio  é que os seres amam a maneira de dizer do escritor, mas não sabem que o escritor já se cansou, e prefere o comum, pois o comum é a seu modo a mais literária forma de agir, de pensar, de escrever, enfim. Mas só ele não consegue fazê-lo e vai olhar para aquela simplicidade que desenterra de si e dizer que é falsa, não é a simplicidade natural dos homens, aquela que deixa os corações e mentes sadios e nos brinda com o cotidiano de quem vive, vida de verdade, escrita de verdade. Triste escritor que não escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando não há o que fazer, e o escritor morre por dentro ao ver amigos cada vez mais simples e cada vez melhores, escreve uma crônica que não é simples, pois não sabe ser. Os amigos dirão que ele está louco, que seu estilo é único e libertário. Lúdico! Onírico! Maravilha e arte. E se assim não disserem é porque são simples. Talvez repitam "Muito Bom Escritor" e serão lindos! Só o escritor não é. Porque só consegue ver no que diz as artimanhas que a vida lhe incutiu, os joguetes de beleza falaciosa, de teatro de escrever. O escritor é triste sim. Diz as coisas desdizendo. Triste escritor que não é simples.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verboerima.blogspot.com/2008/01/das-inutilidades.html" target="new"&gt;Dito de outra forma.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8520095649914833107?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8520095649914833107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8520095649914833107&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8520095649914833107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8520095649914833107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/desfazer-se.html' title='Desfazer-se'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4pBn9DYW2I/AAAAAAAAAQg/kZZwoanTPyg/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-3772925537181380067</id><published>2008-01-07T00:08:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.545-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Fausto e seus fantasmas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s1600-h/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s200/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152597016393046850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltar para casa de madrugada por aquela rua era sempre um martírio. Mesmo de carro. Um lugar sombrio, desértico. Sempre pensava no pior, Fausto, natureza pessimista. Pensava que algo sempre daria errado. Medo. Como quando viu de longe uma luz que lembrava a de um farol de uma moto, mas muito próxima ao chão, e estática. Sem meios para dar a volta, resolver acelerar, qual nada. Já na terceira marcha percebeu claramente que não se enganara, era de fato uma moto, caída, e um corpo deitado ao lado, movendo-se com lentidão. Pensou em parar, mas o temor de que se tratasse de uma cilada era enorme. Resolveu passar bem devagar, observando todas as sombras, e já preparado para uma arrancada, se necessário fosse. Ao passar ao lado da cena, pôde perceber uma moça, baixa estatura, pois quase toda encoberta pela moto, uma 100 cilindradas de pequeno porte. Os cabelos parecias sujos, constatação óbvia, pois estavam esparramados pelo chão. Nesse momento percebeu que a moça tentava se levantar, sempre olhando fundo na direção de seus olhos. Ainda com o carro em movimento, e com uma coragem injustificável, resolveu tentar contato:&lt;br /&gt;– Tudo bem aí, moça?&lt;br /&gt;– Bem num tá, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante da voz dolorida, seu medo dissipou-se. Resolveu parar o carro e descer. Não sem antes assegura-se de que havia trancado tudo. Caminhou desconfiado, sem ao menos perceber que vestia apenas um short minúsculo que usava para dormir e uma regata não menos ridícula. Parado a poucos passos da moça, pergunta:&lt;br /&gt;– Consegue dar partida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu tô bêbada, moço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A voz e os olhos não negavam. Mas ele estava mais preocupado era em justificar aparência tão cômica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu fui levar meu irmão à rodoviária. Como você pode ver. Nem trouxe o celular. E...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Celular eu tenho aqui. Problema não. É que eu moro sozinha. E se eu chamar um táxi, onde vou deixar essa moto? A senhor encosta ela pra mim ali?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nessa hora, em que ele estava tentando levantar a moto, sentiu-se novamente desprotegido, e o medo voltou. Mal controlava as própria pernas. Tremia tanto que parecia que o bêbado era ele. Não conseguia sequer ativar o "ponto-morto", para poder manobrar. A garota aparentava, pelo jeito de se vestir, ser muito humilde, daquelas que batalham por salário mínimo e chama as colegas de loja de "amigas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Para onde você estava indo, moça?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Pra zona sul, ué.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A resposta fez a pergunta parecer evidente demais. Ela deve ter imaginado que, ao vê-la de perto, com roupas humildes, maquilagem nenhuma, uma motocicleta já velha, qualquer um pudesse supor que ela morava na zona sul. Onde moram os pobres. Parecia, pelo modo como a resposta chegou a seus ouvidos, que ali o preconceito era dela, como se não suportasse a própria condição. De pobre e de bêbada. Passando vergonha às 2 da manhã. Mas sabia a pobre coitada que o envergonhado ali era ele, pelos trajes e pelo tremor que não mais passava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Aceita um cigarro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Vô aceitá sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– O que você vai fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Vô tentar chegar assim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– A moto continua funcionado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Sabe que eu não sei. Você pode ver pra mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Claro...&lt;br /&gt;Cada resposta soava desafiadora. Era um covarde, assumidamente medroso. Era notório que se alguém fosse tentar alguma coisa contra ele, já o teria feito. Percebeu que o que incomodava não era a possibilidade de ser assaltado. O que parecia machucá-lo de verdade era ter que confrontar novamente aquela miséria da zona sul. Da qual ele já tinha se livrado há alguns anos, quando conseguiu uma promoção e mudou-se daquele fim de mundo. Era dolorido rever os bêbados, os pobres. Doía sentir medo de assalto, como doía ter que ficar ali prestando ajuda. Esse problema não era dele.&lt;br /&gt;– Bom, moça. Já vou indo. Se cuida, hein. E vê se vai com cuidado, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Eu vou sim. Obrigado, e vá com Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;– Que ele te guie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Jogou a bituca no chão, entrou correndo no carro e partiu jurando fazer qualquer que fosse o caminho para não ter que voltar àquela rua.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; passava por uma rua estranha, quando chegava de uma viagem. Só queria descansar confortavelmente em sua garagem.   Mas ao ver um rapaz arrastando uma moto com dificuldades e uma moça que parecia sentir bastante dor, parou para oferecer ajuda.Só teve tempo de ouvi-los conversando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-3772925537181380067?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/3772925537181380067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=3772925537181380067&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3772925537181380067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3772925537181380067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/fausto-e-seus-fantasmas.html' title='Fausto e seus fantasmas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R4Gzr9DYW0I/AAAAAAAAAQQ/OWeb98bA7Nw/s72-c/y1p0CZBxGopoVjv5xSud4adV3mdeiGk07Wc17k6OtD8jafb9xJrFL6EFIK8HYpRThQDLRAvzvGgQpw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7212885959216462021</id><published>2008-01-03T19:11:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:27.702-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Ensaio sobre a ausência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s1600-h/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 231px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s320/solidao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151505145512090402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No minuto em que Mara prometeu a si própria que jamais deixaria aquele banheiro estava selado o destino de todos os povos. Fosse apenas não deixá-lo, os problemas não atingiram tão desmesurada forma, porque seria uma resolução solitária, sem qualquer chance de afetar o cosmos ou sequer a própria familia já acostumada às insólitas decisões da jovem. O que não sabiam os próximos é que a garota resolveu propagandear malfadada atitude. É natural que tenhamos impulsos os humanos, e aqui a silepse confirma apenas minha posição de contador, minha não vivência carnal, ainda que a atitude afete a mim e a meus pares de modo indireto. Nós narradores dependemos quase inteiramente da boa vontade e da busca incessante pela história perfeita que perpassam as mentes autorais, e sem elas nada somos. Contudo, a história é sobre Mara e apenas ela agirá, como fez ao convidar para testemunho integral os jornalistas ordinários, que se aventurassem pelas improprabilidades cotidianas, e que quisessem, de modo a aumentar audiência por vias escusas, atestar o indizível. Indizível sim, tal foi o gesto da garota. E sua idéia tresloucada era que as demais mulheres em idade fértil sentissem como por magia o mesmo impulso pouco ajuizado de não mais entregar-se ao mundo. E o mistério maior é saber que o projeto alcançou dia após dias mais seguidoras, até que não restasse no mundo que se conhece uma só mulher que voluntariamente se entregasse ao ato sublime da procriação. Porque ficou claro pelas regras estabelecidas por Mara, já quase uma nova messias, que ninguém além da própria mulher poderia entrar no banheiro selecionado para o claustro, o que fez com que grávidas desavisadas fosse obrigadas a esperar o parto terminar antes da viagem à solidão. Algumas mais engenhosas criaram inclusive sistemas de ventilação e passagem de alimentos que vedassem qualquer homem mal intencionado de forçar a entrada no desespero do coito há muito cessado. Pronto e feito o destino, em cerca de 100 anos, que é idade já passada para se morrer, toda a humanidade estaria acabada, salvo um ou outro relutante em vias de deixar a vida resistindo ao fim óbvio, que sejam então 120 anos. Era esse o tempo que o homem ainda teria para terminar uma história que até o desvario mariano parecia eternamente interminável, mas não era. E agora, passados mais de 90 deles, eu, seu narrador, apresso-me a deixar esse relato ao limbo, visto que os leitores são já escassos e enxergam mal. Poucos acreditariam-me não fosse a constatação de andar-se à rua e não encontrar alma viva a perambular, restando poucas senhoras ainda em banheiros, que a uma dieta respeitável passam já a marca centenária e teimam em lá permanecer não fazendo a sua e as próximas vidas. O que ainda é pouco sabido, visto que os poucos sabedores já desabitaram esse lado da fábula sem questão de a história transmitir, é que Mara, dias antes de vir a falecer, deixou seu condenável gesto de lado para passar os últimos dias a caminhar pelos quintais de sua própria casa, talvez na tentativa de revigorar os pulmões após anos e anos a respirar o odor muito desagradável de que tem fama os banheiros. Se nunca sobre isso se falou, foi porque a nossa protagonista pediu às poucas testemunhas oculares que guardasse segredo sobre esse último e já mais compreensível gesto. Não queria passar por covarde, ou pessoa sem palavras. E foi assim...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; esteve recentemente em São Paulo carregando materiais para a filmagem de um certo &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://blogdeblindness.blogspot.com/" target="new"&gt;Blindness&lt;/a&gt;. Lá conheceu um senhor &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago" target="new"&gt;José&lt;/a&gt; que diz ter escrito a história daquele filme. O senhor respirava com dificuldades, mas foi capaz de contar essa história com uma vivacidade incrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7212885959216462021?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7212885959216462021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7212885959216462021&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7212885959216462021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7212885959216462021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/ensaio-sobre-ausncia.html' title='Ensaio sobre a ausência'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R33SotDYWyI/AAAAAAAAAQA/3ct2r7p-6bI/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4069793718713721249</id><published>2008-01-02T16:27:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.082-04:00</updated><title type='text'>Novos Projetos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 471px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s400/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150988495306119842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É isso aí! Ano novo, blog novo. Já está no ar o projeto coletivo &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://depositeideias.blogspot.com/" target="new"&gt;"Depósito de Idéias"&lt;/a&gt; (do qual faço parte)! Uma reunião de vários blogueiros de regiões diferentes do país, discutindo temas novos a cada dez dias. Para começar, a impressão de cada blogueiro sobre sua própria cidade. Uma maneira de conhecê-los, e começar a se acostumar com suas maneiras de escrever. Não deixe de visitar, clicando &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://depositeideias.blogspot.com/" target="new"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;PS.: Visitem também os blogs pessoais!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3wJ7NDYWtI/AAAAAAAAAPQ/rOPSlK3eaKQ/s1600-h/poeticas.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 477px; height: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3wJ7NDYWtI/AAAAAAAAAPQ/rOPSlK3eaKQ/s400/poeticas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151002986525776594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já está também no ar meu novo blog (de poesias): &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verboerima.blogspot.com/" target="new"&gt;Verbo e Rima&lt;/a&gt;. Não deixem de visitar. Poemas novos e reutilizados a partir da Comunidade "Toalha de Rosto" do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;orkut.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4069793718713721249?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4069793718713721249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4069793718713721249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4069793718713721249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4069793718713721249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/depsito-de-idias.html' title='Novos Projetos!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3v8vtDYWqI/AAAAAAAAAOw/FWTX3Tv-vQ8/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2323357705011652219</id><published>2007-12-25T21:40:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.296-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Desassossego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s1600-h/cartaz-large.