Mas por que retomei esse assunto? Para introduzir uma discussão que seguirá a mesma linha. Há algumas horas deixei o cinema completamente trastornado. Venho de assistir "Transformers", do sempre carniceiro Michael Bay
("A Rocha", "Armagedon", "Bad Boys", "Pearl Harbor"). Minha indignação estás no fato de um diretor com tantos recusos financeiros e técnicos, se perder na mesma balela "pseudo-moderna" em que caiu o Aerosmith. Com personagens tão complexos (e de movimentos tão bruscos e espetaculosos), a opçaõ do diretor foi no mínimo controversa. Quem se lembra de Transformers na infância? Isso mesmo: veículos auto-motores que se transformam em alienígenas robóticos. Mesmo desconhecendo a história, a coisa que mais nos atrai no filme é vermos um Chevrolet Corvette transformar-se em um robô de três metros de altura (tentando entender essa maravilha da física quântica). Então. Aí está o problema, as seqüências de ação que nunca ultrapassam os três segundos impossibilitam qualquer tentativa de entender como um f50 da força aérea americana ganha dimensões quase prediais. E o maior chamariz do filme transforma-se em seu maior defeito. Essa é a indústria americana de cinema. Que eu amo, você ama, mas disfarçamos sempre que possível. Aerosmith, Michael Bay, Jerry Bruckheimer, Justin Timberlake... Velocidade, velociade, velocidade... e o conteúdo? O conteúdo, amigo leitor, está em saber olhar pra isso e não achar a mínima graça! Ou fingir que não acha!

