sexta-feira, 27 de julho de 2007

Transformers

Há alguns anos o Aerosmith foi execrado graças a um clipe de dificil aceitação. Falo de "Fly Away From Here", um video futurista e de pouco conteúdo. Desculparam-se dizendo tratar-se da mais atual técnica "videoclípitica", com takes de poucos segundos e imagens pululando na tela! Não se tratava. Técnica "videoclípitica" é o que vemos em "Corra Lola Corra". A velocidade a serviço da linguagem. O que o o Aerosmith fez foi trasportar para a tela uma total falta de tino criativo.
Mas por que retomei esse assunto? Para introduzir uma discussão que seguirá a mesma linha. Há algumas horas deixei o cinema completamente trastornado. Venho de assistir "Transformers", do sempre carniceiro Michael Bay
("A Rocha", "Armagedon", "Bad Boys", "Pearl Harbor"). Minha indignação estás no fato de um diretor com tantos recusos financeiros e técnicos, se perder na mesma balela "pseudo-moderna" em que caiu o Aerosmith. Com personagens tão complexos (e de movimentos tão bruscos e espetaculosos), a opçaõ do diretor foi no mínimo controversa. Quem se lembra de Transformers na infância? Isso mesmo: veículos auto-motores que se transformam em alienígenas robóticos. Mesmo desconhecendo a história, a coisa que mais nos atrai no filme é vermos um Chevrolet Corvette transformar-se em um robô de três metros de altura (tentando entender essa maravilha da física quântica). Então. Aí está o problema, as seqüências de ação que nunca ultrapassam os três segundos impossibilitam qualquer tentativa de entender como um f50 da força aérea americana ganha dimensões quase prediais. E o maior chamariz do filme transforma-se em seu maior defeito. Essa é a indústria americana de cinema. Que eu amo, você ama, mas disfarçamos sempre que possível. Aerosmith, Michael Bay, Jerry Bruckheimer, Justin Timberlake... Velocidade, velociade, velocidade... e o conteúdo? O conteúdo, amigo leitor, está em saber olhar pra isso e não achar a mínima graça! Ou fingir que não acha!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Da arte de preservar o que se pensa!

Tantas pessoas e tantas idéias. Tantos caminhos. Esse é o meu. Duvido que eu resista a um mês. É possível que nem tanto. É mais provável que eu, dada a experiência, acabe com isso já na primeira semana. No entanto, e após longas relutâncias, estou aqui. O que direi não provocará qualquer efeito positivo, não mudará uma vida, não fará viúvas, não motivará ninguém à adoçao ou ao divíorcio. Na verdade, e é digno que se adimita, minha única intenção é ter um lugar de rápido acesso para deixar impressões sobre a minha vida (e a alheia). Ocorre, com uma freqüência espantosa, que eu tenho sempre alguma idéia estranha sobre as coisas. Penso então que aquela idéia deveria ser preservada para que eu pudesse voltar outras vezes a elas, seja para rir da infâmia, seja para discordar de mim mesmo, seja (pasmem) para melhorá-las. Eis o motivo, eis o (meu) caminho! Por favor, não tomem por verdade.
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Hoje é dia 23/10/2007. O Blog está prestes a completar três meses, e vagarosamente crescendo. O que começou como uma maneira de matar o tempo ocioso de férias, após o fim do Pan-americano do Rio de Janeiro, é já parte importante de quem sou e do que gosto de fazer. Fato é que ter um blog, minimamente visitado pelas pessoas, faz com que eu me mantenha ativo, e exercite a escrita mesmo quando a vontade parece pedir o contrário. Agora é um pedaço de mim. Por favor, continuem não tomando por verdade.

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