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s200/cartaz-large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148097539934280178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este texto é impublicável, uma ofensa, qualquer coisa, não há flores para homenageá-lo. A sua ausência de nexo explica-se. Mas não é o autor quem fará isso. Seu autor é a tal ponto incoerente que ele (o texto) tende a afastar-se. A  miséria assola o escrito e o escritor. Ambos parecem ter o mesmo destino traçado. Um sofre pela ausência da lógica extra corpórea, pela derrocada de um mundo que nunca teve padrões, mas pareceu confortável por algum tempo. O outro sofre da falência do primeiro, que nasceu falido e descobriu-se assim no meio da vida. O escritor falseia, a mão vacila e nasce uma "história nenhuma". Que é a vida senão uma "história nenhuma"? A superação de um "não ser nada" posto acordado lá pelo meio da própria vivência? Quando se descobre que a vida faz menos sentido do que deveria, resta andar de mãos dadas, com outro sonhador menos  empolgado, mas ainda lúcido. Este texto é imperdoável. Sua paciência esgota-se e ele (o texto) ainda caminha torto. A culpa jamais foi do escritor, ou do escrito. A culpa é querer-se dar coerência à mais absurda criação: a vida. Nessas horas vale algo ser culpado e criminoso, faz da vida uma aventura anti-leis, os "desvarios". Que é a lei senão "desvarios coletivos". E é assim loucos que negamos a loucura alheia.  Perdoem por favor o artista, ele já bebeu a mesma insanidade do mundo. Nesse momento, o autor do texto já não pensa. A mão corre pelas teclas, a cabeça (perdida de há muito) dá os primeiros sinais de não saber exatamente o que fazer com a vida e as leis. Ela é como o texto, incoerente. Mas o que é a incoerência senão "vida" e "leis"? E que lei absurda é essa que nos garante, ao nascer, a certeza de que não poderemos viver para sempre? Esse texto é impugnável. Não deseja nada além da chance de existir. Como uma nova vida, num mundo de não-vidas. Não há o que refutar pois que não há regras. As leis se foram junto ao menor tino. É estranho: são loucas e lúcidas as leis, como é a vida, e a morte. Na verdade, se resta algo a dizer, o autor gostaria de não dizer nada. Não há palavras diante do absurdo. Diante dele abrimos a boca, pasmos, e desejamos não fazer parte da cadeia de incoerências   que se chama "lei", a vida. Mas o texto luta ainda. Mais uma linha, ou duas. Tudo bem, não há regras. E de "não-ditos" já estamos lotados, que são mais alguns? E continuem plantando flores. Elas serão úteis quando menos se quiser esperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2323357705011652219?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2323357705011652219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2323357705011652219&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2323357705011652219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2323357705011652219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/desassossego.html' title='Desassossego'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R3G3b9DYWfI/AAAAAAAAANU/4v0eZXxQObk/s72-c/cartaz-large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-3497494602147118272</id><published>2007-12-18T22:29:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.497-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Metade arrancada de mim.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s1600-h/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s200/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145511995391891938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;– Acabou. Eu tinha certeza de que não iria sobrar nada depois do primeiro beijo. Acabou. Só me esforcei para confirmar o que eu já sabia. A verdade é que eu não te amo. Nunca amei, mas isso você sabe... Bem... Eu sempre te disse, não foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Sim. Mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Era só desejo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Desejo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É. Desejo de provar pra mim mesmo que... Você sabe que eu sou egoísta. Queria provar pra mim que ainda não tinha perdido o jeito. Mas não vai além disso. Eu deveria ir mais um pouco. Te levar pra cama. Mas é perda de tempo. Eu já consegui. Não vou precisar chover no molhado. Te levar pra cama ou não, tanto faz. Mas levaria se eu quisesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Mas e se "eu" quisesse?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É claro que você quer. Por isso eu não preciso continuar, já te conquistei. E agora vem aquela coisa de jogar fora. Não é verdade. Não se joga fora o que não se tem. Eu não tenho você. Nem quero. Eu queria que você me desejasse, só pra me sentir bem. Enfim, não vou ficar aqui te magoando. Preciso resolver umas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Mas você não está me magoando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Tá vendo. É por isso que ninguém te valoriza. É por isso que eu não te valorizo. Se eu dissesse que era pra &lt;/span&gt;comer minha bosta você comeria.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– É porque eu gosto de você, porra! E...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Eu já sei que você gosta, esse é o motivo de eu não precisar mais de você. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;E não aumente o tom de voz. Eu não suporto histeria.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Já me convenci de que ainda posso, de que ainda faço o que tenho vontade. E ponho quem eu quiser pra comer na minha mão. Todo mundo fala lá no restaurante que você é o prato principal, o melhor, o que todo mundo quer mais ninguém tem. Grande merda. Agora tá aí. Pedindo pra ser embrulhado e levado pra casa. Credo. Não sei o que é pior: a sua cara de cão-sem-dono ou essa metáfora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;–&lt;/span&gt; &lt;span&gt;Eu poderia fazer você sair dessa vida medíocre. Eu poderia te fazer acreditar no amor. No fundo é isso. Eu te amo. Mas você tem medo de...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Você quer mesmo que eu continue conversando? Porque se quer, pára de falar besteira. Quer saber, já enjoei. Vou dar o fora daqui antes que você me peça em casamento e me prometa roupa lavada. Quanta idiotice. E fala pra sua mãe passar lá no restaurante pra pegar suas coisas, porque se eu tiver que olhar pra essa sua cara de novo, é capaz de eu não conseguir trabalhar. Aliás, muda essa sua cara, pelo amor de Deus. Ninguém mais acredita em homem bonzinho. Tchau Pedro, dá um beijo aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Lúcia, você é uma puta completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Benzinho... Pense nessas últimas semanas. Você vai ver que a puta aqui era outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Sua idiota. Você sabe que eu não ligo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;– Liga sim... Aliás, não me ligue, não. Por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, após várias decepções com uma Vanzinha Paulista, anda meio amargo. É provável que essa história tenha se dado com personagens invertidos. Mas só ele viu. O negócio é acreditar no que o nosso furgãozinho diz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-3497494602147118272?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/3497494602147118272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=3497494602147118272&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3497494602147118272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3497494602147118272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/acabou.html' title='Metade arrancada de mim.'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R2iH5dDYWeI/AAAAAAAAANM/pI5LdauazKc/s72-c/fim+de+semana+vermelhoPatrick+Parenteau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2772147423560972613</id><published>2007-12-17T07:37:00.000-04:00</published><updated>2008-01-17T01:11:04.062-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça: ilusão'/><title type='text'>Ilusão (Ato I, Cena I).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrem-se as cortinas, música alta tocando - sala típica (poltronas e carpete - os personagens andarão ao redor, mas não sentarão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Júlio (entrando pela direita, conversando sem olhar para trás, a música vai baixando, aos poucos, a voz ficando mais perceptível)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Não é tão simples quanto parece. (entra Sérgio pela mesma lateral) Fazer cinema é caro, é preciso captar muito dinheiro, convencer pessoas de que sua idéia é melhor que as duzentas outras idéias que elas recebem todo dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio (entrando e colocando-se a dois metros de Júlio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"O Governo costuma ajudar, todo filme tem o patrocínio da Petrobras e da Anvisa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (entre gargalhadas)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"É Ancine seu idiota! Anvisa é de Vigilância Sanitária! Acho que nem se fosse um filme de merda como o nosso, a gente ia ter patrocínio da Anvisa! Hahaha!. (Sérgio começa a rir). Tá vendo Sérgio? Se você não melhorar seu discurso a gente não consegue patrocínio nem com o Zé da desentupidora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Sérgio (esfregando o rosto, como tentando se recompor)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Ai... é tudo a mesma coisa. Ancine, Anvisa, Angina... O que a gente precisa é de indicação. E se a gente escrevesse um email? Sei lá... Pro Fernando Meireles? Aquela produtora dele é cheia de ajudar iniciante. Ele tem um &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://blogdeblindness.blogspot.com/" target="new"&gt;blog&lt;/a&gt;, lá deve ter os meios de contato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (olhando para um ponto futuro, pensativo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"A idéia não é má! Mas será que ele lê tudo que escrevem? Geralmente esses caras têm assessor até pra cagar!". Tudo bem. Vamos ver a Ana antes, ver o que ela acha disso, daí a gente vai jantar e manda esse email amanhã. Na janta, a gente pensa no que vai escrever. Você acha que vale a pena mandar uma cópia do Roteiro? Antes de registrá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Melhor não. Vai que esse email cai em mãos erradas e roubam nosso negócio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Júlio (Saindo por onde entrou, Sérgio vai na frente - Volta a música, agora bem alta , mal se ouve o que o Júlio diz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Certo. A gente combina uma reunião, se ele responder, é claro". (Sai)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2008/01/iluso-ato-i-cena-ii.html" target="new"&gt;Ato I, Cena II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; esteve um tempo em São Paulo. Lá, conheceu dois rapazes muito estranhos, Sérgio e Júlio. A história deles parece engraçada de se contar. Além disso, pôde voltar a Marília e bater um papo com o Vinicius, um rapaz que só pensa em  &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://larosquinha.blogspot.com/" target="new"&gt;Sexo, Rosquinhas e Rock and Roll.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2772147423560972613?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2772147423560972613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2772147423560972613&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2772147423560972613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2772147423560972613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/iluso-ato-i-cena-i.html' title='Ilusão (Ato I, Cena I).'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-6611308442419135191</id><published>2007-12-09T07:59:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:28.774-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Déjà vu!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s1600-h/elvis_clash.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s200/elvis_clash.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141989943832384914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os movimentos cíclicos da mídia visual ficam mais perceptíveis quando o fim de ano se aproxima. O mesmo raciocínio vale até o carnaval. Não parece haver qualquer relação cósmica com a adoção do horário de verão, mas poderia. No período entre  novembro e março, a televisão assume postura típica à do jovem contemporâneo que ela ajuda a "emburrecer", ou seja, "copiar e colar". Nesse sentido, fica impossível criticar nossos estudantes que "criam(?)" conhecimento a partir de uma séria de reproduções dos discursos alheios - muitas vezes imprecisos, falhos,  incoerentes - encontrados através da internet. Nos produtos televisivos, dá-se algo parecido; os programas de variedades, os esportivos, as telenovelas deflagram um processo de repetição dos mesmo conteúdos, com a diferença de que aqui, cada passo na mimese é pensado nos detalhes, algo que estudantes menos experientes ainda não aprenderam a fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo clássico, cansativo pois infame, são as reportagens relativas ao desespero de jovens próximos ao vestibular. Todos os anos consultam-se psicólogos, professores, nutricionistas, que acabam versando sobre os mesmo assuntos: "não estude na véspera", "beba água e coma coisas leves", "procure pensar em coisas positivas". Vou gravar uma reportagem dessas e passar para os meus alunos. Mas a esperança de que eles aprendam algo vai se diluir quando aparecer o primeiro "ponto material que viaja no vácuo com velocidade uniformemente acelerada"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também são comuns as discussões acerca do trabalho alternativo, dos contratos trimestrais que as empresas assinam para suprir a maior carga demandada no  período de festas. Todo fim de ano descobriremos que o dono da montadora de veículos venderá 30% a mais no natal. Todo ano veremos que ele precisará de 30 novos colaboradores. Todo ano saberemos que o sonho desses colaboradores é ser efetivado no cargo. Todo ano veremos o desemprego subir novamente em janeiro, após uma falso período de economia aquecida - inclusive com ajuda da velhinha que coleciona bonecos de papai noel, ou da costureira que descobriu um jeito bonitinho de fazer árvores de natal com retalhos coloridos, e pode aumentar a renda da família nesse fim de ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que mais me incomoda ainda são as reportagens do Globo Esporte sobre os casos-exemplo de superação que disputarão a Corrida de São Silvestre no último dia do ano. Não há valor didático ou informativo em saber que um senhor tentará completar a prova após ter tido quatro derrames (e os 30 anos bebendo e fumando são agora esquecidos). Não há utilidade em descobrir que um ex-catador de lixo agora tem uma condição minimamente mais justa graças ao esporte - porque as oportunidades não são para todos. Não se deve dar a essas pessoas a responsabilidade de exemplificar o brasileiro médio, batalhador, esperançoso. Esse trabalho deveria justamente partir dos donos do poder, eles sim são responsáveis. São os culpados por organizar um mundo sem valores (em que o álcool vira fuga). Culpados por não dar oportunidades dignas para se praticar esporte a todos os cidadãos. Culpados por construir uma sociedade em que catar lixo é um exemplo decadente da dissolução do gênero humano, quando não é corretamente  informado e construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito assim, seria de se supor que o mais correto é repetir as mesmas reportagens, pois não faria diferença nenhuma. Por que não reprisar as mesmas entrevistas citadas acima todos os anos? Afinal, são todas iguais. De fato seria mais honesto. Porém, numa sociedade de consumo deturpada, em que a "massa" já se contaminou, e da qual é praticamente impossível se libertar, as pessoas não ligam em ser enganadas. Querem apenas um mínimo de sensação de conforto, ainda que forjada pelos dominantes como forma de controle. Não ligam em ser enganados, e, caso fossem obrigados a assistir à mesma cena todo fim de ano, talvez até se revoltariam. "Porque eles podem me enganar, doutor! Desde que eu não perceba".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-6611308442419135191?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/6611308442419135191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=6611308442419135191&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6611308442419135191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6611308442419135191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/dj-vu.html' title='Déjà vu!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R1wEnEjClZI/AAAAAAAAAMg/-gOSBXVwprA/s72-c/elvis_clash.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2170484753631626004</id><published>2007-12-03T20:51:00.000-04:00</published><updated>2007-12-04T15:09:07.019-04:00</updated><title type='text'>Celebridades via Web 2,0</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os blogueiros Frederico e Rodrigo do &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://www.jacarebanguela.com.br/" target="new"&gt;Jacaré Banguela&lt;/a&gt; acabam de produzir um excelente documentário sobre a influência da Internet na criação de celebridades instantâneas. Ótimas entrevistas com Sociólogos, Blogueiros e novos famosos ajudam a contar um pouco sobre o sucesso estrondoso e peculiar produzido pela Web 2.0. São ótimos 25 minutos que valem muito a pena serem vistos. Uma chance de conhecer os meandros do meio de comunicação mais "democrático" da história. Para assistir, clique &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://xpock.com.br/?p=1663" target="new"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou na imagem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://xpock.com.br/?p=1663" target="new"&gt;&lt;img src="http://www.jacarebanguela.com.br/arquivos/celebres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2170484753631626004?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2170484753631626004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2170484753631626004&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2170484753631626004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2170484753631626004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/12/celebridas-via-web-20.html' title='Celebridades via Web 2,0'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1132349359695216341</id><published>2007-11-29T21:57:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.085-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Micro-cosmos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s1600-h/ShortCutsSE.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s200/ShortCutsSE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142652579976746402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lúcia era uma garota &lt;span&gt;bonita&lt;/span&gt;, ainda que não se admirasse. Mas precisava encontrar-se. Sentada na varanda, aos pés do avô, questionava:&lt;br /&gt;– Vô! É verdade que minha mãe morreu sem dizer quem era meu pai?&lt;br /&gt;– Sim, Lúcia. Por mais que eu insistisse, ela sempre dizia que não sabia.&lt;br /&gt;– Ele devia ser bonito, né?&lt;br /&gt;– A julgar pela sua cara e a feiúra da sua mãe, com certeza...&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante a &lt;span&gt;ingenuidade&lt;/span&gt; do Marcelo. Dia desses,  escutando  música na sala, toca o telefone:&lt;br /&gt;– Alô!&lt;br /&gt;– Alô! Maria Amélia é esse telefone mesmo?&lt;br /&gt;– Sim... É minha mãe...&lt;br /&gt;– Ah! Certo... quem está falando?&lt;br /&gt;– É o filho dela, ué!&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não me ama!&lt;br /&gt;– Claro que amo... Pare com isso...&lt;br /&gt;– Mentira. Eu vi o que você fez com a Salete... Pensa que eu sou cega?&lt;br /&gt;– O que eu fiz?&lt;br /&gt;– Acha que eu sou boba?&lt;br /&gt;– Não... Só não sei o que foi que você viu.&lt;br /&gt;– Você ama a Salete... Eu sei! Você só tem olhos para ela!&lt;br /&gt;– Para de se compara com sua irmã! Ela precisava comprar um presente pro namorado. Toma filha! Pega esse maldito cartão e some daqu!&lt;br /&gt;– Brigada Pai, você é demais... Te amo.&lt;br /&gt;– Sei, sei.. Também te amo Giquinha.&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pega coxa e sobre-coxa!&lt;br /&gt;– Claro! Alguma vez você me viu escolher outra coisa?&lt;br /&gt;– Vai que você resolve levar peito dessa vez...&lt;br /&gt;– Eu sei que você não come peito.&lt;br /&gt;– Então compra coxa e sobre-coxa...&lt;br /&gt;– Já peguei! Agora para de falar se não eu vou lá e troco por peito...&lt;br /&gt;– Mas eu não gosto de peito!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1132349359695216341?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1132349359695216341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1132349359695216341&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1132349359695216341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1132349359695216341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/micro-cosmos.html' title='Micro-cosmos'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R15fRkjClaI/AAAAAAAAAMo/wE95n3sS7dA/s72-c/ShortCutsSE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2410785248818892735</id><published>2007-11-23T14:29:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.273-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Das possibilidades...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s1600-h/passaro2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s200/passaro2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136106041722519282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todos estes que aí estão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eles passarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu passarinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Mário Quintana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A –&lt;/span&gt; Começa às cinco e meia. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Não. Já disse que não embarco nessa outra vez.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Reacionário!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Que diferença te faz minha participação? Não seria melhor gastar energia procurando meios de defender seu ponto de vista lá na assembléia? Vá! Deixe-me e gaste seu tempo como quiser. A mim, convém continuar aqui. Tenho a impressão de que meus dilemas hoje se resolvem na voz do Quintana.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Sim? Aí está algo que me agradaria entender...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B –&lt;/span&gt; Não percebeu ainda? Logo você, “entusiasta” do saber crítico. Lembra-se da última assembléia? Não viu o resultado prático? O que aquelas vozes todas em uníssono apregoavam era um “não” único e inquestionável. Houve acaso diálogo sincero? – Olha pra mim! Foi você quem começou! Agora escuta! – Lembra ou não? Uma torrente de revolta canalizada em “braços dados” valha-me Deus! Quase nada de debate, e um exagero de palavras de ordem que minavam qualquer tentativa de posicionamento pessoal. Sob o risco de não comparecer e ser obrigado a ouvir, depois, pessoas como você tachando-me reacionário, como fazem sempre, fui àquela assembléia. Certo é que perdi um tempo precioso na busca de respostas. Mas valeria ter aqui ficado, ouvindo o que a poética tinha a dizer. E tem muito! Por que não experimenta um “Alberto Caeiro” de vez em quando? Ele tem respostas que nem o mais sedento “perguntante” busca. Te ajudaria a entender esse mundo degradado em que a gente vive...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Não te valeu estar a par dos problemas que assolam a Universidade? Não te parece válido que jovens levantem a bunda da cama que a mamãe comprou pra tentar resolver um problema que também é seu, enquanto você fica aí, perdido em “filosofia rimada”? Sou capaz de acreditar que você adora o estabelecido? Burguesinho medíocre. É por filhinhos-de-papai como você que o movimento continua lutando. Você deveria aprender com a gente? Se não fossem as incontáveis porradas na cabeça que estudantes vêm levando desde os anos 60, talvez você nem pudesse estar aqui, dizendo asneiras?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Tolo... Não é a luta que me desagrada. Há muito de verdadeiro e honesto em tudo isso. Mas a verdade e a honestidade são, a todo o momento, bloqueadas pela voz do grupo. Creio na opinião como creio na estética. Mas há de fato opinião? É possível que dizeres particulares encontrem voz no meio do “movimento”? O que me desagrada é saber que estudantes são transformados em massa de manobra para que uma meia dúzia de pretensos revolucionários ascenda ao poder que tanto critica. Não sou eu que vou levantar minha mão em nome de uma escalada que não é a minha.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Você poderia deixá-la abaixada! E convencer outros alienados como você a fazer o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B –&lt;/span&gt; Não banque o ignorante, você é melhor que isso. Acaso é alienação toda essa nossa discussão? Não vou, nem faço questão de criar seguidores. Não sou dono da verdade. Mas, a minha me basta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Não vê a contradição em que se coloca? Você questiona e critica o movimento. Mas não opina em contrário. Goza as melhorias que os estudantes conquistaram, enquanto critica o trabalho deles. Se te desagrada o nosso projeto, porque não propõe algo novo? É de vozes “críticas” como a sua que o movimento estudantil precisa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;Vou fingir que não percebi a ironia das suas palavras...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A – &lt;/span&gt;Vá! Diga a todos o que tem me repetido aqui – me parece que você nem tem certeza disso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B – &lt;/span&gt;E quem disse que é de certezas que precisamos? A certeza é o fim do debate! Coisa que não se vê nessas assembléias. Você fala em contradição. É óbvio que é contraditório. Na nossa sociedade, parece que a liberdade só se constrói sendo “reacionário” ou “revolucionário”. Ser “ário” nenhum, ou ser tantos outros, não seria uma liberdade mais real, embora menos palpável? Você fala em defesa da liberdade como “fim” máximo e absoluto da disputa estudantil, e sequer me dá o direito de escolher ficar aqui em casa, libertando-me por vias outras, que não as de sempre. É contraditório porque estamos embebidos na necessidade das respostas prontas. Qual é o problema em não ter respostas prontas? Qual é o problema em libertar-se pelo vôo solo, pela não-resposta? Problema algum, a mim parece... E se há problema, não é menos triste que a eterna obrigação de escolher sempre entre o “sim” e o “não”. Lembra daquela quadrinha do Quintana que eu escrevi lá no muro do quintal? Vai menino, vai “passar” com os outros, eu já “passarinho”, e nem sei se me liberto mais... Bom, talvez...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, em suas viagens, passou por várias cidades universitárias. Em todas elas, deveria ter presenciado diálogos muito parecidos com esse, com variações apenas no sotaque. Mas não presenciou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2410785248818892735?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2410785248818892735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2410785248818892735&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2410785248818892735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2410785248818892735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/das-possibilidades.html' title='Das possibilidades...'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/R0cdO5GbvvI/AAAAAAAAAKs/F3s0JIkLQAw/s72-c/passaro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-5514692608892304491</id><published>2007-11-20T21:36:00.004-04:00</published><updated>2008-03-30T22:37:29.818-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Top-Top</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou de reclamar de minhas atribulações. Mas é natural que, dando aula em quatro colégios e fazendo faculdade, tempo não seja artigo abundante. Ocorre que, no fim de Novembro, acumulam-se: reuniões pedagógicas, redações, trabalhos, semanas de provas, aulas de revisão, além de provas, trabalhos e seminários na faculdade. Está difícil parar para pensar no que escrever. Então, como sei que sempre aparece alguém aqui, resolvi postar algo diferente - para mim, não para os blogs em geral. Sempre fui viciado em Listas, mas nunca fiz. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TOP10 - Cenas que não canso de rever:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Magnólia - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wise Up&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Quando todos os personagens interrompem as próprias histórias para um desabafo coletivo que vai além da simples quebra de verossimilhança. Um dos inúmeros motivos que tornam esse o maior filme de minha vida (1999 - Paul T. Anderson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Volta para o Futuro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Johnny B. Good&lt;/span&gt;: Ponto alto do primeiro filme da trilogia mais gostosa e viciante da história do cinema. Marty enfim faz sucesso com uma guitarra na mão. Ou não! Para quem entende inglês, ainda há tiradas ótimas (1985 - Robert Zeminsky).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/01aN4AEB6GE&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/01aN4AEB6GE&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. O Iluminado - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O carrinho pelos corredores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Montagem e direção simplesmente implacáveis, em uma cena macabra com o final avassalador. Ainda hoje sufocante e assustadora (1980 - Stanley Kubrick).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aG5X8xvL2_k&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aG5X8xvL2_k&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Psicose - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cena do Chuveiro&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; A maior aula prática de como se criar uma cena de suspense memorável. Trilha sonora, edição ágil, o assassino sempre nas sombras. Presente de um Deus do cinema (1960 - Alfred &lt;span style=""&gt;Hitchcock&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HAgGotH7R-8&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HAgGotH7R-8&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Scarface - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diga alô pro meu amiguinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Um resumo de tudo o que foi feito - e de tudo o que seria feito - em termos de filmes de Gângster descentes (1983 - Brian de Palma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8Gy-Cq75BWY&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8Gy-Cq75BWY&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Pulp Fiction - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You never can tell&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Um lado humano, mas não menos despudorado, de um gângster. Sacada de gênio, completada pela ótima trilha sonora e a volta triunfal do eterno rei da disco, John Travolta (1993 - Quentin Tarantino). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=OmAWUxw5PQE" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Grande Ditador - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O discurso cômico&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Tão bom quanto o discurso final proferido pelo barbeiro, aqui temos Hynkel falando ao povo da Tomânia. Hilária cena carregada de sagazes críticas aos totalitarismos da primeira metade do século (1941 - Charles Chaplin). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=C4nV7qTJlOI" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Blow UP - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tênis sem bola&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Como rebater toda a melancolia humana, a difícil inclusão no tempo/espaço social e a falta de valores que assola os jovens? Tudo isso sem ser piegas? A resposta pela arte, o jogo de máscaras (1967 - Michelangelo Antonioni). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=PL-TWUaj2Mc" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Exterminador do Futuro - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;T1000 no chão quadriculado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Quem foi jovem no início dos anos 90 com certeza ainda se arrepia com essa cena, entre tantas outras espetaculares. Efeitos especiais incríveis, quebrando paradigmas cinematográficos (1991 - James Cameron). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=Ry2ZvOuRdrE" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Os Saltimbancos Trapalhões - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hollywood:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  Performance hilariante desse grupo de comediantes que marcaram o cinema e a televisão brasileira. Trilha sonora de Chico Buarque e uma Lucinha Lins inspirada (1981 - J. B. Tanko). &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://br.youtube.com/watch?v=YHJKA8MjK7w" target="new"&gt;Assista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez eu retorne com outras listas no futuro. Por enquanto é só matador-de-tempo e   atualizador-de-blog. O fato de haver canções do Chuck Berry como fundo de duas das cenas não é mera coincidência.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-5514692608892304491?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/5514692608892304491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=5514692608892304491&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5514692608892304491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5514692608892304491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/top-top.html' title='Top-Top'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7980513814553229387</id><published>2007-11-14T17:45:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.447-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Enlacemos as mãos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s1600-h/foto_pai.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s200/foto_pai.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132825344313298786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lembro de estar sentando na calçada, esperando minha vez e, ao ouvir a moto de meu pai se aproximando, correr para o meio da rua, antes que ele pudesse perceber. Gritava ao garoto com a bola que a me entregasse urgente. Dominava-a desajeitado e corria em direção ao gol. Meus amigos jamais se opuseram a que eu passasse por todos eles sem qualquer resistência. Com meu pai já próximo, eu chutava e o goleiro fingia um movimento espalhafatoso parecendo tentar defender. Gol feito e eu, tomando o cuidado de observar se meu pai via a cena, corria comemorando: "É de Pelé!". E ele respondia antes de desligar a moto que eu continuasse assim, mostrasse a eles, meus cúmplices, veja só! Nenhum deles &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;– nem &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;um de seus pais, sabedores da trama &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;– se atrevia a dizer algo. Carência não se explica, mas dela se sente pena. Meu pai era um homem ocupado, algo que eu me negava a entender. Assim eu dizia aos que questionavam sua eterna ausência. Não aparecia sequer para meu futebol de rua nos domingos de tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Estive a considerar essa história. Risquei-lhe os traços cômicos, amigo. Para a tragédia as pessoas dão o devido valor. Não poderia minha história ser tachada brincadeira. Conto-lhe ainda comovido. Mas não me atrevo a interpretá-la. O que eu queria afinal com aquela encenação? Sabia de antemão o resultado, um grito de longe que já de há muito nem sequer arrepiava meu coraçãozinho. No entanto, eu martelava a mesma farsa dia após dia. Em vão. Tinha cinco, ou seis anos apenas. Incrível como o tempo demora a passar quando ele nos erra! E eu estou aqui: Doutor César Augusto, quem diria? Toda a minha juventude a mesma mentira. Respostas não tenho, não vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Meu pai morreu há dois anos. Teve, ao menos, tempo para conhecer meu filho. Meu filho. Esse não sofrerá como eu. Não é justo. Quando se aprende a levantar, é preciso ajudar outros caídos. Sei que sim. Se eu puder, meu filho jamais cairá, não naquela intriga, naquela falácia, aquela euforia emprestada que eu me esforcei para chamar de infância feliz. Olha, talvez você jamais entenda isso, esse seu coração... O meu carecia de um "bater" que não era dele. Por isso sinto falta daquela rua, lá tive verdadeiros amigos, que, sem saber o porquê, tentavam dar-me vida. Como eu gostaria que esse seu coração   pudesse bater forte como o motor daquela moto que eu esperava aflito, mas está você aí... Se tudo der certo, prometo visitar você, levarei meu filho, jogaremos bola e teremos vida. Mas me dê licença agora, que meu celular está tocando. Veja só, é minha esposa. Ela deve estar preocupada, afinal, estou a mais de trinta horas aqui nesse hospital. Vou chamar a enfermeira para te acompanhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Lerdo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ouviu esse monólogo quando visitava crianças em um hospital de Florianópolis. Soube de um médico que conversava com os pacientes do pós-operatório, quis conhecê-lo. Mas o médico precisou voltar correndo para casa. Seu filho havia sido campeão no futebol e queria comemorar com toda a família. Nosso furgão ficou ainda algum tempo com o rapaz que escutou toda a história. Era filho único. Seu coração reagia bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7980513814553229387?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7980513814553229387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7980513814553229387&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7980513814553229387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7980513814553229387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/lembro-de-estar-sentando-na-calada.html' title='Enlacemos as mãos'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rzt1dK3qj2I/AAAAAAAAAKE/7g1p4F24yuM/s72-c/foto_pai.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8627650444824664059</id><published>2007-11-07T19:52:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.716-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Desembocadura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RzJapOtEWsI/AAAAAAAAAJ8/OKe0yg5SPYg/s1600-h/tunel16_3n.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RzJapOtEWsI/AAAAAAAAAJ8/OKe0yg5SPYg/s200/tunel16_3n.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130262589896678082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se ele soubesse o estrago que a bala fez, não perderia tempo pensando tantas besteira. Que grande maçada! Foi dar ouvidos ao Cosme.  Aquele vagabundo não consegue nem se fuder sozinho. Tinha que levá-lo de gaiato? Tinha que aparecer logo agora que Maria deu que queria uma geladeira? Para que geladeira? Não têm nada para pôr dentro. E odeia água gelada, porque dói o dente. Mas compensava o filho que Maria sonhava em ter. Cosme desgraçado! Nos segundos entre o disparo e a completa escuridão, só conseguia pensar no que não realizou. Não deu filho para Maria. Nem geladeira. Que nome teria? Não era hora de pensar nisso. Também, se tivesse um filho, a coitada hoje ia ser mãe solteira. E feia daquele jeito, com um moleque embaixo da saia, não arrumava outro pra dar teto. Mulher, quando o homem fecha, abre o olho. E esse soldado que não parava de olhar para ele? Até parece que não matou um corno sequer na vida! Ele também seria macho com uma pistola daquela na mão. Atrás de arma, até cachorro dá por boi. Fosse estourar a testa de outro e  lhe deixasse agonizar no chão quente. Assim ao menos estaria livre para pensar nas idiotices que o levaram àquela posição humilhante, travando o trânsito, viuvando Maria, sujando a rua. O que Maria ia dizer de tudo isso? Na certa ia condená-lo por não abandonar de vez a companhia do Cosme. Malandro que é malandro sabe bem a hora de se fingir de santo. Não podia ter dado essa mancada. Não agora que estava a ponto de largar tudo a aceitar aquela mão do Marinho. O Marinho no dia seguinte já estaria procurando outro. E ele ali, tendo que ser carregado para vala de indigente. Ia ser carregador, ia ser gente. Mas agora, estava ali pensado na desgraçada da Maria. Para onde a Maria ia? A mãe ficou em Minas. A louca da irmã está presa. Era um idiota. No chão, morto, enterrado sem dente inteiro, mulher sem saúde e pensão. Na certa ia fazer dó no Diabo. Diabo de malandro é malandro mole. Cosme seu infeliz! Viu o que você fez para ele? Quando se pensa demais, morrer é demorado. É hora de ele fechar os olhos, é hora de ele esquecer que Maria estava viva. É hora de ele esquecer que existiu. E o infeliz do Cosme escapando pelo muro do beco. Diabo ligeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lerdo&lt;/span&gt; vinha descendo a BR153 para deixar carne-de-sol no porto de Itajaí. Já não via a hora de chegar e dar um mergulho. Foi quando um moço de Curitiba pediu carona e começou a choramingar essa história. Ele achou bem confusa a coisa toda. O furgãozinho ainda não se acostumou com esse jeito trágico que os curitibanos vêm cultivando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8627650444824664059?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8627650444824664059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8627650444824664059&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8627650444824664059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8627650444824664059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/desembocadura.html' title='Desembocadura'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RzJapOtEWsI/AAAAAAAAAJ8/OKe0yg5SPYg/s72-c/tunel16_3n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-803327838206155085</id><published>2007-11-03T13:46:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:29.881-04:00</updated><title type='text'>Bloga Bonito!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Ryy-AdrHyCI/AAAAAAAAAI8/qy5031CvGls/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128682990842923042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 123px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Ryy-AdrHyCI/AAAAAAAAAI8/qy5031CvGls/s200/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As alterações na cara desse blog são de responsabilidade da esfuziante &lt;a style="COLOR: rgb(46,139,87)" href="http://improficuo.blogspot.com/" target="new"&gt;Anna Flávia&lt;/a&gt;. Um anjo que mora lá em cima (Em Pernambuco mesmo, não no céu). Larga tudo e vem-se embora menina!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Lerdo&lt;/span&gt;: "Ah! Zé(d's)... se você soubesse como esse canto do país é bom... você não chamava a moça pra São Paulo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Zé(d's)&lt;/span&gt;: "Cala a boca, Furgãozinho metido a besta! Não atrapalha! Vá atrás da manteiga de garrafa que até agora você não comprou!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-803327838206155085?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/803327838206155085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=803327838206155085&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/803327838206155085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/803327838206155085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/dona-do-jogo.html' title='Bloga Bonito!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Ryy-AdrHyCI/AAAAAAAAAI8/qy5031CvGls/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-8877134304201238968</id><published>2007-11-03T03:03:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.006-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Capítulo XIV: Vidas Semi-úmidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rywg4NrHx9I/AAAAAAAAAIQ/EuuK-4k8fcg/s1600-h/retirantesgg.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rywg4NrHx9I/AAAAAAAAAIQ/EuuK-4k8fcg/s200/retirantesgg.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128510225783441362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fabiano chegou a São Paulo carregando no ventre Vitória uma história. História cheia de comida, água e luz. Sinhá Vitória comemora a derrota do nordestino. Porque o gaúcho ainda brinca? Então é por isso que se desce o sertão? Humilha-se uma família por tão nada? Beijou a mão de um destino que não escolheu. O menino mais novo tossiu de falta de ar. O menino mais velho deu risada da puta na esquina. Então é assim que se ganha a vida no sul? Porque São Paulo é o sul do retirante. O mais frio sul possível. Fabiano quis chorar, sentiu falta da Baleia. A Baleia carregava preás na memória enquanto vivente, ele nem isso. O céu da Baleia era mais paraíso que a Praça da Sé. E a fé se foi emborando... emborando... até que emborou pra sempre... embora não fosse fé o que se buscava aqui, Fabiano dela precisava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Soldado Amarelo virou cinza, a fuga virou escape, a areia virou concreto, mas a vida ainda era a mesma caatinga. Fabiano quis falar, mas não falou, não era bom com palavras. Então se condena um homem ao sul mesquinho por tão pouco? Então o sul é um São Paulo sem dono? Quem vai nos pôr no lugar? O menino mais velho viu uma &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://saopaulopt.cowparade.com/" target="new"&gt;vaquinha colorida&lt;/a&gt; na calçada. Há tempos não via uma tão gorda, o sino não tocava. Moleques de sapato colorido. O menino mais novo dormia e acordava pra comer o que não se tinha. O Soldado Cinza veio expulsá-los. Sinhá Vitória estava vencida. Venceu o sul, o sal de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a fuga é só mais um nome que se dá ao desespero de não se pertencer ao que te é lar por direito. O Nordeste pode ser bonito. Feio é não querê-lo, como não o quis, por alienação comprada, os fabianos, as baleias, as sinhás vitórias, os meninos velhos e novos que aportaram num sul que morre da desesperançosa esperança infundada. Dorme sob a ponte, para acordar sob o mesmo céu de garoa. Sem reclamar. Então é isso que um sertanejo vem fazer aqui? Se soubesse lá ficava. Para amar o que é meu, e dele tirar proveito. Ah, vida que só é vida nos calcanhares dos outros. De ti não se quer nem as mais repetitivas bem-aventuranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lerdo&lt;/span&gt; acaba de passar pelo sertão das Alagoas. Lá descobriu um velhinho chamado Graciliano. Foi esse senhor simpático quem ditou essa história para nosso querido furgão. Pediu para que espalhássemos por aqui que o sertanejo continua retirando... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lerdo&lt;/span&gt; ainda não sabe, mas conheceu um &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp" target="new"&gt;santo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-8877134304201238968?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/8877134304201238968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=8877134304201238968&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8877134304201238968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/8877134304201238968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/11/cap-xiv-vidas-semi-midas.html' title='Capítulo XIV: Vidas Semi-úmidas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rywg4NrHx9I/AAAAAAAAAIQ/EuuK-4k8fcg/s72-c/retirantesgg.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-308674748697513065</id><published>2007-10-26T17:21:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.187-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Revolta ou Servidão?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RyJfHdrHx7I/AAAAAAAAAIA/yWsS6SFKBlI/s1600-h/torture33uv7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RyJfHdrHx7I/AAAAAAAAAIA/yWsS6SFKBlI/s200/torture33uv7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125763907730261938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“O Homem, que, nesta terra miserável, / Mora entre feras, sente inevitável / Necessidade de também ser fera” (Versos Íntimos, 1912). Quando, no início do século XX, Augusto dos Anjos alertou para essa peculiar condição humana – a de que o contato interpessoal gera um impulso quase sempre irracional do indivíduo em direção aos mesmos raciocínios(?) e atitudes de outrem –, ele pouco se importava qual a qualidade atribuída a essa “fera”, ou seja, pouco lhe cabia discutir se a fera seria aquela que, atrás das grades da jaula, expõe-se à visitação e observação (dominada, portanto), ou se aquela que, muitas vezes sem mesmo saber o porquê, passa as tardes de domingo a observar (de uma posição dominante) as feras presas. As do primeiro tipo, ao menor rugido insatisfeito, recebem uma quantidade ínfima de “carinho” e alimento, para que continuem a servir sem reclamar por mais algum tempo. As dos segundo, ao oferecer “conforto/pagamento” diário, garantem que a subordinação se perpetue.  As metáforas empregadas pretendem dar conta das duas classes sociais às quais Marx atribui responsabilidade pelo movimento perpétuo da história capitalista: o burguês e o proletário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O burguês, que assiste bestificado o trabalho do outros, não mostra possuir consciência do estado em que se encontra. Ao realizar os mesmos caminhos daqueles que o precederam e dos que ele precede, não parece estar preocupado com as escolhas que lhe são impostas. Instrumento de uma Racionalidade prática, incapaz de traçar o próprio caminho, sente-se feliz. Ocorre, no entanto, que essa felicidade aparente é, como tudo o que possui, comprada, indicada, recomendada pela coletividade em que se inseriu ao sentir aquela “inevitável necessidade de também ser fera”. No caso do operário a situação não parece andar diferente. Estando também servindo a uma lógica instrumental, na condição de mais um instrumento, o indivíduo parece ignorar o estado de dominação que o abate, ou os estados de dominação, quais sejam: a relação com o patrão, e a relação com uma sociedade instrumentalizada, com uma racionalidade que visa a fins instantâneos (de prazer?), como forma de reprodução do ideal capitalista, superior ao indivíduo. Como se vê, a única coisa que parece diferenciar os dois grupos é o poderio financeiro que cada um possui para comprar sua dose de entusiasmo, de felicidade forjada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do apagamento da esfera individual, na atual sociedade todos sentem – dominadores e dominados, na terminologia Marxista – o mesmo impulso a bestificar-se (assim nos lembra Augusto dos Anjos). Desaparece o poder de escolha, dissolve-se o EU em nome de um NÓS que rapidamente é ELE, ao qual todos se devem unir. “ELE”, aqui, representado por qualquer instância responsável por diluir, na prerrogativa do convencionalismo e da instituição como regra, o poder de escolha daquele EU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas são as questões a se discutir. A primeira é quanto à necessidade de um questionamento íntimo, um pensar verdadeiramente transgressor, transcendente, emancipador, mas, sobre isso falo no último parágrafo. O segundo é justamente o que diz respeito à capacidade das convenções, dos papéis sociais, de minar a opção pessoal. Na contramão dessa tendência, é bastante atraente a figura de “Mersault”, o herói absurdo do romance O Estrangeiro de Albert Camus. Diante da sociedade contemporânea e de seus ícones, o jovem parece abster-se à necessidade incessante de escolher, de ser também fera, de aliar-se a essa ou aquela regra social. Não é alienação, mas raciocínio crítico, crença na própria capacidade de pensar o mundo e a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar! Essa talvez seja a resposta. O questionamento interior, aquela “extenuante pergunta íntima”. Mas é difícil se questionar. Eu disse certa vez, aqui mesmo: "Cada nova exigência de concentração é um passo rumo à completa incapacidade em se concentrar". Eis a crise real. E o pensamento como práxis política passa a ser mais uma utopia de um mundo de utopias. Quando não são utopias, são conclusões dadas, não menos prejudiciais. E por esse motivo Álvaro de Campos se revolta: “Não! Não quero nada! / Já disse que não quero nada / Não me venham com conclusões / A única conclusão é morrer” (Lisbon Revisited, 1923). Morrer ou Raciocinar, aquilo que mais convier aos corações enfurecidos e não submetidos, ainda, aos desmandos coletivos. Se o José, de Drummond, pudesse ver dessa maneira, gritaria, gemeria, tocaria, dormiria, cansaria e, enfim, morreria bem; “Mas você não morre, / Você é duro José”. Quanta falta te faz um bom papo de esquina com Mersault. Não para ser como ele, pois que não te faria sentido, mas para ver que “tanto faz” é revolta. Muitas vezes a revolta do possível, a livre, a real exaltação do EU.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-308674748697513065?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/308674748697513065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=308674748697513065&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/308674748697513065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/308674748697513065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/revolta-ou-servido.html' title='Revolta ou Servidão?'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RyJfHdrHx7I/AAAAAAAAAIA/yWsS6SFKBlI/s72-c/torture33uv7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-5389025771411497932</id><published>2007-10-22T22:21:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.370-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Antigando a vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rx1hEE7jVOI/AAAAAAAAAHU/IEIIq9NtY6U/s1600-h/RelogioAntigo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rx1hEE7jVOI/AAAAAAAAAHU/IEIIq9NtY6U/s200/RelogioAntigo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124358673688384738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Viver é passar. É, seu moço. Minha história vai cambaleando, cambaleando, devagar descendo, devagar descendo... E quando estiver descida de todo, eu decido dar fim, seu moço. As formigas trabalhando e minha vida não faz sentido. Aeromoça viajando e minha vida não faz sentido. "José" bebendo na esquina e minha vida não faz sentido, seu moço. Se eu bebo, se eu viajo, se eu trabalho, seu moço, é pra dizer lá em casa que não ando à toa. E eu ando, seu moço. Dizem que esse negócio de eu falar com coisa é porque tô ficando doido. E o senhor é coisa. Mas me diga, seu moço: faz sentido fazer miséria assim de um pobre lacaio como eu? Faz sentido, seu moço? Miséria? Responde não, seu moço. Eu queria acordar longe da vida, passear na estrada longe da vida. Longe da vida, em boa hora, cruz na linha da mão, resposta confusa, rádio, porta e farol, seu moço. Minha crise ia ter desculpa. Me desculpe, mas tem desculpa , seu moço? Tem não, seu moço. Minha vida ia ser estúpida, mas eu ia me dar muito bem com isso. Porque no fundo, seu moço, nós somos todos estúpidos. A vida é música ruim, seu moço. Música de igreja mesmo. Ruim. O senhor me perdoe, mas  hoje eu tô triste por demais. Minha filha amanheceu com saúde, mas continua com aquele negócio de que não gosto dela. Faz razão, seu moço? Faz não, seu moço. Eu amo aquela menina. Não fosse ela ainda tá sendo gente, eu já teria me matado. O problema é que a gente não se conforma. Outro dia mesmo eu apaguei a vela com cuspe. Eu sabia que não queimava o dedo. Mas eu não tinha nada pra fazer, seu moço. O senhor tinha? Tinha não, seu moço. O senhor sabe como é. A vida é não ter nada pra fazer. Nada do que a gente gosta. Deixa explicar. Eu, por mim, continuava desinventando as coisas. Eu ia pôr cauda de cometa em cachorro cotoco, seu moço. Eu ia se me deixassem. Eu ia dar uma mão pra João-sem-braço. O senhor ri, né seu moço? O senhor acha engraçado. É porque o senhor existe do jeito bom. Eu não, seu moço. Minha existida tá cada vez pior. Eu tô desistindo de existir. Eu desistia se me deixassem. Mas a vida passa, uma hora ou outra. Viver é passar? É sim, seu moço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lerdo&lt;/span&gt; me trouxe essa história de Ilhéus, quando esteve por lá comprando tempero baiano para contos picantes, os quais não sei se contarei. Diz ele que a ouviu de um senhor que, dizem por lá, conversa com máquinas. E o Lerdo (e curioso) quis saber sobre a vida dele. O nome do senhor é Jorge. Dizem que por lá todo mundo o ama bem, e a alma dele vai viver nas gentes...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-5389025771411497932?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/5389025771411497932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=5389025771411497932&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5389025771411497932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/5389025771411497932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/viver-passar.html' title='Antigando a vida'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rx1hEE7jVOI/AAAAAAAAAHU/IEIIq9NtY6U/s72-c/RelogioAntigo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1603100950548479907</id><published>2007-10-12T18:43:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.591-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Tropa de Elite: arte realista e fascismo psicológico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RxAKwk7jVII/AAAAAAAAAGU/cxboGFhYK54/s1600-h/bope_1154978123.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120604605983708290" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RxAKwk7jVII/AAAAAAAAAGU/cxboGFhYK54/s200/bope_1154978123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ler &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. A nova profissão &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;do intelectual (e do &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;intelectualóide&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;) é ler &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;! Não apenas assistir a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. Todos aqueles que julgam construir em conjunto a inteligência nacional já fizeram sua leitura. Pessimismo, Brutalidade, Exagero, Crueza, Estereotipia, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Reducionismo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, etc. Não convém aqui julgar Obra e Críticas, dada a exaustão dos procedimentos. Antes, é preferível se &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;eximir&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; de qualquer tentativa do novo. Não, esta &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;crônica&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; não tem novidades. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Para que não se caia pelo efeito contrário em palavras vazias, a intenção é simples: Ler duas leituras já feitas. Longe de procurar rebater a opinião alheia, discordar por discordar, ou amargar na difamação a falta de criatividade própria, a intenção é simples: trazer até aqui dois termos que são usados diariamente para descrever o filme, e, a partir deles, tecer quaisquer comentários a respeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;O primeiro é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;fascismo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. Dentre as várias publicações que aderiram &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; com ou sem conhecimento de causa &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;– &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;a essa nomenclatura, a que mais parece coerente é a de &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/" target="new"&gt;Marcelo Coelho&lt;/a&gt; (Folha de São Paulo, 10/10/07). Ausentando-se de análises da terminologia empregada, pessoas sérias são tentadas a afirmar um posicionamento que não é delas. Chamam fascistas as atitudes de Capitão Nascimento (e por continuidade o &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;diretor&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; do filme!!) sem o menor cuidado em observar o peso que aplicam a essas palavras. Comparam o policial a Stalins, Hitleres, Mussolinis, homens que tiraram a vida de milhões e milhões de inocentes dentro e fora de seus respectivos países, apenas por pensarem de maneira diferente. Fascismo é julgar o diferente sem dar-lhe inclusive a chance de revelar-se. Fascismo é argumentar no vazio contra aqueles que desmascaram um mundo de ovos arremessados janela abaixo. Fascismo é arremessar ovos janela abaixo. Fascismo é dar esmolas e roubar empregos! Marcelo Coelho, no entanto, procurou rever a &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;conceituação&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. Homem correto e analista clínico do mundo que o cerca, o colunista evitou &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;modismos&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; e trouxe à tona o real fascismo do filme: o psicológico. Se há fascismo, e acredito que sim, é desse segundo tipo. Fascismo enquanto atitude destemperada, agressividade, destrutividade, obsessão pelo &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;direção&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; correta, etc. Um fascismo ao qual todos nós estamos sujeitos, e muito mais está um chefe de um grupo, nosso Capitão, disposto a dar a própria vida em prol da regulamentação de um mundo caduco, deturpado pela &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;ação&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;inescrupulosa&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; de cidadãos responsáveis justamente por fazer o contrário daquilo que lhes é dado fazer: garantir a segurança. Fascista sou eu, é você, são todos aqueles que preferem ver eternamente atrás das grades um "bandido", a dar-lhe as mínimas chances para um &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;re&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;-socialização completa. O que Nascimento faz é simplesmente &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;externar&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; uma raiva, uma revolta que todos nós temos, mas escondemos atrás de nossas mesas de escritório. Enquanto assinamos folhas de demissão, Nascimento dá um tiro. Enquanto rimos das desgraças alheias, Nascimento tortura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Um outro termo ordinariamente empregado é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;realismo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. "O filme é muito realista", "um realismo exagerado", "é de um realismo muito forte". Não percebem que "muito", "exagerado", "forte", não são aplicáveis a realismo enquanto manifestação artística. A arte realista é em si a busca pela adequação do &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;objeto&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;-obra ao mundo em torno do artista, numa representação a mais fiel possível. Um romance realista descreve a realidade que cerca a personagem, e a própria e previsível atitude dessa personagem frente ao mundo. Um quadro realista deve ser a perfeita fotografia, deve ser o que é a &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;câmera&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, deve nos representar aquilo que qualquer olho sadio pode ver, ou deveria. Assim também é para o cinema. Realidade externa é realidade externa. Não há graus, não há níveis de realidade, não dá para ser mais ou menos realista. O que nossos analistas de plantão parecem querer é uma realidade atenuada que não nos ponha em estado de choque, que não nos dê vergonha por sermos o que somos, que não espante turistas, que minta para nós, que fantasie um realidade que é, perdão, apenas real &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; sem &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;adjetivações&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;É possível que ambas as designações estejam corretas, e quero acreditar que sim. Mas se o filme é Fascista, é assim por ser Realista. Mostra a agressividade e tendência ao olho-por-olho que há em nossos corações, mas mostra porque é realista. Nos apresenta a raiva antes reprimida, que emana de nós mesmo, mas mostra porque, simples, é realista. Tão Fascista e tão Realista que me proibiu qualquer análise de termos técnicos &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;– a direção extremamente ágil de José Padilha, a atuação como sempre impecável de &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://www.wagnermoura.blogger.com.br/" target="new"&gt;Wagner Moura&lt;/a&gt;, a edição de Daniel Rezende que alterna cenas em ritmo vídeocliptico com outras quase mortificadas pela atmosfera de indecisão e medo que cerca a obra. Temos que considerar, porém, que Padilha, Moura e Rezende voltarão com certeza. Então faremos as devidos e rasgados elogios nos próximo trabalho que apresentarem. Para o momento, é mais sincero cometer a injustiça de falar apenas do filme em si, a obra em si, Fascista, Realista, um primor do cinema nacional!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1603100950548479907?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1603100950548479907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1603100950548479907&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1603100950548479907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1603100950548479907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/tropa-de-elite-arte-realista-e.html' title='Tropa de Elite: arte realista e fascismo psicológico'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RxAKwk7jVII/AAAAAAAAAGU/cxboGFhYK54/s72-c/bope_1154978123.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7493643569642829909</id><published>2007-10-03T22:51:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.708-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Tramas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RwWxw07jVDI/AAAAAAAAAFU/ZqG0AuAUeTo/s1600-h/eye%2Bkeyhole.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 149px; height: 113px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RwWxw07jVDI/AAAAAAAAAFU/ZqG0AuAUeTo/s200/eye%2Bkeyhole.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117692003976696882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Como faremos para que ele não nos veja?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Relaxe... A essa hora, o máximo que ele consegue é se virar para o lado. Não acorda mais.&lt;br /&gt;- Ainda assim é perigoso, você confia demais na sorte...&lt;br /&gt;- Já te disse, venha comigo, dê a mão aqui... Faz tempo que você não vem pra cá... Estava com saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo construía-se pé ante pé. A voz, quase a sumir, servia apenas para corroborar um movimento de lábios mais que suficiente.  Os gestos diziam o que o coração preferia esconder. Como sentiu falta dele! Todo esse tempo e ela não conseguia esquecê-lo um só dia! E agora estava ele ali. Parecia mais forte, mais saudável. A sua presença preenchia um vazio de há muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu ainda te amo, apesar de ter me abandonado, nunca te amei tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua ausência era seu charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Silêncio! Se ele acordar estamos fudidos!&lt;br /&gt;- Já disse que ele não acorda. Fica tranqüilo.&lt;br /&gt;- O que você pretende?&lt;br /&gt;- Diga você! É idéia sua...&lt;br /&gt;- Antes tire essa camisa, veja só: ensopada de suor.&lt;br /&gt;- Não havia ar condicionado no ônibus... E ele? Não mudou nada!&lt;br /&gt;- O mesmo mané de sempre. E eu não largo...&lt;br /&gt;- Você não consegue mais... Tem certeza de que isso não é arriscado?&lt;br /&gt;- Se você perguntar novamente sou capaz de desistir...&lt;br /&gt;- Não, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que o tal mané soubesse, sua esposa tramava, praticamente aos seus pés. Tramava com aquele que durante tanto tempo, e nada secretamente, dividiu o coração dela. E ainda dividia, se é que não o tomava de arrasto! Estranha fixação das mulheres nos amores antigos. Justo ela, que jurara jamais tornar a dirigir-lhe a palavra, desde o dia em que ele, num rebentando de juventude, a deixou. E agora ali, os dois, ao pé do mané, como prontos a atacá-lo. Ela segurava a faca na mão esquerda. Ele, ainda com aquele rosto jovial que o marcava tanto, não mais voltaria atrás, e mesmo sabendo que seu pai jamais aprovaria... acendeu a luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida... E pro Manuel nada?&lt;br /&gt;- Tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto sua esposa cortava o bolo, Manuel esfregava os olhos... E, numa mistura de surpresa e alegria, disse apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho! Você voltou... Que merda! Odeio festa surpresa, e odeio ser acordado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se riram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7493643569642829909?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7493643569642829909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7493643569642829909&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7493643569642829909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7493643569642829909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/retratos-da-memria.html' title='Tramas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RwWxw07jVDI/AAAAAAAAAFU/ZqG0AuAUeTo/s72-c/eye%2Bkeyhole.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-1163626287452133640</id><published>2007-09-23T03:51:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:30.974-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Por favor, cuidem dos desesperados!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RvYpXU7jU8I/AAAAAAAAAEM/CGaOjsEVwkc/s1600-h/recome%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RvYpXU7jU8I/AAAAAAAAAEM/CGaOjsEVwkc/s320/recome%C3%A7o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113319907657995202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os mais próximos sabem exatamente o que aconteceu no último 11 de setembro. Não! Não é o que você está pensando. Osama não aprontou nada novo. Continua tingindo a barba e exaltando em vídeos o heroísmo muçulmano de há seis anos. Falo precisamente do que ME aconteceu na tal data! Se estou sendo testado, se recebi um alerta, se deus me carregou no colo, se não era minha hora, se eu gostasse de axé, se a união soviética vingasse, não sei. Nenhuma resposta me foi dada, nem a quero. Garanto, porém, que minha terceira vida começa diferente das anteriores. Começa de onde as outras pararam, vai até onde as outras tentaram, aprende com os erros que as outras erraram, no fim é tudo a mesma... Não, não é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na primeira, ainda banguela e careca, eu me restringia a mamar e chorar. Meu pai, recém casado, esperando uma vida inteira acontecer, com 19 anos de idade, devia olhar pra mim e pensar: "esse cara de joelho vai me dar trabalho. mas será o meu trabalho, né josé neto?"Infelizmente não pudemos provar, não é seu Amir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, imaturo e precisando errar, eu me restringia a beber e falar mal das pessoas. Minha mãe, viúva experiente, esperando apenas que a vida continuasse vida, com seus 40 anos, devia olhar pra mim e pensar: "esse cara do pai dele está me dando trabalho. mas é o meu trabalho, né zé neto?" Infelizmente é verdade, não é dona Elza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira, trabalhador e consciente, eu me restrinjo a não mais beber ou fumar. Eu mesmo, cansado da "não poética" da vida, esperando uma luz no fim do túnel, com meus 24 anos, devo olhar para dentro de mim e pensar: "esse cara de bunda tem muito trabalho. mas é o meu trabalho, né zé(d's)?" Com certeza sim, não é José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso que as  minhas três vidas começaram no hospital, com sangue e lágrimas. Histórias de Hospital que o Paulo ainda não contou. Parece que se eu me der ao trabalho de aprender a tocar algum instrumento vou ajudá-lo a compor uma rapsódia falando sobre tudo isso, mas sonhos, sonhos são. E eu, que há muito sonho são e sóbrio, soluço essa crônica apenas para que, externado todo esse sentimento de empate, possa continuar, agora de uma vez por todas, minha terceira, longa e, quem sabe, feliz existência. Se a felicidade nasceu morredoura não sei, mas nasceu. Entre outras coisas, e principalmente, nasceu por trás de óculos novos, olhando outros óculos (rubro-negros) contornados por um rosto que é, esse sim, estética, poética, enfim... Explicações demais desmentem a própria beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-1163626287452133640?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/1163626287452133640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=1163626287452133640&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1163626287452133640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/1163626287452133640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/09/por-favor-cuidem-das-criancinhas.html' title='Por favor, cuidem dos desesperados!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RvYpXU7jU8I/AAAAAAAAAEM/CGaOjsEVwkc/s72-c/recome%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2902182547437813217</id><published>2007-09-10T13:21:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:31.199-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Capítulo CLXI: Das Perdidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RuWJNFDyf1I/AAAAAAAAAD8/cWWp4ZTxS6k/s1600-h/kiev9_cpia_copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RuWJNFDyf1I/AAAAAAAAAD8/cWWp4ZTxS6k/s200/kiev9_cpia_copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108640210111070034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas esse capítulo é todo de Perdidas. Nada do que disser será novidade, escrevo apenas para avisar que não contarei de minha viagem para Ilha Solteira, como seria natural, descrevendo o álcool, a música e a areia. No lugar, falarei das coisas que eu perdi estando lá, perdido.  Perdi o décimo segundo Grand Slan e mais um show do Roger Federer, além da vitória da não menos espetacular Justine-Henin. Perdi a visita mensal de meu irmão, cada vez mais sem tempo pra nós aqui em Marília. Um cara especial, meu amigo, mas não tenho tido tempo nem para dizer isso a ele. Perdi a medalha de bronze da minha amada Jade Barbosa, no mundial de ginástica de Stuttgart, e eu já a amava quando perdia, agora que está ganhando, todo amor é mais fácil. Perdi um ônibus para São Paulo quase de graça. Perdi alguns neurônios. Perdi a noção. Perdi tempo perdendo chances de me perder, como nesse fim de semana, perdi contato... Perdi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito dessa maneira, alguém diria que saí desse fim de semana sem nada de proveito, e pensará mal, mas só percebi isso ao chegar a esse lado da verdade. De tudo que perdi, tem algo que perdi e que me deixa com um saldo bastante positivo. É a última perdida desse capítulo de perdidas: Perdi dinheiro! Não economizei um centavo na tentativa de aliviar o legado da nossa miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em tempo: Meu filho vai chegar até mim, com uns dez anos e fazer comentários sobre algum jogador de tênis. E eu, como todo pai chato, vou responder: "Você não viu nada, você não viu o Federer jogando". Mas nesse caso estarei apenas sendo sincero. Com apenas 26 anos, Federer já o maior tenista de todos os tempos. Possui um arsenal de golpes de direita e de esquerda, com um backhand tão limpo que parece improvável. Com um técnica que se adapta bem a diferentes tipos de quadra, já conquistou 12 torneios Grand Slan (5 Wimbledon, 4 US Open, 3 Austalian Open). E a cada ano está mais forte no Saibro, seu ponto fraco. Ainda assim já é o segundo melhor tenista nessa superfície. Talvez no ano que vem a profecia se inverta, e Federer supere Nadal em Rolland Garros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2902182547437813217?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2902182547437813217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2902182547437813217&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2902182547437813217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2902182547437813217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/09/captulo-clxi-das-perdidas.html' title='Capítulo CLXI: Das Perdidas'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RuWJNFDyf1I/AAAAAAAAAD8/cWWp4ZTxS6k/s72-c/kiev9_cpia_copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2448446909885247682</id><published>2007-09-01T13:33:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:31.448-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Kitsch and Hype (Conscience and Decadence)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rtm2klDyf0I/AAAAAAAAAD0/yS2LN0RnLrM/s1600-h/ze.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105312392140717890" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rtm2klDyf0I/AAAAAAAAAD0/yS2LN0RnLrM/s200/ze.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cada nova exigência de concentração é um passo rumo à completa incapacidade em se concentrar. Cultura de massa, modismo, semi - formação, resumos de Internet, macetes, edições comentadas e manuais de funcionamento. A crise do indivíduo é social, antinomia natural. Vive-se o tempo da contradição. O indivíduo não se concentra, o "público distraído" nunca tão distraído. A arte, por muitos julgada emancipadora, desfaz-se em duas, não melhores uma em relação à outra, diferentes na forma, idênticas nos problemas que apresentam. E criam, para que as consumamos, dois grupos de "apreciadores" (leia-se: receptores passivos) também diferentes. São dois os caminhos da arte, que a tornam a ausência de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Primeiro, mais comum, todos conhecemos e insistimos que ("ai se fosse o meu!") não é digno de ser considerado caminho artístico. E o é. O que Beyoncé, Michael Bay, J. K. Rowling, tem em comum? Todos acreditam estar criando arte, de fato. A música, o cinema, a literatura, reproduzem hoje, ainda que veladamente, ideais de consumo e controle que esses artistas assumiram como verdade. O fazem sem medo, não duvidam da própria inteligencia, mas da do público "consumidor". O que podemos fazer? Coisa alguma. Melhor uma criança que lê Harry Potter do que uma que nada lê. Queria eu que todos os adolescentes do planeta tivessem o prazer de assistir a Transformers num sábado à noite, quando sei que a grande maioria perde-se em maneiras de matar a própria fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Segundo, virtuoso do mundo alternativo, se auto-intitula superior. Discorre sobre sexo, drogas, triângulo amoroso, pobreza, magia e violência (mas os outros também!), a temática do vencido ou a do vencedor? Tanto faz, como tanto fez! O Segundo propõe a crítica que o mundo do consumo aprendeu a se auto propor ("se você não faz escolhas óbvias, deve dirigir o mesmo carro de 50 mil reais que eu" é o mesmo que "todo mundo aqui nesse cinema é idiota, inclusive você"). Morrissey não é melhor que Beyoncé, Paul Thomas Anderson não é melhor que Michael Bay, Ferreira Gullar não é melhor que J. K. Rowling. E não são melhores porque, ao fazer a crítica, tornam-se herméticos demais para insurgirem emancipadores, restringem-se a um público que deles não necessita, ao menos como pedagogia. Em outras palavras, arte emancipadora é arte de elite intelectual, elite intelectual é emancipada por vias outras (questionamento filosófico, leituras políticas, engajamento, influência familiar, sorte, etc.). Quanto mais queijo menos queijo! Não bastasse isso, explodem cópias dessa pretensa arte melhor. Cópias que se produzem aos moldes da industria descrita no parágrafo anterior. Hype, Hype and Hype.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou, como parece, defendendo a banalização, simplesmente porque duvido de sua existência. A arte é a mesma sempre. A única arte emancipadora e transcendental foi a pintura que aquele primeiro homem, consciente de seu dever de educador, fez da própria caçada, e ensinou seus filhos. O mesmo homem que soprando um pau oco fez música e descobriu que ela atrairia, por semelhança de sons, algumas aves que serviriam de alimento à família. De lá para cá, a arte é consumo. A Capela Sistina foi financiada pela Igreja Católica corrupta, a alta sociedade germânica pagou por cada nota de Mozart, Machado de Assis ficou rico escrevendo. O que eu critico é o ímpeto com que certas pessoas, sob o manto da superioridade, criticam aqueles que perceberam que no fundo, a arte nunca foi outra coisa senão uma maneira mais saudável de repor as forças, após um dia estafante de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte continuarei a ler Gullar, assistir a Anderson e ouvir Morrissey. Não que eu negue completamente a turma do primeiro grupo, eles também são legais, mas eu me acostumei, de ser intelectualóide chato, àqueles que antes eu imaginava serem a única forma de arte possível. Hoje eu mudei, minha aproximação com arte não! Sem qualquer relação com qualidade, porque isso pouco importa. Questão de gosto... só de gosto... Sejam felizes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2448446909885247682?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2448446909885247682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2448446909885247682&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2448446909885247682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2448446909885247682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/09/kitsch-and-hype-conscience-and.html' title='Kitsch and Hype (Conscience and Decadence)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rtm2klDyf0I/AAAAAAAAAD0/yS2LN0RnLrM/s72-c/ze.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-6512816376870696696</id><published>2007-08-18T22:00:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:31.645-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Simpsons, o Filme.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RsezQFDyfyI/AAAAAAAAADE/3h1KJRNlxSs/s1600-h/simpsonsmovie-poster-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RsezQFDyfyI/AAAAAAAAADE/3h1KJRNlxSs/s320/simpsonsmovie-poster-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100242191837724450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eles já viajaram para a Inglaterra, o Brasil, a Austrália, a China, o Canadá, etc. Já foram à praia, à floresta, ao rio, moraram em outras cidades. Já foram ao inferno e ao céu (literalmente). Já conheceram Ramones,  Michael Jackson, Madona, REM, Bill Clinton,  Mel Gibson, Steven Spilberg, The Who, Paul McCartney, Paris Hilton, e tantos outros. Já foram astronautas. Já salvaram o mundo, já entraram em guerra com golfinhos, já foram perseguidos por assassinos seriais, já ganharam concursos, se transformaram em chupeta (!), Einstein, Bruxa, Esqueleto, Homem - sem - cabeça, Lobisomem. Foram Harry Potter, presidente americano, foram ao futuro e ao passado. Conheceram ETs... A lista de situações vividas ao longo de 18 anos pela família Simpsons é infinita. A Antologia de cenas hilárias também. Como, nesse caso, conseguir algo novo com o longa? Não conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com pouco menos de 90 minutos, o filme parece, para qualquer um que conheça bem a série, um bom episódio alongado. Ou uma trinca de episódios seqüenciados exibidos de uma só vez. Não que pudéssemos esperar grandes viradas históricas. Qualquer descuido dos inúmeros roteiristas da película, poderia resultar em complicações para a continuidade natural do programa. O Moe, para esclarecer meu raciocínio, não poderia morrer, com o risco de não podermos contar com o barman turrão na sequência da série. Com isso os personagens agem como sempre agiram, nada que fuja ao costume. Parece que o único propósito do longa foi o financeiro. Natural para aquela que é, sem dúvida, a mais importante e premiada série animada da história da televisão mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos, o humor venenoso se mantém. Nada que não apareça a cada minuto nos episódios da TV, mas sempre delicioso. O melhor exemplo é justamente a primeira cena do filme. Toda a cidade de Springfield assiste no cinema a um longa de 'Comichão e Coçadinha'. Revoltado, Homer se levanta e dispara&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: "por que eu tenho que pagar uma nota pra ver algo que passa todo dia na TV de graça? Todo mundo aqui nesse cinema é idiota." &lt;/span&gt;e apontando para a "câmera" completa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"inclusive você". &lt;/span&gt;Uma jogada de mestre dos roteirista, muito provavelmente pensada após o conclusão do texto. Devem ter percebido que não passava de um episódio corriqueiro da série, e optaram por declarar isso já no início. Acertaram. Não bastasse isso, no meio da projeção tudo escurece e aparece o letreiro "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;to be continue&lt;/span&gt;"... e segundos depois "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;immediately&lt;/span&gt;". Como se estivéssemos realmente diante de episódios integrados, e não de um longa. Prova cabal de que não deveríamos nos enganar. É o mesmo Simpsons da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão séria, essa mais nossa, é o fato de que a Fox do Brasil não conseguiu acertar as bases financeiras com Waldyr Sant'Ana, o dublador oficial de Homer e Vovô. Triste, pois  até as cenas conhecidas pelos trailers, dublados antes desse problema (em especial a do Porco-Aranha e a do telhado), parecem menos engraçadas sem a voz de Waldyr no filme. Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;detalhe&lt;/span&gt; que, perdão pelo clichê, fez toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vale bastante a pena. Como diversão é um prato cheio. Com takes mais amplos (graças ao formato WideScreen dos cinemas) as cenas ganham uma maior agilidade e permitem o jogo com vários personagens ao mesmo tempo. Sacadas políticas e filosóficas são rotina. As costumeiras referência metalingüísticas também estão presentes, como as duas que citei acima. Os moradores de Springfield aparecem todos. Dos personagens mais importante, senti apenas a ausência de Sideshow Bob, que poderia ser muito bem aproveitado no terceiro ato. Os convidados também dão as caras: Schwarzenegger como presidente, Green Day como músicos ativistas, etc. Nenhum  recurso que já não supuséssemos, mas todos bem utilizados e necessários. Por isso, n&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ão é depreciativo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;dizer que o filme repete a fórmula da série de TV. Pois se essa beira a perfeição, aquele deveria ser exatamente isso: um prolongamento da genialidade de Matt e sua turma. Nós Simpson-maníacos sentimos apenas que não fomos surpreendidos. A surpresa foi justamente a existência do filme, após longos 18 anos de espera. 18 anos esses que permitiram aos roteiristas praticamente todas as possibilidades de exercício criativo, não parecendo ter sobrado muito espaço para mais novidades na telona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.orlandofuntickets.com/Blog/uploaded_images/simpsons-709204.JPG" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Olhando assim até parecem comportados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-6512816376870696696?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/6512816376870696696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=6512816376870696696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6512816376870696696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/6512816376870696696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/08/simpsons-o-filme.html' title='Simpsons, o Filme.'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RsezQFDyfyI/AAAAAAAAADE/3h1KJRNlxSs/s72-c/simpsonsmovie-poster-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-7387326051501200319</id><published>2007-08-11T14:05:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:31.813-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>"Zé, você é o professor mais lélé"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rr45T__0D2I/AAAAAAAAAC0/PgKuO78z6HU/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rr45T__0D2I/AAAAAAAAAC0/PgKuO78z6HU/s200/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097574843989364578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Do muito que tenho corrido, pouco tem sobrado para escrever. Os poemas, vá lá, faz-se entre os goles de café. As crônicas (por mais que me alertassem os bestiais, só acreditei depois de &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/07/da-arte-de-preservar-o-que-se-pensa.html" target="new"&gt;Verbalizações&lt;/a&gt;) demandam um tempo que não tenho".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pensei em começar esse texto com o parágrafo acima, depois eliminei, e trouxe de volta, por fim, para as devidas explicações.  Mesmo sendo um ótimo "eximir-se", ele não diz verdades, e se fosse para mentir, continuaria nas ruas. Aqui residirá somente o que sinto e penso das coisas, com toda sinceridade, um pouco de modéstia e muita humildade que só têm servido para que me chovam confetes que não peço, mas gosto. Sim, esse é meu lar e redenção, cama e massagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a culpa é de Jade, Bergman e Michael Bay. Com a empolgação natural de toda novidade, me propus a fazer o que fosse necessário para que esse espaço  agradasse. Travei contra minhas imperfeições a mais árdua das batalhas. Saí de cada nova postagem um pouco mais fraco. E agora, ao relê-las, acredito que o resultado foi o esperado, elas estão realmente boas! Eis a questão: não sei se serei capaz de escrever novamente com a beleza primaveril de a pouco. Por isso a dificuldade em verbalizar novamente. Coloco idéias na cabeça e no papel, nada! Talvez a solução fosse abandonar a caneta e buscar a enxada. E, com ela, "cavar até encontrar um coração". Minhas linhas andam sem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coração&lt;/span&gt;, sem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coragem, &lt;/span&gt;sem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;emotividade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coração&lt;/span&gt; que só bate cada vez que volto ao tablado para uma nova empreitada como professor. Não sei qual é o melhor emprego do mundo. Porque ser professor não é emprego, é vocação. E ainda que tratado comercialmente, só seria o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meu&lt;/span&gt; melhor trabalho. Só posso afirmar que as respostas para todos os problemas e dúvidas está nos rostos infantis que me observam e sorriem, que olham para mim sem o mínimo pudor em dizer que me amam, que me respeitam, que me admiram. Os alunos mais velhos são irmãos mais novos que eu cuido para não deixar nos desvios, mas as crianças são os filhos que eu quero, mas nem sei se terei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coragem&lt;/span&gt; para posicionar-me acima do incerto. Dizer no rosto o que penso, e não disfarçar. Negar o que me prejudica sob a alcunha de desafio. Viajar sem dinheiro, para viver o que apenas leio e ouço. Xingar menos, gritar menos, beber menos. Correr mais, cantar mais, escrever mais.  A coragem é um artifício tão poderoso quanto o disfarce. Mas enquanto esse te joga no arrependimento da não-vida, aquele te projeta no arrependimento da mal-vida. É uma utopia pesada, pensada e passada. É quase a não-poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Emotividade&lt;/span&gt;, se falta nas linhas, não falta fora delas. Confesso que tenho "quase chorado" diariamente. Não por dramas e vicissitudes próprios. Desses cuido na luta, no disfarce ou na esperança. Tenho quase-chorado pelos que, assim como eu, se precipitam em dias melhores, em sonhos realizados, em tempestades de benevolência. Quase chorei com minha Jade, quase chorei com o Clodoaldo Silva (meu herói máximo no que concerne o superar-se), quase chorei com  a doação de computadores para um projeto social, quase chorei com o poeminha da aluninha Bárbara, quase chorei com a esperança do aluninho Fernando em dias mais legais (a frase "cavar até encontrar um coração" é dele), quase choro a cada novo comercial sobre dia-dos-pais. E lágrimas hão de rolar, de alegria, que fique bem claro. Tristeza é para quem tem tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece tenho vivido (muito e bem), ainda bem. Essa é a resposta Kim. Essa é a resposta Karol. Vocês têm motivos suficientes para não precisar escrever como eu: vida pra viver. Motivos demais, como os meus em quantidade, diferentes na qualidade. Portanto, e para que suas palavras estejam sendo colocadas apenas para a pessoa certa, continuem vivendo, deixem que eu escreva, a cada quinze dias, quando eu dou uma parada nesse vida corrida que aprendi a adorar. Talvez, no futuro, eu também não escreva mais aqui. Talvez eu tenha o mesmo bom motivo de vocês, nem é preciso esclarecer.&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;a href="http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/10/mascote.html" target="new"&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/2374/imagem5sa5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em tempo: Quero fazer um agradecimento especial a todos aqueles senhores que, com seus trabalhos, tornam os meus trabalhos mais simples. Falo dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;comediantes&lt;/span&gt; que têm contribuído, de uma maneira ou de outra, para aliviar a tensão natural no dia-a-dia do pequeno burguês. Peço a todos que fiquem de pé e saúdem com uma enorme salva de palmas: Roberto Gomes Bolagnos, Zach Braff, Colin Mochrie, Jim Carrey, Luís Inácio Lula da Silva, Diogo Mainardi, Rodrigo Scarpa, Wellington Muniz, Homer Simpson, Galvão Bueno, Charles Chaplin, Jerry Seinfield, Jerry Lewis, Steve Carell, Sacha Baron Cohen, Lucas Ferreira e Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-7387326051501200319?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/7387326051501200319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=7387326051501200319&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7387326051501200319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/7387326051501200319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/08/z-voc-o-professor-mais-ll.html' title='&quot;Zé, você é o professor mais lélé&quot;'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rr45T__0D2I/AAAAAAAAAC0/PgKuO78z6HU/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-633491767249303260</id><published>2007-08-04T14:30:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:32.209-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>"Sozinho" (para relembrar)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrTF8f_0DyI/AAAAAAAAACU/zuCGW8BWDeg/s1600-h/bar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 333px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrTF8f_0DyI/AAAAAAAAACU/zuCGW8BWDeg/s400/bar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094914721634848546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sol acabara de se pôr. Eu, para variar, escolho um bar mais afastado de casa. Anseio algo diferente. Caras novas. Um atendente se aproxima, descobrindo um cliente novo. Gentil como se deve ser em casos assim. Peço uma cerveja. Não demora nada. Começo a rabiscar frivolidades num papel. Quem sabe um novo poema não me venha, um esboço de crônica. Já não se paga tão bem aos que vivem de escrever. Mas como não sei – e não quero – fazer outra coisa, continuo. Um gaitista sola triste, numa mesa próxima à minha. O bar ainda está vazio. Pergunto se é sempre assim, o mesmo atendente explica: “daqui a pouco isso aqui tá lotado, moço. O happy-hour daqui é famoso”. Peço desculpas pela ignorância e o dispenso. Chega um rapaz. Corpo franzino. Senta-se sozinho no balcão. Cumprimenta o barman e pede algo para beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é noite escura. Dessa mesa, o pouco que vejo é seu corpo minguado atirar para o lado que aponta. Por quê? Que estranha é essa necessidade de se ter alguém? Embebido em promiscuidade e carinhos passageiros. Uma garota se aproxima. Sozinha. Ele oferece uma cadeira. Um copo. Aproxima a boca feia do ouvido. A cena é ridícula. Não pelo que diz. Não escuto. Mas pelo rosto enfadado da moça. E pela diferença quase cômica de altura. Se recostasse um pouco mais, julgaria por miopia que um filho quer a atenção da mãe. E não deixa de sê-lo. Pelo menos assim parece. Um ser pequeno e solitário. Como o são quase todos os que, desprovidos de qualidades físicas, apelam a uma retórica de conquista. Que não funciona, pois não domina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troveja alto. Esqueço a cena por um momento, embora com olhos fixos para aquele lado. Peço outra cerveja. Esboço um retrato no guardanapo. Não sei se por cansaço ou falta de interesse. Certo é que congelo a cena e tento expressá-la em traços leves, ruins na verdade. Sou atrapalhado pelo constante balançar do corpinho desesperado. E pelo recostar-se, fugir, da garota. Acuada a um canto que parece único. O que ela ainda faz ali, desconfortável? Não é como andar na chuva – e agora chove fino – em uma rua larga e sem cobertura. Quero levantar-me. Não para o aparte. O que me constrange e agora aflige é que a infeliz não some. Não arreda. Dá esperanças que não existem a um garoto que dela necessita, ao que parece. Queria não estar aqui. Mas não posso lutar contra a vontade de saber o desfecho. Talvez para um dia poder contar a história inteira. Aquele rosto de desprezo. Aquele rosto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva aumenta, não posso mais sair, ou não quero. Peço algo para comer. Outra cerveja. A luta continua. A moça não muda. O rapaz, esse sim, parece tentar outra coisa. Afasta o corpo. Pede duas bebidas. Bebe rápido. Parece comigo, quando as palavras faltam e vou ariscar-me na embriaguês. “Parece comigo”. É quando isso me vem à cabeça que percebo toda a atração da cena. Vejo-me de fora. Vejo-me naquele eterno sussurrar infrutífero de sempre, de quem não sabe o que faz. Começo a reparar mais na moça, já que do rapaz adivinho todos os atos. A cara de enfado aos poucos se dissipa. Ela começa a falar. Agora é ele quem não reage. Gestos amplos, sorrisos e goles. Dialogam enfim, o clima é ameno. E aquele ímpeto inicial? Onde estará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva diminui, percebo. Ele pede a conta e paga tudo. Ela não esboça qualquer reação contrária ao gesto, parecia antevê-lo. De repente se levantam. Sorriem, dão-se as mãos e saem, sem nada dizer. Pude ouvir uma risada espontânea já na porta. Com certeza o rapaz pensa que conseguiu, enfim. Mas aquilo me incomoda ainda. O que terá ele dito? Feito? Como foi que se deu? Dirijo-me ao balcão. Chamo o barman que os atendia. Questiono: “conhece aquele dois?”, “sim, casados, vem sempre aqui”, “discutiam?”, “besteiras, coisas do trabalho deles, sempre passam aqui antes de ir pra casa”. E foi como se o meu dia piorasse. A chuva acaba. Reconheço que o problema está em mim. Eu sempre junto à minha solidão. Pago a conta e saio pensando: “sou mesmo um idiota”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-633491767249303260?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/633491767249303260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=633491767249303260&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/633491767249303260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/633491767249303260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/08/sozinho-para-relembrar.html' title='&quot;Sozinho&quot; (para relembrar)'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrTF8f_0DyI/AAAAAAAAACU/zuCGW8BWDeg/s72-c/bar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-2277028154145509278</id><published>2007-07-31T23:47:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:32.484-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Xeque-Mate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrAGpP_0DwI/AAAAAAAAACE/mP1bGojN-vI/s1600-h/setimoselo.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrAGpP_0DwI/AAAAAAAAACE/mP1bGojN-vI/s400/setimoselo.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093578484294618882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Qualquer tentativa de análise da genialidade é uma pretensão, carregada de pré-intenção. Não que eu não estivesse autorizado a comentar minhas impressões sobre seja qual for o assunto, principalmente aqui. Ocorre, porém, que me faltam palavras, sobretudo ante a morte. Acredito nela como entidade, irônica, jocosa. Não é justo aos homens perder num só dia o pai e o filho. Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni se foram, como mortais se foram, e essa crônica já nasce falecida, pela impunidade das palavras menores. Como disse, não sei falar dos Gênios. Bergman confessou certa vez que "O Sétimo Selo" era sua maneira de interpretar o próprio medo da morte (e ela, talvez pela homenagem, foi generosa e o deixou viver quase 90 anos!), Antonioni,  sobre o mesmo argumento, preferiu a arte investigativa ("Blow Up" e "Profissão Repórter", por exemplo) e viveu ainda um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                Nada digo além disso, porque não sei, e porque não me é digno. Sinto apenas que nos faltará um pedaço. Sempre nos faltará um pedaço na morte dos ídolos. Que esse discurso não soe passadista. Não acredito que o bom cinema já se foi, seria injusto a Almodovars e Andersons. Mas foi uma parte bonita. Duas na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Se pudessem, Bergman e Antonioni, decidir a morte numa partida de xadrez, eu torceria para que ela não tivesse fim. Desse modo ganharia a arte, ganharíamos eu e você, ganharia o próprio tabuleiro: o gosto de viver!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-2277028154145509278?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/2277028154145509278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=2277028154145509278&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2277028154145509278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/2277028154145509278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/07/qualquer-tentativa-de-anlise-do-genial.html' title='Xeque-Mate'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RrAGpP_0DwI/AAAAAAAAACE/mP1bGojN-vI/s72-c/setimoselo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-4583059465234085438</id><published>2007-07-28T13:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:32.779-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rq0_ff_0DpI/AAAAAAAAABM/aUHIzrEqXYU/s1600-h/800px-Jade_Barbosa_16072007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rq0_ff_0DpI/AAAAAAAAABM/aUHIzrEqXYU/s400/800px-Jade_Barbosa_16072007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092796564023545490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando eu olho para trás e vejo meu passado, lembro das paixões juvenis. A Laura lá na quinta série, as professoras Mariangela e Fabiana na sétima,  a  Juliana da rua de cima, Julianne Moore, Didi Vagner, tantas antes, outras tantas depois. Platonismo, admiração, desejo, cada uma a sua maneira, todas n'água. Não que eu tivesse qualquer chance com a minha Julianne Moore, talvez nem com a minha Juliana, não saberei. Mas não sou o único, é certo. Paixões juvenis, quem não as teve na vida? Não são apenas para jovens, kakazetes, aluninhas de colégio, pessoas retraídas, garotos na puberdade. Curioso, mas paixão juvenil também é arte. O porquinho-da-índia do Manuel Bandeira, a primeira namorada era o bicho de estimação. A Patrícia Poeta do Veríssimo, crônicas e poemas à garota do tempo. Lembra da música? "É ela menina que vem e que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passa&lt;/span&gt;, num doce balanço a caminho do mar". Passa... "Garota de Ipanema" é o resultado da paixão juvenil de dois gênios, um hino, em causa própria. Amores desse tipo acometem-nos a vida toda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para apresentar a você minha mais nova paixão, Jade Barbosa. Isso mesmo, a ginasta. Há tempos não tinha uma paixão platônica, estava ficando desacostumado, achando que tinha perdido essa veia. Mas surgiu Jade, que também já é minha, como Juliana e Julianne. Começou numa tarde destas férias, na minha caça por regozijo patriótico no Pan nosso de cada 4 anos. Zapiando entre as transmissões esportivas, paro no rosto choroso da menina. Pronto. Eu a amo. O ouro do dia seguinte, a desforra contra as americanas, o hino nacional, eu já não via mais nada, apenas esperava minha Jade. Ela parou de aparecer, com o fim das competições de ginástica. E eu, como todo bom apaixonado, fui para a Internet. Fotos, Youtube, Orkuts falsos (e o verdadeiro!) . Tudo para que a chama não se apagasse. Encontrei algo bom para fazer nas férias: amar a Jade. Porque é assim que a gente diz. Amo! Paixão juvenil é sempre com Amor, "eu gosto muito" é outra coisa. E fico feliz pois reencontrei o tipo de Amor que nós perdemos pouco a pouco nos desvios, o puro. Só me resta agradecer a Jade, por estar ali para ser amada, platônicamente amada. E quando vier a próxima, querida Jade, não fique triste, esses amores não morrem, apenas se multiplicam na experiência. "É a coisa mais linda que eu já vi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passar&lt;/span&gt;...".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-4583059465234085438?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/4583059465234085438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=4583059465234085438&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4583059465234085438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/4583059465234085438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/07/olha-que-coisa-mais-linda-mais-cheia-de.html' title='Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rq0_ff_0DpI/AAAAAAAAABM/aUHIzrEqXYU/s72-c/800px-Jade_Barbosa_16072007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-735955703384972079</id><published>2007-07-27T00:52:00.001-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:32.971-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Transformers</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RqmANv_0DlI/AAAAAAAAAAs/Laa1wbNgM8g/s1600-h/Transformers_Movie_Teaser_Site.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RqmANv_0DlI/AAAAAAAAAAs/Laa1wbNgM8g/s320/Transformers_Movie_Teaser_Site.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091741827429830226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Há alguns anos o Aerosmith foi execrado graças a um clipe de dificil aceitação. Falo de "Fly Away From Here", um video futurista e de pouco conteúdo. Desculparam-se dizendo tratar-se da mais atual técnica "videoclípitica", com takes de poucos segundos e imagens pululando na tela! Não se tratava. Técnica "videoclípitica" é o que vemos em "Corra Lola Corra". A velocidade a serviço da linguagem. O que o o Aerosmith fez foi trasportar para a tela uma total falta de tino criativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas por que retomei esse assunto? Para introduzir uma discussão que seguirá a mesma linha. Há algumas horas deixei o cinema completamente trastornado. Venho de assistir "Transformers", do sempre carniceiro &lt;a style="color: rgb(46, 139, 87);" href="http://graysmatter.codivation.com/content/binary/michael_bay.jpg" target="new"&gt;Michael Bay&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;("&lt;a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=MixProductPage&amp;amp;ProdTypeId=6&amp;amp;CatId=45523&amp;amp;PrevCatId=45523&amp;amp;ProdId=90258&amp;amp;ST=CM45523" target="new"&gt;A Rocha&lt;/a&gt;", "Armagedon", "Bad Boys", "Pearl Harbor"). Minha indignação estás no fato de um diretor com tantos recusos financeiros e técnicos, se perder na mesma balela "pseudo-moderna" em que caiu o Aerosmith. Com personagens tão complexos (e de movimentos tão bruscos e espetaculosos), a opçaõ do diretor foi no mínimo controversa. Quem se lembra de Transformers na infância? Isso mesmo: veículos auto-motores que se transformam em alienígenas robóticos. Mesmo desconhecendo a história, a coisa que mais nos atrai no filme é vermos um Chevrolet Corvette transformar-se em um robô de três metros de altura (tentando entender essa maravilha da física quântica). Então. Aí está o problema, as seqüências de ação que nunca ultrapassam os três segundos impossibilitam qualquer tentativa de entender como um f50 da força aérea americana ganha dimensões quase prediais. E o maior chamariz do filme transforma-se em seu maior defeito. Essa é a indústria americana de cinema. Que eu amo, você ama, mas disfarçamos sempre que possível. Aerosmith, Michael Bay, Jerry Bruckheimer, Justin Timberlake... Velocidade, velociade, velocidade... e o conteúdo? O conteúdo, amigo leitor, está em saber olhar pra isso e não achar a mínima graça! Ou fingir que não acha!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-735955703384972079?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/735955703384972079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=735955703384972079&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/735955703384972079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/735955703384972079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/07/transformers.html' title='Transformers'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/RqmANv_0DlI/AAAAAAAAAAs/Laa1wbNgM8g/s72-c/Transformers_Movie_Teaser_Site.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7756607490514207710.post-3105455265256818478</id><published>2007-07-26T18:42:00.000-04:00</published><updated>2008-12-11T23:02:33.173-04:00</updated><title type='text'>Da arte de preservar o que se pensa!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rqkkzv_0DhI/AAAAAAAAAAM/X6xYuasTOkc/s1600-h/dor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rqkkzv_0DhI/AAAAAAAAAAM/X6xYuasTOkc/s320/dor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091641325195103762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tantas pessoas e tantas idéias. Tantos caminhos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esse é o meu&lt;/span&gt;. Duvido que eu resista a um mês. É possível que nem tanto. É mais provável que eu, dada a experiência, acabe com isso já na primeira semana. No entanto, e após longas relutâncias, estou aqui. O que direi não provocará qualquer efeito positivo, não mudará uma vida, não fará viúvas, não motivará ninguém à adoçao ou ao divíorcio. Na verdade, e é digno que se adimita, minha única intenção é ter um lugar de rápido acesso para deixar impressões sobre a minha vida (e a alheia). Ocorre, com uma freqüência espantosa, que eu  tenho sempre alguma idéia estranha sobre as coisas. Penso então que aquela idéia deveria ser preservada para que eu pudesse voltar outras vezes a elas, seja para rir da infâmia, seja para discordar de mim mesmo, seja (pasmem) para melhorá-las. Eis o motivo, eis o (meu) caminho!  Por favor, não tomem por verdade.&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia 23/10/2007. O Blog está prestes a completar três meses, e vagarosamente crescendo. O que começou como uma maneira de matar o tempo ocioso de férias, após o fim do Pan-americano do Rio de Janeiro, é já parte importante de quem sou e do que gosto de fazer. Fato é que ter um blog, minimamente visitado pelas pessoas, faz com que eu me mantenha ativo, e exercite a escrita mesmo quando a vontade parece pedir o contrário. Agora é um pedaço de mim. Por favor, continuem não tomando por verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7756607490514207710-3105455265256818478?l=verbalizacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/feeds/3105455265256818478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7756607490514207710&amp;postID=3105455265256818478&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3105455265256818478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7756607490514207710/posts/default/3105455265256818478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verbalizacoes.blogspot.com/2007/07/da-arte-de-preservar-o-que-se-pensa.html' title='Da arte de preservar o que se pensa!'/><author><name>Zé(d's)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10799350781822552956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://farm3.static.flickr.com/2046/1510238365_8b99a2382c.jpg?v=0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ezOglMquIhs/Rqkkzv_0DhI/AAAAAAAAAAM/X6xYuasTOkc/s72-c/dor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
